Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação: 10/07/2020, às 12h30

Abaixo os últimos acontecimentos:

 

AMBIENTE GLOBAL

 

No exterior, o S&P500 caiu 0,56%, com novos ganhos no setor de tecnologia, mas desvalorização nos demais. O Dow Jones, cuja composição tem menor participação das gigantes da nova economia, caiu 1,39%. Setores como o industrial, bancos e outros mais cíclicos voltaram a perder força, o que tem se intensificado recentemente. Isso talvez seja resultado das preocupações com a reaceleração da covid-19 nos EUA e da aparente diminuição na velocidade de retomada de alguns indicadores econômicos de alta frequência.

DESTAQUES NO BRASIL

 

O Ibovespa cedeu 0,61% ontem, declínio apenas modesto em comparação com os ganhos recentes. Até o encerramento desta quinta-feira o índice subiu mais de 5% na semana, operando ao redor dos 99 mil pontos. Durante o pregão de ontem, chegou a ultrapassar os 100 mil pontos, mas não se sustentou acima deste patamar.

O real encerrou praticamente estável ontem, mas oscilou bastante durante o dia, com a taxa de câmbio cedendo até cerca de R$ 5,25/US$ e retornando posteriormente. O presidente do Banco Central comentou pela manhã sobre o excesso de volatilidade do câmbio.  Ele disse que a instituição vem trabalhando para entender as razões do comportamento único de nossa moeda a fim de poder agir mais sobre as causas da alta volatilidade. O debate sobre o assunto só cresce entre especialistas e operadores de mercado, com inúmeros artigos e estudos, mas claramente não há consenso. Alguns argumentos, como a baixa taxa de juros, seguramente aparecem com mais frequência, mas estão longe de convencer a todos de que esta é a maior causa da instabilidade da nossa divisa.

 

Na renda fixa doméstica, a curva de juros precifica probabilidade menor de novo corte da Selic na próxima reunião do Copom, haja vista que os dados econômicos têm sinalizado alguma aceleração e surgem algumas indicações de que a inflação já pode ter atingido o seu ponto mais baixo (o IPCA de junho será conhecido agora pela manhã). Observando as taxas prefixadas nos vencimentos mais longos, notamos que a inclinação (ou seja, a diferença em relação às taxas de prazos mais curtos) continua historicamente bem elevada. Os mercados seguem cobrando bom prêmio pelo alongamento de prazos como mecanismo de compensação pela possibilidade de os juros básicos estarem hoje em patamar abaixo de seu nível de equilíbrio.

Os dois principais Bancos estatais brasileiros anunciaram que vão chegando ao limite da fração que lhes foi destinada para distribuir empréstimos via Pronampe. Agora, trabalham para a ampliação de tais limites, enquanto as demais instituições financeiras privadas de maior porte ajustam suas estruturas para igualmente operacionalizar os recursos. A Câmara dos Deputados também aprovou o programa emergencial de acesso a crédito (Peac), que tem como funding o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) gerido pelo BNDES. O interessante é que ele abarcará os microempreendedores individuais (MEIs), que acessarão os recursos por meio das maquininhas de cartão. As iniciativas para alimentar as empresas com capital de giro são absolutamente fundamentais neste momento. Conseguir repor estoques ou dar prazos para os clientes é o que fará a roda girar e preservará companhias menores que representam a maior parte dos empregos na economia.

 

Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.

INDICADORES

 

FECHAMENTO DO MERCADO EM 09/07:

 

· Ibovespa: 99.160 pts (-0,61%)

· S&P 500: 3.152 pts (-0,56%)

· Dólar: US$/R$ 5,34 (-0,21%)

EXPECTATIVAS

 

Os analistas de mercado já esperam que haja uma queda da atividade econômica neste ano, a nível global, e as projeções seguem em constantes revisões de crescimento para baixo, ao passo que os impactos econômicos oriundos da crise do coronavírus vão sendo contabilizados. Com isso, os ativos financeiros podem continuar apresentando volatilidade no curto prazo. Além disso, as tensões em torno do ambiente político local podem contribuir para uma volatilidade adicional.

 

Por outro lado, as autoridades globais ainda sinalizam que podem continuar adotando medidas de estímulos para as economias, caso seja necessário, para aliviar o tamanho do impacto financeiro.

 

Sendo assim, o momento requer cautela e é importante ter uma visão de longo prazo para o cenário e o portfólio de investimentos. No período pós crise, acreditamos que o país entrará em uma trajetória de crescimento, com inflação ainda comportada, juros em níveis baixos e continuidade da agenda de reformas fiscais e no ambiente de negócios. Sendo assim, estruturalmente acreditamos no potencial de valorização das classes Renda Variável e Multimercado, de acordo com o seu perfil de Investidor, ainda que no caminho tenham muitas oscilações.

CARTEIRAS MODELO

 

Em momentos como este, ter um profissional qualificado, que possa apoiar sua decisão sobre seu portfólio de investimentos é ainda mais importante. Por isso, nossos estrategistas elaboram as Carteiras Modelo, que são compostas por soluções de investimentos que buscam se beneficiar em um cenário de retomada da economia, combinadas a estratégias de proteção, que objetivam diminuir os impactos de momentos adversos, como o que estamos passando. Tudo isso, considerando sempre seus objetivos e perfil de risco. Continuaremos atentos aos movimentos de mercado e estamos aqui para apoia-la (o) em qualquer decisão.

Material publicitário

Saiba mais

Material Publicitário. Este material foi preparado pelo Banco Santander (Brasil) S.A.  e se destina a apresentar nossas projeções e estimativas, assim como algumas soluções de investimento disponíveis no Santander, não devendo ser interpretado como indicação ou recomendação de investimento. Estas projeções e estimativas não devem ser interpretadas como garantia de performance futura, pois estão sujeitas a riscos e incertezas relacionados a fatores fora de nossa capacidade de controlar ou estimar precisamente, que poderão diferir daqueles projetados. A informação contida nesse material baseia-se na melhor informação disponível, recolhida a partir de fontes oficiais ou críveis. Não nos responsabilizamos por eventuais omissões ou erros. As opiniões expressas são as nossas opiniões no momento. Não estamos obrigados a publicar qualquer revisão ou atualizar essas projeções e estimativas frente a eventos ou circunstâncias que venham a ocorrer após a data deste documento.

OS INVESTIMENTOS MENCIONADOS PODEM NÃO SER ADEQUADOS AOS SEUS OBJETIVOS, SITUAÇÃO FINANCEIRA OU NECESSIDADES INDIVIDUAIS. O PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO API – ANÁLISE DE PERFIL DO INVESTIDOR É ESSENCIAL PARA GARANTIR A ADEQUAÇÃO DO PERFIL DO CLIENTE AO PRODUTO DE INVESTIMENTO ESCOLHIDO. LEIA PREVIAMENTE AS CONDIÇÕES DE CADA PRODUTO ANTES DE INVESTIR.

 

Os clientes que desejarem incluir ou excluir seu e-mail de qualquer um dos relatórios do departamento econômico devem encaminhar uma mensagem para economiabrasil@santander.com.br informando nome, sobrenome, endereço eletrônico, empresa e o idioma (Português ou Inglês) que deseja receber.

 

Todos os relatórios do departamento econômico do Santander são disponibilizados gratuitamente em www.santander.com.br/economia

Visite o nosso site!

© Banco Santander (Brasil) S/A. Direitos reservados.

Veja também