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Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação:22/04/2024

Abaixo os últimos acontecimentos:

 
DESTAQUES NO BRASIL
 
No Brasil, a repercussão não foi diferente. O presidente do Banco Central reforçou que, se as incertezas atuais se mantiverem, ele poderá reduzir o ritmo de corte de juros já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O discurso resultou em um aumento nos prêmios de juros nos títulos de curto prazo, enquanto os com prazo mais longos acabaram se beneficiando da queda nos juros dos Treasuries dos Estados Unidos.
 
O real brasileiro ganhou força com a valorização do minério de ferro e a correção cambial global, levando a uma depreciação do dólar, marcando a primeira queda após cinco sessões consecutivas de alta.
 
 
Na bolsa de valores, o desempenho das ações refletiu uma reação mista às condições de mercado. Empresas como Vale e Petrobras registraram ganhos modestos, no entanto, o Ibovespa, principal índice do mercado, encerrou em baixa. Esse declínio foi influenciado principalmente pelo setor bancário e pelas implicações das declarações do presidente do Banco Central, que pesaram no sentimento dos investidores, refletindo a preocupação com a política fiscal do país e o ambiente econômico interno.
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.

INDICADORES

 

FECHAMENTO DO MERCADO EM 18/04

· Ibovespa: 124.196 pontos (+0,02%)

· S&P 500::  5.011 pontos (-0,22%)

· Dólar (Ptax venda): US$/R$ 5,25 (+0,12%)

 
 
 

 
EXPECTATIVAS
 
Cenário Local
 
Após o Comitê de Política Monetária (COPOM) anunciar um corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, passando de 11,25% para 10,75% ao ano, houve alteração na sinalização futura do ritmo de cortes para as próximas reuniões, passando a ficar mais dependente da evolução dos dados, em particular de inflação. O Comitê retirou o plural da expressão e se comprometeu com a magnitude e a direção apenas da próxima decisão, prevista para maio.
 
As observações recentes indicam um panorama otimista para o mercado de trabalho e para o Produto Interno Bruto (PIB), com a atividade econômica demonstrando um vigor acima do inicialmente previsto para o começo do ano, sugerindo uma desaceleração menor do que a esperada para o período. Como resultado, o Departamento Econômico do Santander Brasil revisou a projeção de crescimento do PIB de 1,5% para 1,8%, em 2024.
Mesmo com uma postura mais cautelosa do Banco Central devido as incertezas, a projeção é de uma moderação inflacionária superior à expectativa mediana do mercado financeiro, com uma desaceleração no setor de serviços. No lado fiscal, a robustez na arrecadação federal tem permitido postergar decisões sobre alterações nas metas de resultado primário, embora a complexidade na regulamentação da reforma tributária possa introduzir riscos. No entanto, um cenário externo favorável pode mitigar esses riscos.
 
Em função dessas análises, o Departamento Econômico do Santander Brasil ajustou as projeções para a Selic de 8,5% para 9% ao final de 2024 e para 8% ao término de 2025, mantendo vigilância sobre possíveis riscos altistas vinculados a desvios nas expectativas de inflação e juros, tanto no Brasil quanto nos EUA, bem como em relação aos riscos geopolíticos. Adicionalmente, os estímulos fiscais se concentram no primeiro trimestre, antecipando-se que a flexibilização monetária iniciada em agosto de 2023 fomente o crédito e, consequentemente, o crescimento econômico no segundo semestre. A não concretização dessas expectativas pode acarretar riscos negativos para o mercado de trabalho e a arrecadação federal.
 
Cenário Internacional
 
O Banco Central dos Estados Unidos (Fed, na sigla em inglês) manteve os juros inalterados no intervalo entre 5,25% e 5,50%, ainda sinalizando que só iniciará o ciclo de cortes quando tiver confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável para 2%.  A estimativa do Fed aponta para 3 cortes em 2024, mesmo diante de elevação significativa nas projeções de inflação e de crescimento para o ano.
 
Para 2025, a estimativa de juros subiu de 3,6% para 3,9% e, para 2026, de 2,9% para 3,1% e, no longo prazo, subiu também, de 2,5% para 2,6%. A estimativa de inflação do gasto do consumo pessoal, referencial das metas do Banco Central dos EUA foi mantida em 2,4% para este ano, mas subiu de 2,1% para 2,2% em 2025, permanecendo em 2% para 2026. O núcleo do Índice de Preços ao Consumo (PCE, na sigla em inglês) que exclui alimentos e energia, passou de 2,4% para 2,6% para este ano, e foi mantida em 2,2% para 2025 e 2,0% para 2026. A estimativa de crescimento do PIB norte-americano passou de 1,4% para 2,1% neste ano, de 1,8% para 2,0% em 2025, e de 1,9% para 2,0% em 2026. A projeção para a taxa de desemprego nos Estados Unidos passou de 4,1% para 4,0% para este ano, ficou em 4,1% para 2025 e caiu de 4,1% para 4,0% em 2026.
 
O presidente do BC dos EUA não mostrou preocupação com os números de inflação mais pressionados no início do ano, tampouco com o afrouxamento das condições financeiras, dado como pressão esperada de início do ano. Com isso, as sinalizações se ajustam com o nosso cenário base de cortes de juros a partir do segundo trimestre, mesmo quando o mercado estava otimista e precificava o início de corte já para essa última reunião de março.
 
A decisão do Comitê de Política Monetária do Fed (FOMC, na sigla em inglês) foi recebida com otimismo pelo mercado financeiro, mas seguem incertezas com relação aos dados que serão divulgados nas próximas semanas. As bolsas norte-americanas registraram marcas históricas e observamos que os estudos do mercado financeiro renovam mais espaço de valorizações dos ativos de risco nos Estados Unidos mesmo com a taxa básica de juros em patamares elevados.
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.
 
 

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