Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação: 26/11/2020, às 12h09

Abaixo os últimos acontecimentos:

 

AMBIENTE GLOBAL

 

Após os novos casos de covid-19 começarem a estabilizar em vários países da Europa e depois de muitos analistas já terem incorporado em suas estimativas os impactos negativos no PIB, agora o mesmo começa a ser feito para os EUA. Economistas projetam um quarto trimestre em ritmo mais fraco, possivelmente com uma acomodação da atividade, mas também já consideram uma retomada mais forte a partir do segundo trimestre de 2021 na esteira das vacinas e de mais suporte fiscal e monetário.

Os mercados, então, descontam um curto prazo mais complicado acompanhando as novas medidas de restrição de circulação anunciadas pelas autoridades norte-americanas, mas ao mesmo tempo ponderam a reaceleração de médio prazo. Muita atenção é dada ao momento da aprovação pelos órgãos responsáveis nos EUA para o uso das vacinas e o início da vacinação da população.

DESTAQUES NO BRASIL

 

Em nossa avaliação, a alta no Ibovespa tem uma natureza mais passiva, na esteira dos fluxos de estrangeiros que estão voltando para os países emergentes. Como grande representante deste grupo, acabamos recepcionando um bom volume de dinheiro. Também tem o fato de que estávamos bem mais “baratos” em dólares, dada a depreciação expressiva do real na comparação com as moedas de seus pares. Ademais, no universo dos países em desenvolvimento, mas com mercado de capitais mais evoluído, parece-nos que representamos uma das posições mais sub-alocadas nos portfólios globais.

 

Para garantir mais tração própria às compras de Brasil por estrangeiros, julgamos ser preciso incrementar nossas idiossincrasias, especialmente na parte das reformas. E temos dito que, a esse respeito, os eventos têm deixado a desejar. Contudo, os temas prioritários seguem na ordem do dia ocupando as discussões de lideranças políticas, mesmo que de forma menos intensa do que parece ser desejável para muitos. Um aspecto positivo é que, embora o esforço para votar regras que assegurem maior controle de gastos tenha ficado aquém do necessário para animar os agentes econômicos, tampouco tem havido espaço para avanço de propostas de caráter populista.

 

Importante destacar a aprovação da nova Lei de Falências no Senado ontem, que já vai para a sanção presidencial. Inegável que, na parte microeconômica, temos observado avanços relevantes. O problema é que estes só se fazem sentir na economia depois de certo tempo e de forma diluída.

Sobre a reforma tributária, ensaia-se a aceleração do parecer do relator, incluindo não só mudanças na taxação do consumo (unificação de ISS, PIS/Cofins, ISS...), mas também alterações na cobrança de tributos sobre renda e patrimônio. Fala-se do imposto progressivo sobre herança e doações, tributação de dividendos, juro sobre capital próprio e etc. O presidente da Câmara quer estabelecer um acordo com os partidos de esquerda para tentar avançar com o assunto ainda em dezembro e deixar este avanço como mais um legado de seu mandato à frente da Casa. Apesar do esforço, parece-nos pouco provável que isso prospere, mas seria uma surpresa positiva para o mercado sem dúvidas, em que pese a necessidade de avaliar melhor os impactos dessas propostas.

 

 

Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.

INDICADORES

 

FECHAMENTO DO MERCADO EM 25/11:

 

· Ibovespa: 110.132 pts (+0,32%)

· S&P 500: 3.630 pts (-0,15%)

· Dólar: US$/R$ 5,32 (-1,03%)

EXPECTATIVAS

 

Apesar das incertezas e volatilidade dos ativos, alguns indicadores de atividade têm sugerido uma retomada da economia global, ainda que de forma gradual. Além disso, o patamar atual dos juros em níveis baixos aqui e no exterior, e a expectativa de continuidade da agenda de reformas aqui no Brasil são fatores que podem contribuir para uma trajetória de valorização dos ativos brasileiros.

 

No entanto, há uma certa cautela pairando nos mercados. Aqui no Brasil, destaque para as políticas fiscais e, no exterior, com as eleições presidenciais americanas e a relação comercial entre EUA e China. Além, é claro, de ainda estarmos em meio a uma pandemia. Portanto, ainda podemos observar uma volatilidade elevada em função destes temas.

 

Desta forma, é importante ter uma visão de médio e longo prazo para o cenário e o portfólio de investimentos. No período pós pandemia, acreditamos que o país entrará em uma trajetória de crescimento gradual, com inflação comportada, juros em níveis baixos e continuidade da agenda de reformas. Sendo assim, estruturalmente acreditamos no potencial de valorização das classes Renda Variável e Multimercado, de acordo com o seu perfil de Investidor, ainda que no caminho tenham muitas oscilações.

CARTEIRAS MODELO

 

Em momentos como este, ter um profissional qualificado, que possa apoiar sua decisão sobre seu portfólio de investimentos é ainda mais importante. Por isso, nossos estrategistas elaboram as Carteiras Modelo, que são compostas por soluções de investimentos que buscam se beneficiar em um cenário de retomada da economia, combinadas a estratégias de proteção, que objetivam diminuir os impactos de momentos adversos, como o que estamos passando. Tudo isso, considerando sempre seus objetivos e perfil de risco. Continuaremos atentos aos movimentos de mercado e estamos aqui para apoia-la (o) em qualquer decisão.

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