Atualizado em 20-04-2023

por Equipe Santander

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No Brasil, principalmente pela alta das taxas de juros e da taxa Selic nos últimos anos, é possível fazer o seu dinheiro render e aumentar o seu patrimônio com investimentos. Ou seja, existem muitas oportunidades disponíveis no mercado, mas o investidor não pode deixar de analisar o risco de cada tipo de investimento.

Em geral, quanto maior for o risco, maior é a possibilidade de retorno, mas não há nenhuma garantia. Ainda pode acontecer de um investimento de alto risco não trazer nenhum retorno ou até prejuízos, mas a possibilidade de trazer altos ganhos permanece sendo maior do que um investimento de baixo risco. É por isso que o risco é um fator que deve ser cuidadosamente estudado e considerado na hora de escolher os ativos que vão entrar para a sua carteira de investimentos.

No texto a seguir, vamos discutir a relação tão importante entre risco e retorno, uma equação fundamental no mercado financeiro.

Conceitos básicos para novos investidores

Se você está iniciando no mundo dos investimentos ou não, existem alguns conceitos que você vai encontrar diariamente e é preciso compreendê-los. Vamos começar?

Sempre em busca de liquidez

A liquidez é uma característica correspondente ao tempo necessário para resgatar o dinheiro investido. Quanto mais alta a liquidez, ou seja, quanto menor o tempo, mais rápido e fácil será para ter o dinheiro de volta na sua conta. E por isso é algo que muitos investidores procuram liquidez na hora de colocar dinheiro em um ativo, por conta da rapidez possível de resgatar recursos investidos.

Um ativo com liquidez diária geralmente tem uma taxa menor do que um ativo sem liquidez, pois o investidor troca a liquidez por taxa. Por exemplo, alguns Certificados de Depósito Bancário (CDB) têm liquidez diária, isso significa que ao solicitar o resgate do investimento, o dinheiro estará na sua conta em um dia útil. Por conta dessa característica, a taxa de rentabilidade, em geral, é menor do que investimentos que têm liquidez de 60 dias úteis, por exemplo.

Vamos falar de risco

Todo investimento tem um risco, que pode ser baixo, médio ou alto. Inclusive, se estão te oferecendo uma oportunidade sem riscos, desconfie, pois ainda não existe esse tipo de ativo. 

 Muitos fatores participam do risco de um investimento, como a economia nacional, a taxa de juros do mercado, inflação, mudanças no câmbio, entre muitos outros. Há uma associação que pode ser feita: os investimentos com maior risco podem apresentar maior retorno. Não significa que vão, mas podem.

Atualmente, são considerado três tipos de riscos:

- Risco de mercado

O risco de mercado é o mais comum entre os investidores, pois fala sobre o poder das variações do mercado financeiro em afetar os investimentos. Por exemplo, se o Banco do Central aumentar a taxa selic, muitas aplicações em Renda Faixa ganharão força.

Apesar disso, esse tipo de risco é mais conectado aos investimentos de Renda Variável, já que a rentabilidade desse tipo de aplicação está profundamente ligada às oscilações do mercado. Como dissemos anteriormente, se os índices da economia nacional sofrem alterações, reflete aqui.

- Risco de liquidez

Como vimos, a liquidez é aquela característica de velocidade que um ativo tem para se tornar dinheiro e isso pode ser um risco. Em outras palavras, é fundamental entender qual liquidez o seu investimento tem.

Para se ter uma ideia, existem investimentos de liquidez imediata, diária, de um mês e de até 180 dias. Vamos pensar em exemplos? A poupança tem liquidez imediata, na hora que for preciso, você poderá transferir o dinheiro direto para a sua conta. Se você tem um imóvel, no entanto, pode demorar meses e até anos para realizar a venda e colocar o dinheiro no bolso.

Na maioria das vezes, esses investimentos que demoram mais, apresentam maior risco. Ainda no exemplo do imóvel, caso você não encontre um comprador por muito tempo, é possível que precise abaixar o valor do ativo para concluir a venda, diminuindo seus ganhos. Percebeu onde está o risco?

Quando falamos de risco de liquidez, lembramos da importância de ter uma reserva de emergência eficiente para a sua realidade financeira.

- Risco de crédito

Imagine que você fez uma aplicação de renda fixa para que uma empresa de capital aberto pudesse expandir. Porém essa empresa não conseguiu cumprir com os pagamentos aos investidores. Pois é, pode acontecer.

Você já ouviu falar no Fundo Garantidor de Crédito (FGC)? É uma solução que protege o investidor caso a empresa e/ou governo não consiga fazer os pagamentos. Na hora de investir seu dinheiro, vale a pena conferir se o ativo está protegido pelo FGC.

O que é retorno nos investimentos?

O retorno é a rentabilidade do investimento.

A ‘rentabilidade’ é uma palavra-chave para todo investidor, algo que todos estão em busca, pois representa quanto o dinheiro investido vai render em determinado tempo.

Vamos pensar em um exemplo? Digamos que você investiu R$ 1.000 em uma oportunidade com rentabilidade de 10% ao ano. Ou seja, após esse período de 12 meses, sua aplicação terá rendido R$ 100.

As aplicações em renda fixa costumam possuir um risco menor e isso faz com que os possíveis retornos sejam mais conservadores. Por outro lado, as aplicações em renda variável, como as ações listadas na bolsa de valores, podem apresentar rentabilidades mais elevadas, mas com um risco mais elevado.

Qual a relação entre risco e retorno?

Percebemos, então, que o retorno e o risco estão conectados, em uma balança inversamente proporcional.  

E aqui você já pode perceber uma dica para possíveis golpes no mercado financeiro atual: se uma oportunidade oferece rentabilidade muito acima da média trabalhada no mercado, vale a pena desconfiar, pois pode ser um golpe.

É importante conhecer quem é você como investidor, até onde você está disposto a ir e quais riscos correr. E isso acontece entendendo bem a relação de risco e retorno, além da sua realidade financeira e do seu Perfil do Investidor.  

Saiba mais:
Você sabe o que é e para que serve uma reserva de emergência?

Veja como se planejar financeiramente

Dicas para alcançar o equilíbrio entre risco e retorno

“É preciso ter equilíbrio”. Quantas vezes você já ouviu essa frase? Para todos os assuntos ela se encaixa perfeitamente e não podia ser diferente no universo dos investimentos. Para não sair no prejuízo com suas aplicações, é indicado ter uma carteira equilibrada e diversificada, com investimentos que combinem com o seu perfil, com riscos de acordo com as suas preferências.

Ao diversificar, é possível diminuir os riscos de perdas, é uma boa estratégia para proteger seu capital até em momentos de instabilidade econômica no país e pelo mundo.

Seria interessante prever o risco e o retorno de cada investimento, mas não existem garantias de que o resultado previsto será alcançado, já que são muitos fatores envolvidos na conta, como a economia do país, informações sobre cada empresa e setor, entre outros. Nos investimentos de Renda Fixa, no entanto, a rentabilidade e o vencimento são pré-acordados no momento da contratação e isso dá ao investidor a previsão do que esperar.

Se quiser entender os tipos de aplicações distinguem, confira o nosso conteúdo sobre as diferenças entre Renda Fixa e Renda Variável.

Invista com segurança

Agora você está mais familiarizado com a relação entre risco e retorno e sabe da importância de administrar o seu dinheiro com as análises necessárias, além de outros fundamentos básicos dos investimentos. Que tal conhecer as opções que o Santander disponibiliza para você começar a investir hoje mesmo?

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