Santander - Atualizações do mercado financeiro

Data de publicação: 16/09/2021, às 12h25

Abaixo os últimos acontecimentos:

DESTAQUE GLOBAL
 
As vendas no varejo dos Estados Unidos tiveram um crescimento mensal de 0,7% em agosto, resultado bem acima da previsão do mercado, que era de -0,1%. No entanto, o resultado foi visto com cautela, uma vez que foi acompanhado de revisão para baixo na leitura de julho. Outro ponto importante da divulgação é que ainda há muita assimetria na recuperação dos setores. Agora, o que vemos é uma repetição parcial do cenário da pandemia, com o avanço da Delta deslocando o gasto de serviços para bens de consumo. Por exemplo, dez dos treze setores pesquisados apresentaram alta e o destaque negativo foi a indústria automobilística dada a escassez de insumos, que resultou em um declínio de 3,6% no mês, após ter caído 4,6% entre julho e junho. Excluindo este grupo do índice cheio, o crescimento das vendas foi de 1,8%.
 
Ontem, também foi divulgado o número inicial de pedidos de auxílio-desemprego da semana passada nos Estados Unidos, que atingiu 332.000 pedidos, resultado levemente acima da expectativa de 300.000 pedidos. Apesar do número ligeiramente mais alto, o estoque de pedidos em aberto atingiu o menor valor da pandemia, com 2,6 milhões de pedidos em aberto. Ainda assim, o número continua acima do pré-pandemia, que registrava um total de 1,7 milhões de pedidos abertos.
 
Apesar dos dados relativamente positivos, as bolsas de Nova York fecharam em queda, refletindo os temores com a variante Delta e com o crescimento mundial - em particular na China, que, além da variante Delta e dos dados fracos de atividade, continua preocupando investidores por questões regulatórias e por instabilidades no setor imobiliário. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram 0,18%, 0,16% e 0,13%, respectivamente. No mercado cambial, o dólar se valorizou como reflexo da aversão ao risco, com o índice DXY subindo 0,34%. Já as cotações internacionais do petróleo ficaram estáveis.
 
Na agenda do dia, o destaque internacional será o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan nos Estados Unidos. Há expectativa em torno do índice, que apresentou algumas quedas recentes em face do aumento da contaminação da variante Delta.

DESTAQUES NO BRASIL
 
Os mercados brasileiros tiveram mais um dia de queda, com temores em relação à China dominando os mercados ontem. Como o gigante asiático é um grande comprador de commodities, países como o Brasil tendem a sofrer quando há arrefecimento do crescimento chinês, já que é grande exportador de muitas destas commodities. Assim, o Ibovespa caiu 1,10% a 113.794 pontos, com destaque negativo para as empresas ligadas às commodities, em um dia no qual o preço do minério de ferro caiu aproximadamente 8% na China, atingindo o menor nível em mais de um ano. No mercado cambial, o real se desvalorizou, com a cotação do dólar subindo 0,53% a R$ 5,27. Nos juros futuros, os contratos curtos tiveram nova valorização, com o contrato do DI com vencimento em janeiro de 2023 subindo 23 pontos-base a 8,98% no ajuste, enquanto o contrato com vencimento em janeiro de 2027 ficou estável em 10,55%.
 
No Brasil, duas notícias que vieram após o encerramento do pregão devem influenciar os mercados hoje. A admissibilidade da PEC dos Precatórios foi aprovada ontem na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara com placar de 32 a 26 votos. A matéria que foi votada é aquela que propõe o pagamento parcelado dos precatórios e o texto segue agora para o plenário. Por ser uma PEC, será necessária uma boa articulação do governo, pois serão necessários os votos de 308 deputados e 49 senadores.
 
A outra notícia foi o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A alíquota diária passou de 0,0041% para 0,0059% para pessoas jurídicas e de 0,0082% para 0,0118% para pessoas físicas. Há estimativa de que a trará arrecadação adicional de R$ 2,14 bilhões e será majoritariamente usada para custear o novo programa social chamado de Auxílio Brasil, que substituirá o Bolsa Família. O aumento é temporário e, de acordo com o ministério da Economia, vigorará entre 20 de setembro e 31 de dezembro de 2021. Em 2022, o governo pretende custear o Auxílio Brasil com a renda advinda da tributação dos dividendos, proposta que ainda tramita no Senado.
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.

INDICADORES

 

FECHAMENTO DO MERCADO EM 16/09:

· Ibovespa: 113.794 pts (-1,10%)

· S&P 500: 4.474 pts (-0,16%)

· Dólar: US$/R$ 5,27 (+0,53%)

Fonte: Broadcast

EXPECTATIVAS
 
Seguimos com uma perspectiva otimista quanto à retomada econômica global, que já é evidenciada por fortes dados de atividade e pela aceleração da imunização nas principais economias do mundo. Além disso, ainda temos um patamar de juros estimulativos, alta liquidez global e estímulos monetários e fiscais dessas economias. Mesmo que a trajetória da inflação ainda esteja no radar, principalmente com o avanço dos preços das commodities, o cenário externo ainda é, majoritariamente, positivo.   
 
No cenário local, ainda que instabilidades políticas e a cautela em relação ao andamento das reformas estruturais estejam no radar, o recente avanço nos números inerentes à vacinação no país traz a expectativa de que o ritmo de imunização acelere ainda mais no segundo semestre, fazendo com que a recuperação da atividade econômica seja mais forte.
 
Ainda, a melhora na trajetória da dívida pública e a perspectiva de um crescimento significativo do PIB traz uma visão positiva aos analistas de mercado financeiro. Logo, mesmo que possa existir volatilidade no curto prazo, as expectativas apontam para uma aceleração do ritmo de imunização, o que deve ajudar na retomada gradual das economias, e somado à flexibilização das restrições de mobilidade, podemos observar oportunidades para os ativos de risco no médio e longo prazo. Assim, é importante ter um portfólio de investimentos equilibrado e bem diversificado, de acordo com o perfil do investidor, para buscar aproveitar as oportunidades que podem surgir e combinando com estratégias de proteção para os eventuais momentos mais voláteis.
 
Fontes: Folha de São Paulo, Valor Econômico, Estado, Globo, Gazeta do Povo, Goldman Sachs, JP Morgan, Gavekal, Capital Economics, Vital Knowledge, MCM, Pastore Associados, Bloomberg, Broadcast.
 
 

CARTEIRAS MODELO

 

Em momentos como este, ter um profissional qualificado, que possa apoiar sua decisão sobre seu portfólio de investimentos é ainda mais importante. Por isso, nossos estrategistas elaboram as Carteiras Modelo, que são compostas por soluções de investimentos que buscam se beneficiar em um cenário de retomada da economia, combinadas a estratégias de proteção, que objetivam diminuir os impactos de momentos adversos, como o que estamos passando. Tudo isso, considerando sempre seus objetivos e perfil de risco. Continuaremos atentos aos movimentos de mercado e estamos aqui para apoia-la (o) em qualquer decisão.

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