Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação: 20/04/2021, às 11h39

Abaixo os últimos acontecimentos:

DESTAQUE GLOBAL

 

As movimentações ontem (19/04/2021) nos mercados externos foram mais tímidas e, em grande parte, os ativos de risco acabaram ficando no campo levemente negativo. Como temos ressaltado aqui, depois de galgarem uma valorização importante recentemente, é natural este tipo de movimento, no qual os investidores digerem as informações e suas perspectivas para o cenário à frente.

 

Alguns justificam tais perdas como resposta aos aumentos dos casos de Covid-19 nos EUA, bem como a situação dramática que aflige a Índia (exportador relevante de vacinas e insumos para outros países, incluindo o Brasil). No mais, os balanços das companhias do primeiro trimestre continuam favoráveis, mas não houve destaques adicionais ontem capazes de seguir como impulso as bolsas. Lembrando que estamos ainda no início da temporada de resultados, que se concentrará entre esta e a próxima semana. Por outro lado, vemos que a acomodação nas taxas das treasuries continua, o que mantém ainda o apetite ao risco no mundo em bom nível.

 

Dessa forma, o S&P 500 recuou 0,53% (aos 4.163 pontos), enquanto o Nasdaq encerrou o dia em baixa de 0,98%. Na Europa, o Stoxx 600 recuou 0,07%.

DESTAQUES NO BRASIL
 

No caso dos ativos domésticos, o Ibovespa acabou encerrando o dia com queda de 0,15%, ainda se sustentando acima dos 120 mil pontos. Enquanto isso, as curvas de juros e a nossa taxa de câmbio viram os prêmios de risco se descomprimirem levemente ao longo da sessão, em meio a perspectiva de resolução do impasse em relação ao orçamento de 2021. Assim, o real acabou valorizando diante do dólar, fechando o dia em R$ 5,55/US$.

 

É importante frisar que os receios dos investidores residiam principalmente no risco de um novo período de calamidade sendo adotado, o que permitiria com que as regras fiscais ficassem inertes ao longo de sua duração, além de uma avalanche de gastos que colocaria a situação fiscal de longo prazo em risco.

 

Segundo a comandante da Secretaria do Governo, o governo irá vetar R$ 10,5 bilhões em emendas parlamentares do relator, bem como conferir cortes adicionais em emendas não obrigatórias, além de outras que se referem ao funcionamento da máquina pública, totalizando um esforço da casa de R$ 20 bilhões, o que torna a proposta orçamentária factível.

 

Além disso, a aprovação de outro projeto prevê gastos emergenciais de cerca de R$ 100 bilhões (que incluem os R$ 44 bilhões previstos na PEC Emergencial), permitindo novas despesas relativas à saúde e de apoio, como os programas de crédito (Pronampe) e o que permite a redução da jornada de trabalho e salários (BEm).

 

Outro tema que toma conta do noticiário doméstico é sobre a Cúpula do Clima, que ocorrera ao final desta semana, na qual o presidente da República deverá participar. Uma abordagem menos disruptiva em relação a este tema é visto como fator favorável ao Brasil no campo das relações internacionais, especialmente com EUA e Europa.

 

A evolução da atividade doméstica até fevereiro vinha em um ritmo bastante razoável. É verdade que essa recuperação não se dava de maneira uniforme entre todos os setores da economia, mas o fato é que estava ganhando solidez, e isso sim iria espraiar-se pelos demais segmentos com o passar do ano.

 

A interrupção deste processo por conta do recrudescimento da pandemia entre o fim de fevereiro e ao longo de março é indiscutível, mas os números do primeiro bimestre tem se mostrado tão bons, que muitos analistas começaram a reconhecer que o PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre dificilmente ficará no campo negativo, sendo mais provável uma estabilidade em relação ao final de 2020 ou até virtual crescimento.

 

Isso permitirá arrefecer por ora as revisões para baixo nas perspectivas para o PIB de 2021. O risco para o desenrolar de um cenário mais favorável neste quesito reside, logicamente, no atraso no processo de vacinação e na eventual necessidade de se ater para evitar colapsos nos sistemas de saúde pelo país com novas medidas de isolamento, que retardem este processo.

 

Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcas
 

EXPECTATIVAS
 
Seguimos com um panorama positivo sobre a retomada da economia global, já que os juros permanecem em patamares baixos, a inflação dentro do esperado e há uma grande liquidez nos mercados financeiros, uma vez que vemos os governos injetando estímulos fiscais e monetários para apoiar as economias. Os Estados Unidos anunciaram mais um novo pacote de estímulos no valor de US$ 3 trilhões, dessa vez focado em infraestrutura e saúde. Além disso, o ritmo de imunização de algumas das principais economias impressiona e dá confiança para a continuidade do processo de flexibilização das restrições sociais.
 
 
Internamente, apesar de recentes instabilidades políticas, deterioração do cenário da crise sanitária e a cautela com o panorama fiscal ainda no radar, temos a perspectiva de uma recuperação da atividade econômica, uma vez que o processo de imunização da população tem acelerado e deve avançar ainda mais nos próximos meses.
 
 
Contudo, alguns pontos podem gerar incertezas sobre os ativos financeiros, como o aumento dos impostos para financiar o novo pacote de estímulos americano, novas medidas restritivas causadas pelo avanço da Covid-19 e também as incertezas quanto ao cenário fiscal interno, em virtude dos gastos extraordinários advindos da pandemia.
 
 
Logo, mesmo que haja volatilidade no curto prazo, a retomada gradual da atividade e o processo de vacinação são alguns dos fatores que podem contribuir para um movimento de valorização dos ativos nos médio e longo prazos. Sendo assim, é importante ter um portfólio de investimentos equilibrado e bem diversificado, de acordo com o perfil do investidor, para buscar aproveitar as oportunidades que podem surgir, mas combinando com estratégias de proteção para os eventuais momentos mais voláteis.
 
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.
 

CARTEIRAS MODELO

 

Em momentos como este, ter um profissional qualificado, que possa apoiar sua decisão sobre seu portfólio de investimentos é ainda mais importante. Por isso, nossos estrategistas elaboram as Carteiras Modelo, que são compostas por soluções de investimentos que buscam se beneficiar em um cenário de retomada da economia, combinadas a estratégias de proteção, que objetivam diminuir os impactos de momentos adversos, como o que estamos passando. Tudo isso, considerando sempre seus objetivos e perfil de risco. Continuaremos atentos aos movimentos de mercado e estamos aqui para apoia-la (o) em qualquer decisão.

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