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Do lado esquerdo, a frase ‘cálculo das férias: como fazer?’. Do lado direito, ilustração de uma mulher sentada usando o laptop.

O cálculo de férias não precisa ser um mistério para o trabalhador. Basicamente, ao completar doze meses de trabalho, o chamado período aquisitivo você ganha o direito a trinta dias de descanso remunerado. O valor a receber deve ser o seu salário bruto atual, acrescido de um terço.

É importante lembrar que o pagamento deve ser efetuado pela empresa até dois dias antes do início do descanso. Além do salário e do terço, podem incidir variáveis como horas extras e comissões médias do período. Saber desses detalhes evita que você conte com um dinheiro que ainda sofrerá descontos.

Neste guia, consolidamos as fórmulas de maneira clara para dar autonomia financeira a você. Entender cada rubrica do seu holerite garante que você saiba exatamente quanto deve cair na conta, permitindo um planejamento seguro para aproveitar seu descanso sem preocupações com erros de pagamento.

As principais regras do cálculo de férias

A primeira regra essencial é compreender o período aquisitivo e o período concessivo. O aquisitivo são os doze meses em que você trabalha para ganhar o direito. O concessivo são os doze meses seguintes, nos quais a empresa é obrigada a conceder os seus dias de folga conforme a escala.

Existem critérios específicos que podem alterar o tempo de descanso. Para facilitar a visualização, veja como as faltas injustificadas impactam o cálculo de férias:

  • Até 5 faltas: 30 dias de férias;

  • De 6 a 14 faltas: 24 dias de férias;

  • De 15 a 23 faltas: 18 dias de férias;

  • De 24 a 32 faltas: 12 dias de férias;

  • Acima de 32 faltas: perde-se o direito às férias.

Os descontos de INSS e Imposto de Renda também incidem sobre o valor das férias, assim como ocorre no salário mensal. Por isso, o valor líquido que você recebe é sempre menor que a soma bruta do salário com o terço constitucional. Fique atento a essas deduções.

Leia também: CDB ou Poupança: entenda as diferenças e escolha o melhor para você

Como calcular 1/3 de férias?

O terço constitucional é um direito garantido pela Constituição Federal para assegurar que o trabalhador tenha recursos extras para aproveitar o lazer. Para calcular 1/3 de férias, a fórmula é simples: divida o valor do seu salário bruto por três. O resultado é o valor do seu adicional.

  • Imagine que seu salário seja de R$ 3.000,00.

  • Dividindo esse valor por 3, temos R$ 1.000,00.

  • Portanto, o valor bruto das suas férias será de R$ 4.000,00 (salário + terço). Sobre esse montante total, serão aplicados os descontos obrigatórios de previdência e impostos conforme a tabela vigente.

Para quem recebe salários variáveis, como comissionados, o cálculo utiliza a média dos valores recebidos nos últimos doze meses. Soma-se todas as comissões do período aquisitivo e divide-se por doze para encontrar a base de cálculo. O terço incidirá sobre essa média atualizada, garantindo a proporcionalidade.

Como calcular férias proporcionais?

O cálculo de férias proporcionais ocorre quando o trabalhador sai da empresa antes de completar o ciclo de doze meses ou quando há férias coletivas. Para chegar ao valor, divida o salário por 12 e multiplique pelo número de meses trabalhados (considerando frações superiores a 14 dias como mês cheio).

Se você trabalhou seis meses e recebe R$ 3.000,00. O cálculo seria:

(3.000 / 12) * 6 = R$ 1.500,00.

A esse valor proporcional, você ainda deve somar o terço constitucional relativo a essa parte. Esse cálculo é muito comum em pedidos de demissão ou demissão sem justa causa.

É fundamental conferir a data de admissão e a data de saída para não errar a contagem dos meses. Cada mês trabalhado equivale a 1/12 do período total. Se você trabalhou 6 meses e 15 dias, já tem direito a 7/12 de férias proporcionais no momento do acerto.

Leia também: Organize as finanças com o 13º salário.

Calculando 1/3 de férias proporcionais na rescisão

Saber como calcular 1/3 de férias proporcionais na rescisão é vital para conferir o termo de rescisão de contrato (TRCT).

  • Primeiro, descubra o valor das férias proporcionais conforme explicado anteriormente.

  • Em seguida, divida esse valor por três para encontrar o adicional constitucional devido no desligamento.

Seguindo o exemplo anterior: se suas férias proporcionais são de R$ 1.500,00, o terço proporcional será de R$ 500,00. O total a receber sob essa rubrica na rescisão será de R$ 2.000,00. Lembre-se que sobre as férias indenizadas na rescisão não costuma haver desconto de INSS.

Muitas pessoas esquecem de somar o terço sobre os proporcionais, o que gera uma diferença significativa no valor final. Mantenha seus registros de meses trabalhados organizados para confrontar com os dados apresentados pelo departamento de Recursos Humanos da empresa no momento da sua saída oficial.

Como calcular venda de férias?

A "venda" de férias é tecnicamente chamada de abono pecuniário. O trabalhador tem o direito de converter até 1/3 dos seus dias de férias em dinheiro. Na prática, se você tem 30 dias, pode vender 10 e descansar 20. O cálculo de venda de férias é o pagamento desses dias.

Para realizar esse cálculo com precisão, siga este passo a passo simplificado:

  • Divida seu salário por 30 para encontrar o valor do seu dia de trabalho;

  • Multiplique pelo número de dias vendidos (geralmente 10 dias);

  • Calcule 1/3 sobre esse valor, pois o abono pecuniário também recebe o terço constitucional;

  • Some o resultado ao valor das suas férias de descanso.

Uma vantagem do abono pecuniário é que sobre ele não incidem descontos de INSS e IRRF, por ter natureza indenizatória. Isso significa que o valor da venda entra "limpo" no bolso do trabalhador, sendo uma excelente estratégia para quem precisa quitar dívidas ou fazer um investimento pontual.

Recebeu suas férias? Organize-se financeiramente e faça seu dinheiro render

Receber o pagamento das férias junto com o terço constitucional traz um fôlego extra para o orçamento, mas exige cautela. É comum que o trabalhador gaste todo o valor durante o descanso e esqueça que, no mês seguinte ao retorno, o salário será proporcional aos dias trabalhados (ou quase inexistente).

A organização financeira começa no momento em que o dinheiro cai na conta. Reserve uma parte para as despesas fixas do próximo mês e utilize o excedente, como o terço constitucional ou o abono pecuniário, para realizar objetivos maiores ou formar sua reserva de emergência em produtos de investimento.

Fazer o dinheiro trabalhar para você é a melhor forma de garantir tranquilidade no futuro. Em vez de deixar o valor parado na conta corrente, procure opções que ofereçam liquidez e segurança. Assim, você aproveita o descanso sem comprometer o seu equilíbrio financeiro a longo prazo.

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