Atualizado em 27-01-2026

por Equipe Santander

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Do lado direito, a frase ‘IPTU/IPVA: como renegociar as dívidas’. Do lado esquerdo, há uma ilustração de dois homens conversando.

Quando falamos em inadimplência, é comum pensarmos imediatamente no nome sujo no comércio ou em bancos. No entanto, existe uma categoria específica de débito que pode trazer dores de cabeça ainda maiores: a dívida ativa. Se você deixou de pagar impostos como o IPTU da sua casa ou o IPVA do seu carro, é provável que o seu CPF ou CNPJ tenha sido inscrito nesse cadastro do governo.

E diferente de uma dívida comum, estar em débito com o setor público pode levar a consequências severas, como o bloqueio de bens e contas bancárias.

Neste guia completo, vamos explicar o conceito de dívida ativa, ensinar como consultar se o seu nome está na lista e mostrar o caminho das pedras para negociar e regularizar sua situação financeira. Acompanhe:

O que significa estar em dívida ativa?

Estar em dívida ativa significa que o seu CPF ou CNPJ foi inscrito oficialmente no cadastro de inadimplentes do governo. Na prática, isso quer dizer que você possui pendências financeiras com a União, o Estado ou o Município que não foram quitadas dentro do prazo administrativo.

O processo funciona da seguinte forma: quando você deixa de pagar um tributo ou multa, o órgão público envia o seu nome para a Procuradoria Geral correspondente. A partir desse momento, a dívida se torna "ativa" e passa a ser cobrada judicialmente, o que pode levar a consequências mais sérias do que uma simples cobrança de atraso.

Diferença entre dívida bancária e dívida com o governo

É fundamental não confundir as esferas de cobrança. Enquanto as dívidas de cartão de crédito e comércio deixam o "nome sujo" em birôs privados de proteção ao crédito (como SPC e Serasa), a dívida ativa inscreve o cidadão no CADIN (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público).

Ou seja, enquanto a dívida bancária restringe seu crédito no mercado varejista, a dívida ativa trava sua relação com o poder público e pode resultar em execução fiscal.

Tipos de dívida ativa

Os débitos inscritos na Dívida Ativa são classificados em duas categorias principais: Tributária e Não Tributária. Essa divisão serve para identificar a origem da cobrança (se ela nasceu de um imposto ou de uma infração), mas é fundamental entender que, na prática, ambas possuem o mesmo peso jurídico e geram as mesmas consequências.

Isso significa que, independentemente do tipo, as duas categorias inscrevem seu nome no CADIN, impedem a emissão de certidões negativas e podem levar à execução fiscal com bloqueio de bens. Abaixo, explicamos melhor o que compõe cada grupo:

Dívida Tributária

Como o próprio nome sugere, esta categoria é gerada pelo não pagamento de tributos obrigatórios. É o cenário mais comum, onde o cidadão ou empresa deixa de recolher os impostos que financiam a máquina pública.

  • Exemplos: IPTU (imóveis), IPVA (veículos), Imposto de Renda e ISS;

  • Consequência: além dos juros e multas, o governo prioriza a cobrança desses valores judicialmente, pois eles compõem a receita do Estado.

Dívida Não Tributária

Já a dívida não tributária engloba todos os valores devidos ao governo que não são impostos. Geralmente, são cobranças de natureza administrativa, punitiva ou de serviços.

  • Exemplos: multas de trânsito não pagas, infrações ambientais, taxas de ocupação de solo público, custas processuais ou indenizações;

  • Consequência: embora não seja um "imposto", a força de cobrança é a mesma. Se uma multa de trânsito for para a dívida ativa, ela pode bloquear sua conta bancária da mesma forma que um IPVA atrasado faria.

Leia mais: 10 passos para sair das dívidas e organizar as finanças

Como saber se meu CPF tem dívida ativa?

Para saber se o seu CPF possui dívida ativa, é necessário realizar a consulta online nos portais específicos de cada esfera do governo, já que não existe um sistema único que centralize todas as pendências do país. De forma prática, você deve acessar o site correspondente à origem provável do débito (União, Estado ou Município), informar o seu documento e solicitar a certidão de situação fiscal.

Abaixo, detalhamos onde procurar em cada caso:

Dívida Federal: consultando no portal Regularize (PGFN)

Se o seu débito for com a União (como Imposto de Renda atrasado ou taxas federais), a consulta é feita através do portal Regularize, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Após realizar um cadastro simples, basta acessar a área de "Consultar Dívida Ativa" para visualizar qualquer pendência vinculada ao seu CPF em nível nacional.

Dívida Estadual e Municipal: sites das Secretarias de Fazenda

Como o IPTU é um imposto municipal e o IPVA é estadual, a consulta desses débitos é descentralizada e varia de acordo com a sua região:

  • Para IPVA e ICMS (Estado): acesse o site da Secretaria da Fazenda (Sefaz) ou da Procuradoria Geral do seu Estado;

  • Para IPTU e ISS (Município): entre no site oficial da Prefeitura da sua cidade ou da Procuradoria Geral do Município.

Em ambos os casos, o sistema informará o valor atualizado da dívida, incluindo multas e juros, além das opções disponíveis para emitir a guia de pagamento.

Leia também: Como parcelar IPVA e organizar as finanças no início do ano?

O que acontece quando seu CPF vai para dívida ativa?

No momento exato em que a inscrição é formalizada, seu CPF deixa de ser "regular" e passa a constar no CADIN (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público). A consequência imediata, antes mesmo de qualquer ação judicial, é o travamento da sua vida fiscal e bancária. Na prática, você pode perder o acesso a:

  • Linhas de crédito em bancos públicos (como financiamentos imobiliários);

  • Eventuais restituições do Imposto de Renda (que podem ser retidas para abater o valor devido);

  • Emissão da Certidão Negativa de Débitos (CND), documento exigido, por exemplo, para vender imóveis ou assumir cargos em concursos.

O que acontece se eu não pagar a dívida ativa?

Se você não pagar a dívida ativa, o governo pode iniciar um processo judicial chamado Execução Fiscal. Diferente de uma cobrança entre particulares, aqui o Estado possui autorização legal para bloquear suas contas bancárias e penhorar seus bens para garantir o pagamento. Além do risco patrimonial, a inadimplência gera restrições civis severas, como comentamos, impedindo desde a obtenção de crédito até a posse em cargos públicos.

Abaixo, detalhamos como funcionam essas penalidades:

Execução Fiscal

Após a inscrição na dívida ativa, o governo emite uma Certidão de Dívida Ativa (CDA), que é um título extrajudicial. Isso permite que a Procuradoria entre com uma ação de Execução Fiscal. Na prática, o juiz pode determinar o bloqueio de valores em suas contas bancárias e até a penhora de bens (como o imóvel ou veículo que gerou a dívida) para quitar o débito.

Impedimento de assumir concursos e tomar crédito

Além do risco patrimonial, estar na dívida ativa gera restrições burocráticas severas. Você fica impedido de assumir cargos públicos em caso de aprovação em concursos, não consegue emitir a Certidão Negativa de Débitos (CND) — essencial para empresas participarem de licitações — e pode ter dificuldades para conseguir financiamentos em bancos públicos.

Como negociar e parcelar a Dívida Ativa?

A boa notícia é que o governo tem interesse em receber e, por isso, facilita a regularização. O processo de negociação da Dívida Ativa segue a mesma lógica, independentemente se a origem foi o não pagamento do IPTU, do IPVA ou do Imposto de Renda: uma vez inscritos, todos devem ser renegociados diretamente nos portais oficiais das Procuradorias ou Secretarias da Fazenda.

Abaixo, explicamos o caminho padrão para resolver qualquer um desses débitos:

Passo a passo para emitir a guia e parcelar

Geralmente, todo o processo é 100% digital. Após acessar o portal do órgão responsável (Prefeitura para IPTU, Estado para IPVA ou União para tributos federais), busque pela opção de "Parcelamento" ou "Regularização Fiscal". O sistema gerará o documento de arrecadação (como DARF ou guia específica) já com os valores atualizados.

  • Atenção ao prazo: se não for possível quitar à vista, a maioria dos órgãos permite dividir o valor total em até 60 vezes, mas isso varia conforme a legislação local de cada município ou estado.

Vale a pena esperar o Feirão de negociação?

Frequentemente, os governos lançam o Refis (Programa de Recuperação Fiscal), popularmente conhecido como "mutirão de negociação". Nesses períodos, são oferecidos descontos agressivos que podem chegar a 100% de abatimento sobre juros e multas (o valor original do imposto não muda) para quem paga à vista. Por isso, fique atento ao noticiário da sua região; se houver um Refis aberto, essa é a melhor hora para limpar seu nome pagando menos.

Leia também: O que é Score de Crédito e como aumentar sua pontuação?

É melhor parcelar ou pagar à vista?

Essa é a dúvida mais comum na hora de regularizar o nome. A escolha depende do seu fluxo de caixa, mas é importante entender as regras de cada modalidade. Ao optar pelo parcelamento direto com o órgão público, as parcelas mensais geralmente sofrem atualização pela taxa Selic acumulada. Assim, o valor da parcela pode variar ao longo do tempo, diferentemente de um financiamento tradicional onde as prestações costumam ser fixas.

Por outro lado, o pagamento à vista é a modalidade que costuma garantir os maiores benefícios, já que os programas de incentivo do governo (como os mutirões) tendem a concentrar os descontos de juros e multas para quem quita o débito de uma só vez.

Organize sua vida financeira com o Santander

Se a organização financeira for um ponto fraco, reconhecer isso é o primeiro passo para a mudança. Manter os tributos em dia e acompanhar seus gastos de perto evita o efeito "bola de neve" dos juros e impede que seu nome volte para a dívida ativa.

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