Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação: 27/01/2022

Abaixo os últimos acontecimentos:

 
DESTAQUE GLOBAL
 
A decisão do Banco Central dos Estados Unidos (Fed) divulgada ontem (26/01/2022) foi de manter inalterada a taxa de juros, que atualmente está na faixa entre 0,00% e 0,25% ao ano, e de também manter o ritmo de redução nas compras mensais de ativos, que deve se encerrar por completo em março. Além disso, a autoridade monetária norte-americana disse no comunicado que acredita ser apropriada uma alta na taxa de juros em breve.
 
Se por um lado o comunicado veio bem em linha com o esperado, e até surtiu efeitos positivos sobre os mercados globais, por outro, a entrevista do presidente do Fed que tipicamente é dada 30 minutos após a divulgação do comunicado, foi em uma linha bem mais dura do que o antecipado. Citando que é necessária uma correção na política monetária, levando em conta o nível de emprego, a atividade econômica e a inflação dos Estados Unidos e que pode inclusive significar uma trajetória mais agressiva do que o antecipado. Pela entrevista, os analistas de mercado projetam que haverá uma alta de juros na próxima reunião, que será em março. Além disso, muita discussão está acontecendo em torno de como o Fed irá diminuir o seu balanço patrimonial, com indicações de que esse processo se dará de forma mais rápida do que em 2018, o que seria mais uma fonte de retirada de estímulos. Por fim, o presidente do Fed se mostrou bastante preocupado com a inflação e com a possibilidade de ela se tornar mais perene, o que justifica um plano de ação mais duro para atacar o problema.
 
Depois da entrevista coletiva, os mercados globais, que vinham em uma forte expansão, mudaram abruptamente de direção. Os juros futuros norte-americanos tiveram uma forte alta, com o retorno do título de 2 anos subindo a 1,12%, o de 10 anos chegou em 1,85% e o de 30 anos bateu 2,17%. O dólar também ganhou força depois das falas de Powell, com o DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas fortes, subindo 0,57%. Já as bolsas de Nova York, que estavam apresentando uma forte recuperação depois de vários pregões em queda, mais do que zeraram as altas do dia. Dow Jones e S&P500 tiveram quedas de 0,38% e 0,15%, respectivamente. Já a Nasdaq fechou praticamente estável em +0,02%. No mercado do petróleo, as cotações continuam em forte alta em meio a preocupações geopolíticas na fronteira da Ucrânia com a Rússia, com o barril do petróleo voltando a ficar acima da barreira de US$ 90 no intradiário. No encerramento do pregão, o barril WTI subia 2,04% a US$ 87,35 e o barril Brent tinha alta de 1,79% a US$ 88,74.
 
Na agenda econômica de hoje, o destaque será a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do 4º trimestre de 2021 dos Estados Unidos, que trará também o crescimento agregado do PIB norte-americano em 2021
 
 
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DESTAQUES NO BRASIL
 
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) de janeiro foi divulgado ontem (26/01/2022), mostrando uma alta de 0,58% na comparação mensal, uma desaceleração se comparado com a leitura de dezembro (0,78%). No entanto, o número veio acima da mediana das expectativas do mercado, que estava em 0,45%. Com isso, a alta acumulada em 12 meses totalizou 10,20%. Além da leitura ter vindo acima das expectativas, a composição veio ruim, com a média dos núcleos (que excluem os componentes voláteis) acompanhados pelo Banco Central indo de 0,68% em dezembro para 0,95% em janeiro, o que aponta maior persistência da inflação à frente. Também houve uma alta da difusão, que mede a percentagem dos itens que apresentaram alta no mês, indo de 68,94% em dezembro para 74,39% em janeiro. A leitura do IPCA-15 de janeiro aponta para uma maior persistência da inflação mesmo com a forte alta na taxa de juros que está sendo promovida pelo Banco Central.
 
No Brasil, os mercados financeiros foram influenciados pelo movimento externo, e o que aconteceu aqui foi igual ao que ocorreu lá fora: forte recuperação ao longo do dia, mas devolvendo parte dos ganhos depois da entrevista do presidente do Banco Central norte-americano. O Ibovespa chegou a subir 2,26% na máxima do dia, mas perdeu ímpeto e fechou com alta de 0,98% a 111.289 pontos. Ainda assim, foi o maior nível de fechamento desde 19 de outubro de 2021. No mercado cambial, a cotação do dólar frente ao real chegou a ficar abaixo de R$ 5,39, mas com o ganho de força do dólar em âmbito global, o real devolveu os ganhos e a cotação do dólar Ptax Venda fechou em queda de 1,18% a R$ 5,43. No mercado dos juros futuros, a parte curta da curva já apresentava altas desde o início do dia, refletindo o IPCA-15 acima do esperado, mas os vértices médios e longos tinham queda. No entanto, assim como nos outros mercados, os juros futuros mudaram de direção, com toda a curva exibindo alta na sessão estendida. O contrato do DI com vencimento em janeiro de 2023 subia 17 pontos-base a 12,08%, o contrato com vencimento em janeiro de 2025 com alta de 13 pontos-base a 11,16% e o contrato com vencimento em janeiro de 2027 subiu 6 pontos-base a 11,23%.
 
No Brasil, a agenda estará esvaziada.
 
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.

 

INDICADORES

 

FECHAMENTO DO MERCADO EM 26/01:

 

· Ibovespa: 111.289 pontos (+0,98 %)

· S&P 500: 4.350 pontos (-0,15 %)

· Dólar (Ptax venda): US$/R$ 5,43 (-1,18 %)

 
 

 
EXPECTATIVAS
 
Dados econômicos recentes indicam que a economia global segue em crescimento. Este fato aliado a persistente inflação também presente nas principais economias do mundo, eleva chances de aceleração no ritmo de retirada de estímulos econômicos (tapering) por parte do Banco Central dos EUA (Fed).
 
Há que se manter no radar o avanço da variante ômicron e seus eventuais impactos, ainda que neste momento não se observam medidas mais restritivas por parte dos governos no mundo, buscando um ponto de equilíbrio que permita preservação da saúde pública e crescimento econômico.
 
No Brasil seguimos com atenções voltadas aos números de inflação, pois apesar de as últimas divulgações indicarem acomodação, entendemos que tenha agora atingido um nível onde se manterá por algum tempo antes de efetivamente iniciar a recuar. Assim, a indicação trazida na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de uma nova elevação na Selic segue como o cenário mais provável. 
 
Entretanto, o elevado patamar de vacinação atingido no Brasil, a frente do que o observado em nível internacional, permite esperar maior atividade econômica e um Produto Interno Bruto (PIB) positivo em 2022, ainda que o quadro fiscal permaneça no radar, com orçamento público mais apertado.
 
O elevado patamar da Selic chama atenção, mas oportunidades em renda variável se fazem presentes ao passo que a retomada econômica no Brasil se concretize, assim, a diversificação, adequada ao perfil de cada investidor ganha relevância para não deixar oportunidades de lado.
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.
 
 

CARTEIRAS MODELO

 

Em momentos como este, ter um profissional qualificado, que possa apoiar sua decisão sobre seu portfólio de investimentos é ainda mais importante. Por isso, nossos estrategistas elaboram as Carteiras Modelo, que são compostas por soluções de investimentos que buscam se beneficiar em um cenário de retomada da economia, combinadas a estratégias de proteção, que objetivam diminuir os impactos de momentos adversos, como o que estamos passando. Tudo isso, considerando sempre seus objetivos e perfil de risco. Continuaremos atentos aos movimentos de mercado e estamos aqui para apoia-la (o) em qualquer decisão.

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