Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação: 01/12/2021

Abaixo os últimos acontecimentos:

 
DESTAQUE GLOBAL
 
Dados preliminares da inflação ao consumidor na Zona do Euro divulgados ontem (30/11/2021) aumentaram o temor em relação à escalada inflacionária global. Com uma aceleração de 4,9% na comparação anual, o dado preliminar de novembro representa a maior alta dos preços na região desde 1991. A energia continua puxando o índice para cima, acumulando uma alta de 27,4% no acumulado em 12 meses, problema similar ao que vários países vêm enfrentando, entre eles o Brasil. Na medida do núcleo, que exclui os itens mais voláteis de energia e alimentos, o índice acumulou uma alta de 2,6% na comparação anual, bem acima da leitura de 2,0% verificado em outubro.
 
Os Estados Unidos enfrentam uma situação semelhante, com os índices de preços também em níveis recordes desde a década de 90. Nesse contexto, as declarações de ontem dadas pelo presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Fed) foram bastante contundentes. Mesmo sendo um dos integrantes vistos como acomodatícios da autoridade monetária, ele disse que já está na hora de retirar o termo “transitória” para se referir à inflação, indicando que os choques causados pela pandemia já se difundiram suficientemente para acreditar que o processo inflacionário seja perene, e dure mais do que os gargalos que os causaram. Dessa forma, afirmou que pode ser necessário aumentar o ritmo de redução no programa de compras de ativos do Fed, que se iniciou em meados de novembro e inicialmente iria durar até meados do ano que vem, e que esse tema já será discutido na próxima reunião do Banco Central norte-americano, que será em dezembro. Na avaliação dele, o programa já cumpriu seus propósitos, uma vez que a economia e o mercado de trabalho norte-americanos já mostraram uma forte recuperação.
 
As declarações tiveram um efeito considerável sobre os mercados mundiais, revertendo a tendência que se via nas bolsas do mundo no início do dia. A piora do humor também foi influenciada pela renovação dos temores em relação à nova variante do coronavírus, ômicron. As bolsas de Nova York fecharam o dia em queda, com Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caindo 1,86%, 1,90% e 1,55%, respectivamente. Os juros futuros norte-americanos curtos subiram com a perspectiva de um aperto monetário no ano que vem. No mercado do petróleo, as cotações voltaram a cair, com o barril tipo Brent cedendo 5,45% a US$ 69,23, e o barril tipo WTI caindo 5,39% a US$ 66,18. Novembro foi o pior mês para o petróleo desde março de 2020, com as cotações caindo na casa dos 17%.
 
Na agenda econômica de hoje, destaque para o relatório ADP nos Estados Unidos, que traz os resultados no mercado de trabalho privado, e para o ISM Industrial e de Serviços.

DESTAQUES NO BRASIL
 
Aqui no Brasil, foram divulgados dados do mercado de trabalho ontem (30/11/2021). O CAGED, que traz somente os dados do emprego formal do país, apontou que houve uma criação líquida de 253.083 vagas, resultado ligeiramente abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que esperava uma criação de 260.000 vagas. No ano, o saldo está positivo em 2,645 milhões de vagas. Já a PNAD Contínua, que compila os dados do mercado de trabalho formal e informal, mostrou que no trimestre encerrado em setembro a taxa de desemprego ficou em 12,6% de 13,2% no trimestre encerrado em agosto. O mercado de trabalho brasileiro continua apresentando uma melhora contínua, e a expectativa é que a taxa de desemprego continue caindo nos próximos meses. Por outro lado, o rendimento médio dos trabalhadores está sendo corroído pela inflação, apresentando uma queda de 11% em termos reais quando comparado com igual período do ano passado. Essa é a maior queda do rendimento real na base histórica.
 
Foram divulgados também o Resultado Primário do Setor Público, que teve um superávit de R$ 35 bilhões em outubro, valor próximo às projeções do mercado. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2016. No acumulado do ano, o setor público tem um superávit de R$ 49 bilhões (0,7% do PIB). A maior surpresa do ano é o resultado dos governos regionais, que está no recorde histórico em termos e reais pode até fazer com que o resultado feche o ano com um pequeno superávit.
Outro assunto que teve impacto no mercado financeiro ontem (30/11/2021) foi a aprovação da PEC dos Precatórios na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Havia um movimento para que o texto fosse votado no plenário ainda ontem, mas o relator deve realizar alterações no texto para angariar um maior apoio dos senadores. A princípio, a votação no plenário irá ocorrer hoje.
 
O andamento da PEC tirou pressão da curva de juros, com o contrato do DI com vencimento em janeiro de 2023 cedendo 2 pontos-base a 11,87%, enquanto o contrato com vencimento em janeiro de 2027 caindo 19 pontos-base a 11,38%. No mercado acionário, por outro lado, os negócios foram contaminados pela cautela no exterior, com o Ibovespa caindo 0,87% a 101.915 pontos. Com isso, o índice teve o quinto retorno mensal negativo em novembro, série mais extensa de quedas desde 2013, caindo 1,53% no mês e 14,37% no ano. No câmbio, o real também se desvalorizou, com a cotação do dólar (Ptax venda) subindo 0,14% a R$ 5,62.
 
No Brasil, teremos a divulgação da balança comercial de novembro.
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.

 

INDICADORES

 

FECHAMENTO DO MERCADO EM 30/11:

 

· Ibovespa: 101.915 pontos (-0,87%)

· S&P 500: 4.567 pontos (-1,90%)

· Dólar (Ptax venda): US$/R$ 5,62 (+0,14%)

 
 

 
EXPECTATIVAS
 
Os últimos dados de inflação continuam mostrando uma persistência maior que o projetado no primeiro momento. Dessa forma já podemos observar movimentos internacionais e locais com objetivo de controlar esse choque inflacionário. Nos EUA, o Banco Central (Fed) começou a reduzir o ritmo de compra de ativos o chamado TAPERING, além disso uma nova variante da COVID-19 fez com que os mercados fiquem em dúvida sobre quais impactos essa nova cepa pode gerar. Em uma eventual paralização de cadeias globais de produção pode significar nova pressão sobre os preços mundiais. Ainda é cedo para saber sobre como as atuais vacinas vão reagir mas acreditamos que, com uma evolução da vacinação e retomada da produção, as pressões inflacionários vão se dissipando ao longo do tempo.
 
 
Por aqui, o cenário fiscal ainda continua preocupando os investidores e como será a evolução dos gastos do governo nos próximos anos. Além disso, a trajetória da inflação e o horizonte de tempo até sua normalização continua contribuindo para um ambiente de volatilidade. Vale lembrar que no próximo ano com as eleições é esperado uma maior incerteza e como resultado maiores variações nos preços dos ativos. Os dados de mobilidade reforçam a tese de reabertura da economia o que possibilita a retomada econômica. Mesmo considerando esse cenário, é importante ter estratégias diversificadas em diferentes classes de ativo que possam equilibrar o risco da carteira, como investimentos em ativos internacionais e inflação, de acordo com o perfil de investidor.
 
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.
 
 

CARTEIRAS MODELO

 

Em momentos como este, ter um profissional qualificado, que possa apoiar sua decisão sobre seu portfólio de investimentos é ainda mais importante. Por isso, nossos estrategistas elaboram as Carteiras Modelo, que são compostas por soluções de investimentos que buscam se beneficiar em um cenário de retomada da economia, combinadas a estratégias de proteção, que objetivam diminuir os impactos de momentos adversos, como o que estamos passando. Tudo isso, considerando sempre seus objetivos e perfil de risco. Continuaremos atentos aos movimentos de mercado e estamos aqui para apoia-la (o) em qualquer decisão.

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