Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação: 14/05/2021, às 12h11

Abaixo os últimos acontecimentos:

DESTAQUE GLOBAL

 

Depois de uma quarta-feira bastante intensa para os mercados financeiros, vimos os ativos de risco apresentarem uma performance mais positiva ao longo do dia de ontem, revertendo parte das perdas anteriores.
 
 
Como tem sido comum trazermos aqui, os receios sobre a evolução da dinâmica inflacionária nos Estados Unidos vêm trazendo consigo dúvidas sobre a postura que o Banco Central americano terá diante desses números mais fortes. Inclusive, ontem (13/05/2021) o índice de preços ao produtor (PPI) atingiu 0,6% em abril ante março, consideravelmente maior do que a projeção de 0,3%. Olhando os núcleos, que possui menor volatilidade por excluir alimentos e energia, o aumento foi de 0,7% ante expectativa de 0,4%. O PPI é bastante sensível ao preço das commodities, e em abril foi impactado pelo aumento do preço do petróleo. Por outro lado, espera-se que o processo de abertura da economia americana tenda a manter os preços no atacado pressionados.
 
 
As preocupações com o comportamento dos preços estão neste momento sendo tão preponderantes que, por isso, até mesmo o recuo nas cotações de algumas commodities como minério de ferro nas últimas horas está sendo visto como fator de alívio, e está trazendo de volta o apetite ao risco nesta manhã. As bolsas operam novamente em alta, ao passo que as taxas das treasuries americanas tem oscilações mais tímidas.
 
 
Apesar de tudo isso, é bastante provável que o Federal Reserve (Fed) observe por um período maior os efeitos destes choques vividos pela economia, pois suas autoridades não querem correr o risco de sufocar a recuperação da atividade e melhora nos indicadores de emprego. Pelo menos é isso que persiste nas declarações dos membros do Fed.
Na agenda de indicadores de hoje (14/05/2021), teremos a divulgação dos preços de importação e exportação de abril nos EUA, bem como alguns dados importantes de atividade como a produção industrial e as vendas no varejo do mês passado.

DESTAQUES NO BRASIL
 
 
No âmbito doméstico, o Ibovespa fechou o dia em alta de 0,83%, aos 120.706 pontos. Tem sido impressionante a resiliência do indicador nestes níveis, mesmo considerando todos os eventos recentes. O Real chegou a testar novamente níveis abaixo de R$ 5,30/US$ ao longo do dia de ontem, mas acabou não sustentando tais níveis.
 
 
O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) divulgado ontem ficou acima das expectativas em março, ainda que tenha apresentado uma contração de 1,59.  Esse dado, juntamente com a produção industrial e os serviços também acima das expectativas, solidifica a leitura de que a segunda onda da Covid-19 foi menos danosa à economia do que muitos imaginaram. Com isso, o mercado financeiro já começou a revisar pra cima as projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2021.
 
 
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.

INDICADORES

 

FECHAMENTO DO MERCADO EM 13/05:

· Ibovespa: 120.706 pts (+0,83%)

· S&P 500: 4.113 pts (+1,22%)

· Dólar: US$/R$ 5,31 (+0,15%)

Fonte: Broadcast

EXPECTATIVAS
 
Seguimos com um panorama positivo sobre a retomada da economia global, já que os juros permanecem em patamares baixos, a inflação dentro do esperado e há uma grande liquidez nos mercados financeiros, uma vez que vemos os governos injetando estímulos fiscais e monetários para apoiar as economias. Os Estados Unidos anunciaram mais um novo pacote de estímulos no valor de US$ 3 trilhões, dessa vez focado em infraestrutura e saúde. Além disso, o ritmo de imunização de algumas das principais economias impressiona e dá confiança para a continuidade do processo de flexibilização das restrições sociais.
 
 
Internamente, apesar de recentes instabilidades políticas, deterioração do cenário da crise sanitária e a cautela com o panorama fiscal ainda no radar, temos a perspectiva de uma recuperação da atividade econômica, uma vez que o processo de imunização da população tem acelerado e deve avançar ainda mais nos próximos meses.
 
 
Contudo, alguns pontos podem gerar incertezas sobre os ativos financeiros, como o aumento dos impostos para financiar o novo pacote de estímulos americano, novas medidas restritivas causadas pelo avanço da Covid-19 e também as incertezas quanto ao cenário fiscal interno, em virtude dos gastos extraordinários advindos da pandemia.
 
 
Logo, mesmo que haja volatilidade no curto prazo, a retomada gradual da atividade e o processo de vacinação são alguns dos fatores que podem contribuir para um movimento de valorização dos ativos nos médio e longo prazos. Sendo assim, é importante ter um portfólio de investimentos equilibrado e bem diversificado, de acordo com o perfil do investidor, para buscar aproveitar as oportunidades que podem surgir, mas combinando com estratégias de proteção para os eventuais momentos mais voláteis.
 
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.
 

CARTEIRAS MODELO

 

Em momentos como este, ter um profissional qualificado, que possa apoiar sua decisão sobre seu portfólio de investimentos é ainda mais importante. Por isso, nossos estrategistas elaboram as Carteiras Modelo, que são compostas por soluções de investimentos que buscam se beneficiar em um cenário de retomada da economia, combinadas a estratégias de proteção, que objetivam diminuir os impactos de momentos adversos, como o que estamos passando. Tudo isso, considerando sempre seus objetivos e perfil de risco. Continuaremos atentos aos movimentos de mercado e estamos aqui para apoia-la (o) em qualquer decisão.

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