Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação: 22/09/2020, às 11h24

Abaixo os últimos acontecimentos:

 

AMBIENTE GLOBAL

 

O aumento de casos de contaminação pela covid-19 em alguns países e regiões, com determinados governos anunciando novamente medidas de restrição à circulação, acabou levando os investidores a reviverem certos temores.
 
Contudo, as decisões de autoridades de restringir o deslocamento da população, como no Reino Unido, ocorrem de forma específica e não generalizada. O chamado lockdown pode estar distante nas circunstâncias atuais, até por que as mortes continuam mais controladas e o sistema de saúde não está perto de um colapso. Sendo assim, o trade-off de fechar a economia para proteger as pessoas seguramente não é vantajoso na grande maioria dos casos. Cabe lembrar que as perdas na atividade também geram diversos efeitos diretos e indiretos sobre a saúde da população.
 
Assim, não cremos em nova paralisação da economia, muito embora o eco dessas notícias de contaminação tende a gerar comportamento mais defensivo de algumas famílias na hora de consumir. Entretanto, o impacto agora é bem menor do que o observado entre março e abril. A sociedade aprendeu a conviver com o vírus, baixando demasiadamente sua letalidade e há boas esperanças com o desenvolvimento das vacinas.
 
 
Continuamos acreditando que as quedas das bolsas globais devam cessar em breve, configurando mais uma acomodação dos excessos anteriores do que uma inflexão de tendência. Não há piora de fundamento relevante no horizonte visível que justifique uma reversão: os dados econômicos tendem sim a perder aceleração, mas seguem com bom ritmo; não está em perspectiva qualquer aperto de política monetária; as condições financeiras continuam favoráveis e sob a proteção dos bancos centrais; os mercados de dívida e de crédito se mantêm abertos; os governos estão a postos para dar impulsos de demanda e oferecer garantias justamente para que o mercado de crédito não pare de fluir.   
 
Na margem, obviamente, há questionamentos quanto ao quarto pacote fiscal nos EUA que vive um impasse, existe ansiedade para que o Federal Reserve seja mais ostensivo na utilização de seus instrumentos, crescem os questionamentos sobre potenciais desdobramentos das eleições norte-americanas etc. Mas isso tudo só parece crítico porque os ativos haviam se valorizado bastante, incorporando um cenário promissor e mais suscetível a qualquer decepção. Na realidade basta um ajuste ou uma pausa na alta dos preços para digerir melhor os acontecimentos e avaliar com maior profundidade os riscos.

DESTAQUES NO BRASIL

 

Seguindo o declínio dos mercados externos, os ativos brasileiros sofreram perdas nesta segunda-feira, muito embora no encerramento dos pregões as cotações já tivessem se recuperado dos piores momentos do dia. As notícias negativas sobre determinados bancos dos EUA e Europa que teriam sido usados para transitar dinheiro de origem ilícita penalizaram bastante sobre o setor e continuam pesando nessa manhã.

 

O Ibovespa diante dessa turbulência lá fora acabou perdendo o suporte definido pela média móvel de 200 dias e agora opera perto dos 97 mil pontos. É muito importante observar de perto sua dinâmica nestes dias, pois podemos estar perto de uma oportunidade de compra. Lembrando que nossos portfólios haviam sido ajustados semanas atrás com a diminuição do risco para enfrentar um período mais conturbado.

 

Na renda fixa, as manchetes sobre as dificuldades do Tesouro de encontrar compradores suficientes para seus títulos nos preços desejados preocuparam analistas e deveriam continuar preocupando ainda mais o Banco Central. A autoridade monetária local precisa emitir uma mensagem mais conservadora reconhecendo que não é compatível dizer que os juros até têm espaço para cederem mais, quando os financiadores do governo observam uma dívida indo para 100% do PIB. Os riscos de instabilidade financeira mencionados pelo próprio BC crescem de forma veloz. Seria prudente nos próximos dias que os dirigentes da instituição se manifestassem no sentido de que a Selic não tem viés de baixa e que também estão atentos a choques inflacionários pontuais que podem eventualmente ter efeitos de segunda ordem. Não é para acenar com altas de juros, mas apenas expressar um tom diferente e mais conservador.

 

As taxas prefixadas nos níveis em que se encontram já devem estar precificando alguma “fissura” no teto dos gastos. Ou seja, já embutem um prêmio para compensar o fato de que o teto não será rigorosamente respeitado. Logo, se ele for sim respeitado, então as taxas mais longas poderiam até ceder, ou ficar laterais, mudando a assimetria de riscos. Mas logicamente, se houver desarranjo mais grave das contas públicas, então há ainda um ajuste perverso a se concretizar.     

 

Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast

INDICADORES

 

FECHAMENTO DO MERCADO EM 21/09:

 

· Ibovespa: 96.991 pts (-1,32%)

· S&P 500: 3.281 pts (-1,15%)

· Dólar: US$/R$ 5,40 (+0,43%)

EXPECTATIVAS

 

Apesar das incertezas e volatilidade dos ativos, alguns indicadores de atividade têm sugerido uma retomada da economia global, ainda que de forma gradual. Inclusive, projeções de analistas de mercado apontam que o cenário pode ser melhor do que o projetado no primeiro semestre do ano. Além disso, o patamar atual dos juros em níveis baixos aqui e no exterior, e a expectativa de continuidade da agenda de reformas aqui no Brasil são fatores que podem contribuir para uma trajetória de valorização dos ativos brasileiros.

 

No entanto, há uma certa cautela pairando nos mercados. Aqui no Brasil, destaque para as políticas fiscais e, no exterior, com as eleições presidenciais americanas e a relação comercial entre EUA e China. Além, é claro, de ainda estarmos em meio a uma pandemia. Portanto, ainda podemos observar uma volatilidade elevada em função destes temas.

 

Desta forma, é importante ter uma visão de médio e longo prazo para o cenário e o portfólio de investimentos. No período pós pandemia, acreditamos que o país entrará em uma trajetória de crescimento gradual, com inflação comportada, juros em níveis baixos e continuidade da agenda de reformas. Sendo assim, estruturalmente acreditamos no potencial de valorização das classes Renda Variável e Multimercado, de acordo com o seu perfil de Investidor, ainda que no caminho tenham muitas oscilações.

CARTEIRAS MODELO

 

Em momentos como este, ter um profissional qualificado, que possa apoiar sua decisão sobre seu portfólio de investimentos é ainda mais importante. Por isso, nossos estrategistas elaboram as Carteiras Modelo, que são compostas por soluções de investimentos que buscam se beneficiar em um cenário de retomada da economia, combinadas a estratégias de proteção, que objetivam diminuir os impactos de momentos adversos, como o que estamos passando. Tudo isso, considerando sempre seus objetivos e perfil de risco. Continuaremos atentos aos movimentos de mercado e estamos aqui para apoia-la (o) em qualquer decisão.

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