Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação: 22/10/2021, às 10h45

Abaixo os últimos acontecimentos:

 
DESTAQUE GLOBAL
 
Apesar do cenário doméstico ter dominado a condução dos negócios no Brasil, ontem (21/10/2021), o cenário externo também iniciou o pregão tenso por conta da renovação dos temores em relação ao mercado imobiliário chinês. No fechamento, as bolsas de Nova York estavam sem direção única, com Dow Jones caindo 0,02%, enquanto S&P 500 e Nasdaq subiram 0,30% e 0,62%, respectivamente. Nos juros futuros, os retornos das Treasuries avançaram em meio a declarações de dirigentes do Banco Central dos Estados Unidos (Fed) sinalizando preocupação com a inflação. No câmbio, o dólar voltou a ganhar força globalmente, com o índice DXY avançando 0,23%. Já o petróleo caiu, com a cotação do barril Brent com entrega prevista para dezembro recuando 1,41% a US$ 84,61.
 
No exterior, teremos a divulgação de diversos Índices de Gerentes de Compras Industrial (PMIs, na sigla em inglês) dos países desenvolvidos como Japão, países da Europa Ocidental e Estados Unidos.
 

 
 

DESTAQUES NO BRASIL

 
Em uma semana de fortes tensões nos mercados brasileiros, o pregão de ontem (21/10/2021) foi marcado por muita volatilidade mais uma vez. Ao longo do dia, foram sendo divulgadas informações sobre como o governo pretende viabilizar a criação do novo programa social que irá substituir o Bolsa Família, chamado de Auxílio Brasil. Para criar espaço no teto de gastos, foi incluído na PEC dos Precatórios uma modificação do indexador que corrige o teto, que atualmente é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses até junho de ano anterior. A ideia é manter o IPCA, mas usando o valor acumulado em 12 meses até dezembro do ano anterior, e aplicar essa mudança retroativamente a 2017. Estima-se que essa alteração possa abrir um espaço no teto de mais de R$ 40 bilhões.
 
Na noite de ontem, foi aprovado o parecer da PEC dos Precatórios na Comissão Especial da Câmara, que além de incluir a mudança citada acima, formaliza o subteto para o pagamento dos precatórios, calculado a partir do valor pago em precatórios no ano de 2016 corrigido pelo IPCA. Agora, o texto deve seguir para a votação no plenário da Câmara dos Deputados.
Esta mudança na regra trouxe a percepção de que o risco fiscal do Brasil se elevou substancialmente. Soma-se a isso a fala do Presidente da República de que o governo irá fornecer um auxílio aos caminhoneiros autônomos de R$ 400 até o final de 2022, que custaria um valor estimado de R$ 4 bilhões. A categoria está insatisfeita com o aumento do preço do diesel e ameaça entrar em greve no dia 1 de novembro caso a pauta não seja atendida.
 
A percepção dos investidores depois de ontem foi de que há uma tendência tanto no governo quanto no Congresso Nacional de menor compromisso com as âncoras fiscais, o que eleva o prêmio de risco do país e penaliza os ativos brasileiros. O pregão de ontem foi marcado por um forte pessimismo, com a bolsa chegando a cair mais de 4% no pior momento do dia, logo após a fala do presidente em relação ao auxílio aos caminhoneiros. O Ibovespa recuperou parte das perdas, mas ainda assim fechou em forte queda de 2,75% a 107.735 pontos, acumulando desta forma uma queda de mais de 6% na semana até ontem. No mercado cambial, o dia também foi de forte aversão ao risco, com a cotação do dólar chegando a romper a barreira de R$ 5,70 ao longo do dia. Ao final do pregão, a cotação do dólar (Ptax venda) fechou em alta de 1,53% a R$ 5,64.
 
A curva de juros, que tende a ser a mais impactada pelas questões fiscais, teve um dia de fortes oscilações, com alguns vértices chegando a subir 90 pontos-base no pior momento do dia. As discussões em torno do auxílio e dos precatórios têm elevado o prêmio da curva há meses, mas com o desfecho dessas questões nos últimos dias, houve uma forte reavaliação dos preços dos contratos, com os investidores entendendo que agora o compromisso com as questões fiscais está enfraquecido, o que coloca a credibilidade do Brasil em outro patamar. No ajuste de ontem, o contrato do DI com vencimento em janeiro de 2023 subia 57 pontos-base a 10,48%. O contrato com vencimento em janeiro de 2025, vértice mais afetado ontem, tinha alta de 59 pontos-base a 11,49%, enquanto o contrato com vencimento em janeiro de 2027 subia 53 pontos-base a 11,80%. Com esta nova onda de altas, o mercado vê como mais provável que o Banco Central aumente o ritmo da alta da taxa Selic, que antes era 1 ponto percentual, e que agora pode ficar entre 1,25 e 1,5 ponto percentual.
 
Na agenda econômica de hoje, destaques no Brasil serão a divulgação dos dados do setor externo e da arrecadação federal.
 
 
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.

 

INDICADORES

 

FECHAMENTO DO MERCADO EM 21/10:

 

· Ibovespa: 107.735 pontos (-2,75%)

· S&P 500: 4.550 pontos (+0,30%)

· Dólar (Ptax venda): US$/R$ 5,64 (+1,53%)

 

Fonte: Broadcast
 
 

 
EXPECTATIVAS
 
A perspectiva em relação a retomada global das economias segue positiva à medida em que a imunização avança, porém alguns indicadores já apresentam uma redução no ritmo de crescimento. Nas principais economias podemos observar um patamar de juros ainda baixo e como consequência uma alta liquidez global. Vale destacar que alguns países já estão começando um processo de retirada gradual de estímulos ou analisando quando é o momento adequado para esse movimento. Isso ocorre em função de preocupações com a inflação e suas consequências, contudo o cenário externo ainda é positivo.
 
Já no Brasil, os fortes dados inerentes a reabertura da economia como o número de pessoas vacinadas com ambas as doses, aumento da mobilidade e a criação de novos empregos formais trazem uma expectativa positiva, embora as instabilidades políticas, a cautela em relação ao andamento das reformas estruturais e o avanço da inflação permaneçam no radar dos investidores. Em contrapartida as recentes arrecadações do governo estão contribuindo para uma melhora na trajetória da dívida pública.
 
Portanto, no curto prazo, poderemos continuar observando oscilações nos ativos locais. Visto que a expectativa para a retomada segue positiva, em especial nos médio e longo prazos, a recomendação é estruturar um portfólio com produtos que possam aproveitar as oportunidades, mas com respeito aos limites de risco de acordo com o perfil do investidor.
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.
 
 

CARTEIRAS MODELO

 

Em momentos como este, ter um profissional qualificado, que possa apoiar sua decisão sobre seu portfólio de investimentos é ainda mais importante. Por isso, nossos estrategistas elaboram as Carteiras Modelo, que são compostas por soluções de investimentos que buscam se beneficiar em um cenário de retomada da economia, combinadas a estratégias de proteção, que objetivam diminuir os impactos de momentos adversos, como o que estamos passando. Tudo isso, considerando sempre seus objetivos e perfil de risco. Continuaremos atentos aos movimentos de mercado e estamos aqui para apoia-la (o) em qualquer decisão.

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