Atualizado em 03-06-2026

por Equipe Santander

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Do lado esquerdo, a frase ‘abra um CNPJ’. Do lado direito, ilustração de pessoa e de um celular.

Começar um negócio exige coragem, planejamento e, claro, uma boa dose de organização burocrática. Entre emitir notas fiscais, contratar funcionários e acessar linhas de crédito, saber como abrir um CNPJ é o primeiro passo prático para transformar uma ideia em uma empresa formal, com direitos, deveres e oportunidades reais de crescimento.

A boa notícia é que, nos últimos anos, o processo ficou muito mais simples e digital. Hoje, dependendo do porte da empresa e da atividade escolhida, é possível formalizar um negócio em poucos dias, sem precisar sair de casa. A burocracia existe, mas quando você entende a ordem certa, tudo flui com muito mais tranquilidade.

Neste guia, a gente explica o que é o CNPJ, quais documentos são necessários, como escolher o porte e o regime tributário ideais, quanto pode custar abrir uma empresa e qual o papel do contador nesse processo. No fim, você ainda descobre como o Santander pode apoiar seu negócio desde o primeiro dia. Acompanhe!

Afinal, o que é um CNPJ e por que você precisa de um?

CNPJ é a sigla para Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica. É um número único de 14 dígitos emitido pela Receita Federal que identifica oficialmente uma empresa no Brasil, assim como o CPF identifica uma pessoa física. Sem ele, um negócio não existe formalmente aos olhos do governo.

Ter um CNPJ abre portas que ficam fechadas para quem atua na informalidade. Você passa a emitir notas fiscais, contratar funcionários dentro da lei, acessar linhas de crédito exclusivas para pessoa jurídica, participar de licitações e, ainda, construir um histórico financeiro próprio para a empresa, separado do seu CPF.

Além dos benefícios práticos, a formalização traz segurança jurídica e mais credibilidade com clientes, fornecedores e parceiros comerciais. Empresas com CNPJ ativo demonstram profissionalismo, organização e compromisso com as obrigações fiscais, o que costuma fazer diferença na hora de fechar contratos e conquistar a confiança do mercado.

O que precisa para abrir um CNPJ? O checklist do empreendedor

Antes de começar o processo de abertura, vale a pena reunir toda a documentação necessária em um só lugar. Isso agiliza bastante o cadastro e evita idas e vindas desnecessárias entre sistemas. Confira o checklist básico:

  • Documentos pessoais dos sócios: RG, CPF, comprovante de residência atualizado e título de eleitor (ou declaração de regularidade eleitoral).

  • Dados do empreendimento: nome empresarial, endereço comercial válido (pode ser residencial em muitos casos) e descrição das atividades.

  • Definição da atividade econômica (CNAE): código que classifica oficialmente o que sua empresa faz, veremos isso em detalhes no passo a passo.

  • Cadastro na plataforma gov.br: conta em nível prata ou ouro, necessária para acessar serviços da Receita Federal e da Junta Comercial.

  • Capital social: valor que você declara investir no negócio, funcionando como o ponto de partida financeiro da empresa.

Com esses itens em mãos, o processo fica muito mais rápido. Muitos empreendedores chegam nessa etapa sem alguns documentos em dia, o que acaba travando o andamento do registro. Organização inicial economiza tempo e evita retrabalho.

Passo a passo para abrir um CNPJ

Agora que você já conhece os documentos, vamos ao processo propriamente dito. Cada etapa tem seus detalhes, mas, seguindo a ordem certa, tudo normalmente flui com mais tranquilidade. Veja abaixo.

1. Defina o porte da empresa (MEI, ME ou EPP)

O primeiro passo é entender qual porte faz sentido para o seu negócio, porque isso impacta impostos, obrigações e limites de faturamento. As três categorias mais comuns são:

  • MEI (Microempreendedor Individual): para quem fatura até R$ 81 mil por ano, tem no máximo um funcionário e atua em uma das atividades permitidas pela lei.

  • ME (Microempresa): ideal para quem fatura até R$ 360 mil por ano. Permite mais atividades, mais sócios e até nove funcionários.

  • EPP (Empresa de Pequeno Porte): atende faturamentos entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões por ano, com mais flexibilidade para crescer.

2. Escolha a Natureza Jurídica e as atividades (CNAE)

A Natureza Jurídica define como a empresa é formada legalmente. As opções mais conhecidas são Empresário Individual, Sociedade Limitada (LTDA) e Sociedade Limitada Unipessoal (SLU). Cada formato tem regras diferentes sobre responsabilidade dos sócios e separação entre patrimônio pessoal e da empresa.

Já o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) é o código que identifica exatamente o que sua empresa faz — se vende roupas, presta consultoria, opera um restaurante e por aí vai. É possível cadastrar uma atividade principal e várias secundárias, o que amplia suas possibilidades de atuação.

3. Defina o Regime Tributário

O regime tributário determina como sua empresa vai pagar impostos. No Brasil, os três principais são:

  • Simples Nacional: unifica vários impostos em uma única guia de pagamento.

  • Lucro Presumido: a Receita calcula o imposto com base em uma margem de lucro estimada para o setor. Geralmente é indicado para empresas com margens mais altas que a média presumida.

  • Lucro Real: o imposto é calculado sobre o lucro líquido efetivo. Obrigatório para faturamentos acima de R$ 78 milhões ao ano, mas pode ser vantajoso em situações específicas.

Essa é uma das decisões mais importantes do processo, porque impacta diretamente a lucratividade do negócio. Vale estudar com calma e, se possível, conversar com um contador antes de bater o martelo.

Leia também: Como abrir uma conta PJ

4. Faça o registro na Junta Comercial e Receita Federal

Com tudo definido, chegou a hora de registrar a empresa. O processo é feito de forma integrada pela Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM), que unifica os cadastros,como a inscrição estadual por exemplo, junto à Junta Comercial do seu estado, à Receita Federal e aos órgãos estaduais e municipais.

É nesse momento que seu CNPJ é efetivamente emitido. O prazo varia conforme o estado e o porte escolhido, mas em muitos casos tudo fica pronto em poucos dias úteis. MEIs, por exemplo, conseguem o CNPJ praticamente na hora pelo Portal do Empreendedor.

5. Obtenha a Inscrição Municipal/Estadual e o Alvará

Depois do CNPJ emitido, ainda falta garantir as autorizações locais. A Inscrição Municipal é necessária para quem presta serviços, enquanto a Inscrição Estadual vale para empresas que comercializam produtos e pagam ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Por fim, o alvará de funcionamento é o documento que autoriza sua empresa a operar no endereço escolhido. As regras variam conforme a cidade e a atividade exercida, então vale consultar a prefeitura local para entender os requisitos específicos antes de iniciar as operações.

Quanto pode custar abrir um CNPJ? Entenda as taxas

Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem está começando: afinal, quanto custa abrir um CNPJ? A resposta depende muito do porte escolhido, do estado e das atividades da empresa. Vamos por partes.

Abrir um CNPJ de MEI é gratuito. O processo é feito inteiramente online pelo Portal do Empreendedor e não há taxas de inscrição. O MEI paga apenas uma contribuição mensal fixa (DAS), que cobre INSS e impostos.

Já para ME e EPP, os custos envolvem taxas de registro na Junta Comercial (que variam de estado para estado, geralmente entre R$ 150 e R$ 500), emissão de alvará, eventuais honorários de contador e, em alguns casos, licenças específicas. Some tudo e, em média, a abertura geralmente fica entre R$ 500 e R$ 1.500, dependendo da complexidade.

Leia também: Aprenda como abrir sua empresa

É obrigatório contratar um contador para abrir empresa?

A resposta curta é: depende do porte. Para MEI, a contratação de um contador não é obrigatória. O próprio empreendedor consegue abrir, gerir e até encerrar o negócio pelo Portal do Empreendedor, sem precisar de apoio profissional especializado.

Para ME, EPP e demais formatos empresariais, a presença do contador é exigida por lei. Esse profissional cuida da escrituração contábil, das declarações fiscais, do pagamento de impostos e de obrigações acessórias que, se ignoradas, podem gerar multas pesadas.

Mesmo quando não é obrigatório, contar com um contador pode ser uma boa escolha. Ele ajuda a definir o regime tributário mais vantajoso, orienta sobre deduções fiscais e libera seu tempo para focar no que importa: fazer o negócio crescer.

Leia também: Passo a passo para abrir um MEI

CNPJ aberto? É hora de conhecer a conta PJ do Santander

Formalizou a empresa? O próximo passo é organizar a vida financeira do negócio. Misturar gastos pessoais com os da empresa normalmente é uma das principais causas de problemas de fluxo de caixa nos primeiros anos, e uma conta PJ pode ajudar a resolver isso de forma simples, separando o patrimônio e facilitando a gestão.

Com a Conta PJ Santander, você acessa serviços bancários essenciais pelo aplicativo Santander Empresas: emite boletos, faz Pix com CNPJ, acompanha extratos em tempo real e pode contar com soluções de crédito, maquininhas e investimentos pensados especificamente para pessoa jurídica.

O processo de abertura também é digital e direto. Em poucos minutos, você preenche os dados da sua empresa, envia os documentos pelo app e acompanha o andamento da contratação sem sair de onde está. É o Santander caminhando junto com seu negócio desde o início.

Agora que você entendeu todo o caminho para formalizar seu negócio, começa uma nova fase: crescer com organização, credibilidade e acesso a produtos financeiros feitos sob medida para empresas. O Santander está pronto para apoiar cada etapa dessa jornada.

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