Atualizado em 05-09-2023

por Equipe Santander

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Investir seu dinheiro no Brasil pode parecer intimidador, mas não precisa ser. Uma opção popular de investimento no Brasil é o Tesouro Direto, que é um programa de investimento apoiado pelo governo que permite que pessoas físicas invistam em títulos do governo emitidos pelo Tesouro Nacional. Esses títulos são considerados um dos investimentos de menor risco do mercado, tornando-os atrativos devido sua acessibilidade e suas diversas opções

No texto a seguir, veremos mais de perto o que é o Tesouro Direto, como ele funciona e quais as principais características desse ativo.

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa de investimento apoiado pelo governo que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos federais pela internet. O Governo Brasileiro criou essa alternativa lá em 2002 e o objetivo era simples: democratizar o acesso aos títulos do governo e permitir que o brasileiro comum invista nesses ativos seguros e estáveis. Hoje, o Tesouro Direto se tornou uma das opções de investimento mais populares do Brasil, com milhões de investidores cadastrados e mais de R$ 100 bilhões em ativos sob gestão.

Como funciona o Tesouro Direto?

Para investir em títulos públicos através do Tesouro Direto, o primeiro passo é abrir uma conta em uma das instituições financeiras autorizadas a oferecer esse serviço. Essas instituições atuam como intermediárias entre os investidores e o Tesouro, facilitando a compra e venda de títulos públicos. O Santander, por exemplo, é autorizado e você pode abrir a sua conta sem sair de casa.

Depois de abrir a conta, você poderá acessar o site do Tesouro Direto navegar pelos diversos títulos disponíveis, com diferentes tipos de rentabilidade (prefixada, ligada à variação da inflação ou à variação da taxa de juros básica da economia - Selic), diferentes prazos de vencimento e valores mínimos de aplicação. Por exemplo, o título Tesouro Selic é um título que pode ser adequado para quem busca maior liquidez, ou seja, está pensando mais no curto prazo que acompanha a Taxa Selic. Outros títulos, como o Tesouro Prefixado, oferecem taxas de juros fixas, que possibilitam conhecer exatamente a rentabilidade que receberá na data de vencimento do título.

O valor mínimo de investimento para a maioria dos títulos do Tesouro Direto é de R$ 30, tornando-o acessível para muitas pessoas. Mas isso não significa que é uma alternativa apenas para investidores iniciantes não, hein? O Tesouro Direto é bem-visto por investidores dos mais variados perfis.

Depois que você escolher o papel e o seu pedido for feito, o Departamento do Tesouro emitirá o título. Você poderá receber pagamentos periódicos de juros ao longo da vida do título, e o principal será devolvido a você no vencimento.

Quais as vantagens de investir nos títulos públicos federais?

Uma das principais vantagens em investir em Título Público Federal é que ele oferece uma maneira de melhorar seu patrimônio com baixo risco, já que esses títulos são garantidos pelo governo brasileiro. Isso os torna uma excelente opção para aqueles que são avessos ao risco ou procuram uma opção de investimento menos arriscada.

Outro benefício do Tesouro Direto é a acessibilidade. Como dissemos anteriormente, o valor mínimo para começar a investir em títulos do Tesouro Direto é de R$ 30.

O Tesouro Direto também oferece diversas opções de títulos para atender a diferentes objetivos de investimento, como investimentos de curto ou longo prazo, atrelados a taxas de juros pré ou pós fixados ​​ou proteção contra a inflação. Vai depender da sua estratégia de investimento.

Existem riscos de investir nos títulos públicos federais?

Embora os títulos do governo sejam alternativas de investimento que oferecem segurança para o investidor, eles não estão isentos de riscos.

Um dos principais riscos de investir é a inflação. Como a inflação pode corroer o valor do seu investimento ao longo do tempo, é importante escolher o título certo que forneça proteção adequada contra a inflação.

Outro risco de investir em títulos públicos é o risco de taxa de juros. Se as taxas de juros subirem, o valor dos títulos existentes diminuirá e os investidores poderão ficar presos a títulos com rendimentos mais baixos. No entanto, como os títulos do Tesouro Direto têm opções que podem ser pré ou pós fixadas, esse risco pode ser diminuído se você selecionar a opção certa que corresponda aos seus objetivos. É sempre importante saber as suas metas.

Há também o risco de crédito que se refere à possibilidade de calote por parte do governo. Embora a probabilidade de inadimplência do governo seja considerada baixa, é sempre bom saber que isso pode acontecer.

Por fim, existe o risco de liquidez associado ao Tesouro Direto. Como esses títulos não são negociados em um mercado secundário, pode ser difícil vender seus títulos antes do vencimento se você precisar acessar seus fundos.

Em outras palavras, embora existam riscos associados ao investimento no Tesouro Direto, eles geralmente são considerados menores do que outras opções de investimento no Brasil. Ao selecionar o título adequado e diversificar seu portfólio de acordo com seu perfil de investidor, você pode minimizar alguns desses riscos e aproveitar os benefícios de investir em títulos comandados pelo governo.

Quais são os títulos disponibilizados no Tesouro Direto?

Existem vários tipos de títulos disponíveis para investidores pelo Tesouro Direto, cada um com  características diferentes. Esses incluem:

1. Tesouro Selic (LFT): título com maior liquidez que acompanha a taxa Selic e com baixíssimo risco de crédito. Isso faz do Tesouro Selic um dos investimentos mais seguros do Brasil. É também um investimento com menos exposto ao risco de juros e inflação.

Quando o título for resgatado, o investidor receberá o principal acrescido dos juros acumulados até a data do resgate.

2. Tesouro Prefixado (LTN): é um título com uma taxa de juros definida no momento da compra. A taxa de juros desse título permanece fixa durante o período do investimento. O Tesouro Prefixado é uma boa opção para quem deseja um retorno previsível do seu investimento. O valor da rentabilidade é conhecido na hora da aplicação.

3. Tesouro IPCA+ (NTN-B): um título de longo prazo que oferece proteção contra a inflação ao vincular sua rentabilidade ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Além disso, há uma taxa de juros prefixada adicional nesse título. No vencimento, o investidor receberá o principal corrigido monetariamente pelo IPCA e acrescido dos juros auferidos ao longo do prazo do investimento.

4. Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (Principal NTN-B): título de longo prazo que também oferece proteção contra a inflação ao vincular sua rentabilidade ao IPCA. A diferença entre esse título e o Tesouro IPCA+ é que os pagamentos de juros são semestrais, enquanto o outro só paga no vencimento do investimento. Também possuem prazo de vencimento fixo, especificado na compra do título.

5. Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais (NTN-C): um título de longo prazo que oferece proteção contra a inflação, porém sua rentabilidade não está vinculada ao IPCA, mas ao Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM). Os pagamentos de juros sobre esse título são feitos semestralmente, e o principal é ajustado para refletir as variações do IGPM.

6. Tesouro RendA+: o mais novo do Tesouro Nacional, desenhado para quem deseja complementar a renda na aposentadoria. E funciona assim: parte do rendimento é atrelado à inflação. O investimento possui duas fases: uma de acumulação e outra de conversão. Na primeira serão feitas contribuições por parte do investidor com o objetivo de acumular recursos para que sejam fruídos posteriormente. Já no segundo momento o investidor poderá receber de volta o valor aplicado acrescido dos juros. O valor será pago ao longo de 20 anos, em 240 parcelas.

São muitas opções para você, porém os investidores podem escolher o título que melhor se adapta aos seus objetivos de investimento, tolerância ao risco e realidade financeira. É importante avaliar cuidadosamente as características de cada título antes de investir e diversificar seu portfólio em diferentes tipos de títulos para minimizar os riscos.

Como escolher o melhor investimento no Tesouro Direto para você?

A escolha do melhor tipo de título depende de vários fatores, incluindo seus objetivos de investimento, tolerância ao risco, disponibilidade de tempo, entre outros. Aqui estão alguns fatores importantes a serem considerados ao escolher o melhor tipo de Tesouro Direto:

- Metas de investimento: considere o que você espera alcançar com seu investimento. Você deseja obter uma taxa de retorno fixa ou prefere uma opção que garanta proteger seu investimento da inflação? Diferentes tipos de títulos do Tesouro Direto oferecem diferentes características e benefícios que podem se alinhar aos seus objetivos de investimento.

- Tolerância ao risco: considere seu nível de conforto com o risco de investimento. Títulos com vencimentos mais longos geralmente carregam mais riscos do que aqueles com vencimentos mais curtos, pois são mais sensíveis a mudanças nas taxas de juros e inflação. Se você é avesso ao risco, e busca liquidez como o Tesouro Selic pode ser uma escolha melhor.

- Prazos: considere por quanto tempo você planeja manter seu investimento. Títulos com vencimentos mais longos podem oferecer retornos mais altos, mas também exigem um compromisso de prazo mais longo. Se você precisa do seu dinheiro de volta no curto prazo, um título de curto prazo como o Tesouro Selic pode ser uma escolha melhor.

- Taxas de Juros: considere as taxas de juros vigentes  e as expectativas futuras sobre ela, ao escolher um tipo de Título Público. Títulos pré-fixados como o Tesouro Prefixado podem oferecer retornos maiores quando as taxas de juros estão baixas, mas podem não ser tão atraentes quando as taxas de juros estão altas. Títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+, podem oferecer melhores retornos quando há expectativa de aumento da inflação.

- Diversificação: considere diversificar sua carteira em diferentes tipos de títulos do Tesouro Direto para minimizar o risco. A diversificação pode ajudar a equilibrar os riscos e retornos potenciais de diferentes investimentos.

Em última análise, para encontrar o melhor tipo de Tesouro Direto é importante fazer sua pesquisa e consultar um consultor financeiro para determinar qual das alternativas faz mais sentido para você.

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