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Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação:16/05/2024

Abaixo os últimos acontecimentos:

 
 
DESTAQUE GLOBAL
 
Esta é a abertura de mercado produzida por Estrategistas de Investimentos do Santander Brasil. É importante reforçar que esse conteúdo é apenas um compilado das principais notícias que influenciaram o mercado financeiro nos últimos dias e que estão no radar para hoje, eventualmente para os próximos. Por isso, ele não deve ser encarado como uma orientação ou mesmo um direcionamento para suas aplicações. Precisando de algum apoio nesse sentido, procure pelo seu especialista ou assessor de investimentos. 

Lá fora as bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada acompanhando as bolsas em Wall Street - que renovaram máximas históricas ontem - após um bom humor em relação ao Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos, que  saiu melhor do que esperado. 

O núcleo do CPI, que exclui ali itens mais voláteis, como alimentos e energia, avançou 0.3% em linha com o consenso de mercado financeiro. E esse dado um pouco melhor do que o esperado, lembrando que no mês passado, mais ou menos nessa época, foi o mesmo dado que gerou um mau humor nos mercados, que saiu um pouco acima do esperado e acabou questionando as intenções de corte de juros nos EUA para este ano.

O indicador em linha ou um pouco melhor do que o esperado renova as esperanças de um corte de juros pelo Banco Central norte-americano (Fed, na sigla em inglês) ainda neste ano, começando em setembro.

Hoje os investidores aguardam também dados de mercado de trabalho e da própria atividade norte-americana, assim como fala de alguns membros do Fed e balanços corporativos.

Na Europa, predominam quedas mais leves, realização de lucro e a agenda acaba sendo um pouco mais fraca.

 

 

 
DESTAQUES NO BRASIL

No Brasil, esse tom mais positivo das bolsas norte-americanas e a queda da parte da curva de juros nos EUA, além de uma alta expressiva do minério de ferro na China nessa madrugada, subindo 2,56%. Todo este cenário pode apoiar uma recuperação mais parcial do Ibovespa, do Real e dos juros futuros nessa abertura.

Entretanto, a ampliação de perdas no petróleo esta manhã e uma queda leve das ADRs da Petrobras no pré-mercado em Nova York pode limitar algum ajuste adicional na bolsa.

A agenda interna é mais fraca. Dados corporativos e os desdobramentos sobre a troca dce comando na Petrobras devem mexer com o mercado acionário. O quadro fiscal segue sendo monitorado. Hoje está prevista a divulgação do IGP-10 pela manhã e leilões do Tesouro Nacional. 

Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.

INDICADORES

 

FECHAMENTO DO MERCADO EM 15/05

· Ibovespa: 128.226 pontos (-0,22%)

· S&P 500::  5.310 pontos (+1,21%)

· Dólar (Ptax venda): US$/R$ 5,14 (+0,18%)

 
 
 

 
EXPECTATIVAS
 
Cenário Local
 
Após o Comitê de Política Monetária (COPOM) anunciar um corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, passando de 11,25% para 10,75% ao ano, houve alteração na sinalização futura do ritmo de cortes para as próximas reuniões, passando a ficar mais dependente da evolução dos dados, em particular de inflação. O Comitê retirou o plural da expressão e se comprometeu com a magnitude e a direção apenas da próxima decisão, prevista para maio.
 
As observações recentes indicam um panorama otimista para o mercado de trabalho e para o Produto Interno Bruto (PIB), com a atividade econômica demonstrando um vigor acima do inicialmente previsto para o começo do ano, sugerindo uma desaceleração menor do que a esperada para o período. Como resultado, o Departamento Econômico do Santander Brasil revisou a projeção de crescimento do PIB de 1,5% para 1,8%, em 2024.
Mesmo com uma postura mais cautelosa do Banco Central devido as incertezas, a projeção é de uma moderação inflacionária superior à expectativa mediana do mercado financeiro, com uma desaceleração no setor de serviços. No lado fiscal, a robustez na arrecadação federal tem permitido postergar decisões sobre alterações nas metas de resultado primário, embora a complexidade na regulamentação da reforma tributária possa introduzir riscos. No entanto, um cenário externo favorável pode mitigar esses riscos.
 
Em função dessas análises, o Departamento Econômico do Santander Brasil ajustou as projeções para a Selic de 8,5% para 9% ao final de 2024 e para 8% ao término de 2025, mantendo vigilância sobre possíveis riscos altistas vinculados a desvios nas expectativas de inflação e juros, tanto no Brasil quanto nos EUA, bem como em relação aos riscos geopolíticos. Adicionalmente, os estímulos fiscais se concentram no primeiro trimestre, antecipando-se que a flexibilização monetária iniciada em agosto de 2023 fomente o crédito e, consequentemente, o crescimento econômico no segundo semestre. A não concretização dessas expectativas pode acarretar riscos negativos para o mercado de trabalho e a arrecadação federal.
 
Cenário Internacional
 
O Banco Central dos Estados Unidos (Fed, na sigla em inglês) manteve os juros inalterados no intervalo entre 5,25% e 5,50%, ainda sinalizando que só iniciará o ciclo de cortes quando tiver confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável para 2%.  A estimativa do Fed aponta para 3 cortes em 2024, mesmo diante de elevação significativa nas projeções de inflação e de crescimento para o ano.
 
Para 2025, a estimativa de juros subiu de 3,6% para 3,9% e, para 2026, de 2,9% para 3,1% e, no longo prazo, subiu também, de 2,5% para 2,6%. A estimativa de inflação do gasto do consumo pessoal, referencial das metas do Banco Central dos EUA foi mantida em 2,4% para este ano, mas subiu de 2,1% para 2,2% em 2025, permanecendo em 2% para 2026. O núcleo do Índice de Preços ao Consumo (PCE, na sigla em inglês) que exclui alimentos e energia, passou de 2,4% para 2,6% para este ano, e foi mantida em 2,2% para 2025 e 2,0% para 2026. A estimativa de crescimento do PIB norte-americano passou de 1,4% para 2,1% neste ano, de 1,8% para 2,0% em 2025, e de 1,9% para 2,0% em 2026. A projeção para a taxa de desemprego nos Estados Unidos passou de 4,1% para 4,0% para este ano, ficou em 4,1% para 2025 e caiu de 4,1% para 4,0% em 2026.
 
O presidente do BC dos EUA não mostrou preocupação com os números de inflação mais pressionados no início do ano, tampouco com o afrouxamento das condições financeiras, dado como pressão esperada de início do ano. Com isso, as sinalizações se ajustam com o nosso cenário base de cortes de juros a partir do segundo trimestre, mesmo quando o mercado estava otimista e precificava o início de corte já para essa última reunião de março.
 
A decisão do Comitê de Política Monetária do Fed (FOMC, na sigla em inglês) foi recebida com otimismo pelo mercado financeiro, mas seguem incertezas com relação aos dados que serão divulgados nas próximas semanas. As bolsas norte-americanas registraram marcas históricas e observamos que os estudos do mercado financeiro renovam mais espaço de valorizações dos ativos de risco nos Estados Unidos mesmo com a taxa básica de juros em patamares elevados.
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.
 
 

CARTEIRAS MODELO

 

Em momentos como este, ter um profissional qualificado, que possa apoiar sua decisão sobre seu portfólio de investimentos é ainda mais importante. Por isso, nossos estrategistas elaboram as Carteiras Modelo, que são compostas por soluções de investimentos que buscam se beneficiar em um cenário de retomada da economia, combinadas a estratégias de proteção, que objetivam diminuir os impactos de momentos adversos, como o que estamos passando. Tudo isso, considerando sempre seus objetivos e perfil de risco. Continuaremos atentos aos movimentos de mercado e estamos aqui para apoia-la (o) em qualquer decisão.

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