Atualizado em 20-08-2026

por Equipe Santander

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Do lado esquerdo, a frase ‘empresa pode fazer consórcio?’. Do lado direito, ilustração de um monitor com gráficos na tela.

O crescimento de uma empresa passa, invariavelmente, por decisões e programações financeiras estratégicas. Seja na ampliação do espaço físico, na modernização de equipamentos ou na renovação da frota de veículos, expandir as operações exige planejamento e, claro, capital. 

Nesse cenário, o consórcio para empresas surge como uma modalidade de compra planejada, sem cobrança de juros, que pode fazer sentido para projetos de médio e longo prazo, considerando taxa de administração, custos previstos em contrato e regras de contemplação. 

Para ajudar você, empresário ou empreendedor, a entender como essa opção funciona na prática para pessoas jurídicas e em quais cenários ela pode fazer sentido para o seu negócio, preparamos este guia completo. Boa leitura! 

O que é e como funciona o consórcio para empresas? 

O consórcio para empresas, também conhecido como consórcio PJ, é uma modalidade de compra cooperativa em que pessoas jurídicas contribuem para formar um fundo comum, usado para contemplar participantes conforme regras do grupo. O objetivo é adquirir bens ou serviços de forma planejada e econômica. 

Mensalmente, os participantes contribuem com um valor, que é destinado a um fundo comum. É desse fundo que saem os recursos para a contemplação de um ou mais consorciados a cada mês, por meio de sorteio ou lance. A empresa contemplada recebe uma carta de crédito no valor contratado, que pode ser usada para adquirir o bem ou serviço previsto no contrato, conforme as regras da administradora. 

Um dos principais diferenciais dessa modalidade é não haver cobrança de juros como em financiamentos tradicionais. O que existe é uma taxa de administração, que remunera a administradora responsável por gerenciar o grupo, organizar assembleias e conduzir o processo conforme as regras aplicáveis. 

Consórcio de empresas: o que dá para adquirir? 

Uma das grandes vantagens do consórcio para empresas é a sua versatilidade. Com a carta de crédito, é possível focar em diversas frentes para o crescimento do seu negócio. Entre os bens mais comuns, destacam-se: 

  • Imóveis: compra de salas comerciais, escritórios, galpões, terrenos para construção da sede própria ou até mesmo para expansão das instalações; 

  • Veículos: aquisição de carros para a equipe de vendas, caminhões para transporte de cargas ou renovação completa da frota da empresa; 

  • Máquinas e equipamentos: modernização do parque fabril com a compra de maquinário industrial e equipamentos agrícolas. 

A flexibilidade é um ponto-chave: ao ser contemplado, sua empresa pode negociar como compradora à vista, o que pode abrir margem para melhores condições. 

Quais os custos envolvidos em um consórcio para empresas?  

O primeiro passo é entender que o consórcio não cobra juros. O custo dessa modalidade é dividido em taxas específicas, que são diluídas ao longo de todo o contrato. 

As principais cobranças que aparecem na sua parcela são: 

  • Taxa de administração: é o valor cobrado pela administradora para gerenciar o grupo, organizar os sorteios e cuidar da burocracia. Ela representa um percentual sobre o valor do crédito e a forma de cobrança pode variar conforme o contrato e a administradora; 

  • Fundo de reserva: uma espécie de poupança coletiva para proteger o grupo contra a falta de pagamento de algum participante. Se houver saldo remanescente ao final do grupo, a devolução segue as regras previstas no contrato e na regulamentação aplicável; 

  • Seguros: inclui coberturas como seguros, quando aplicáveis, como o seguro prestamista, que pode cobrir parcelas em determinadas situações previstas nas condições do seguro, e outras coberturas contratadas conforme regras da administradora. A cobrança depende da regra da administradora. 

Consórcio para CNPJ é mais barato? 

Outra dúvida muito comum para quem está planejando o crescimento do negócio é se o consórcio CNPJ é mais barato quando comparado a outras modalidades. A resposta é que, como o consórcio não tem juros e não exige um valor de entrada, ele pode ter custo total diferente do financiamento tradicional. A comparação deve considerar taxa de administração, fundo de reserva, seguros, reajustes, prazo, momento de contemplação e necessidade do bem. 

Mas vale lembrar que o consórcio é uma escolha que precisa ser analisada individualmente. Cabe a cada empreendedor colocar as opções na ponta do lápis, avaliando a urgência da empresa e o fluxo de caixa para entender qual modelo faz mais sentido para o seu momento atual. 

Consórcio para empresas x financiamento tradicional: o que avaliar? 

A decisão entre consórcio e financiamento depende, principalmente, da urgência da sua empresa. Veja as principais diferenças: 

Característica 

Consórcio para Empresas 

Financiamento Tradicional 

Juros 

Não há juros, mas há taxa de administração e podem existir fundo de reserva, seguros e reajustes previstos em contrato 

Sim 

Entrada 

Em geral, não há entrada obrigatória para contratar; lances podem ser ofertados para tentar antecipar a contemplação 

Em alguns casos, sim 

Liberação do crédito 

Mediante contemplação (sorteio ou lance) ou após o término do prazo do grupo 

Geralmente imediata, após análise de crédito 

Planejamento 

Pode fazer sentido para aquisições planejadas de médio e longo prazo 

Indicado para necessidades urgentes 

Poder de negociação 

Pode favorecer a negociação, pois a carta de crédito permite pagamento à vista conforme regras de uso 

Menor 

Quando o consórcio para empresas pode fazer sentido para o seu negócio? 

Agora que você já sabe a diferença entre o consórcio para empresas e o financiamento tradicional, confira a seguir os principais cenários onde essa modalidade pode valer a pena:  

 1. Planejamento a longo prazo: se a aquisição de um bem não é uma necessidade de urgência, o consórcio funciona como uma forma planejada de buscar a aquisição de um bem, sem juros, mas com custos próprios previstos em contrato; 

 2. Fuga de gastos imediatos: para empreendedores que desejam planejar aquisições sem entrada obrigatória, considerando o impacto das parcelas, custos e reajustes no fluxo de caixa.; 

 3. Renovação e modernização programada: empresas que precisam renovar a frota de veículos ou atualizar seu maquinário de forma periódica encontram no consórcio uma maneira de se planejar para esses investimentos cíclicos. 

Existe alguma "pegadinha" no consórcio? 

O que muita gente chama de "pegadinha" é, na verdade, a falta de conhecimento sobre como o consórcio de empresas funciona. O consórcio é uma modalidade transparente e regulamentada pelo Banco Central. Mas, para ele ser um aliado do seu negócio, você precisa ficar atento a dois pontos: 

  • O fator tempo: o consórcio não é crédito imediato e não costuma ser indicado para urgências. Como o acesso ao dinheiro depende de sorteios mensais ou lances, ele é uma ferramenta focada em planejamento e expansão programada. Se a sua empresa precisa de uma máquina para a próxima semana, pode não ser o caminho mais adequado; 

  • Atualização do poder de compra: para ajudar a preservar o poder de compra da carta de crédito ao longo do tempo, as parcelas e o valor do crédito sofrem reajustes anuais baseados em índices oficiais (como o INCC para imóveis ou IPCA para veículos). Esse reajuste deve estar previsto no contrato e serve para atualizar o valor do crédito e das parcelas conforme o índice aplicável. 

A chave para não ter surpresas ao adquirir um consórcio para empresas é ler o contrato com atenção e alinhar a estratégia de lances com o fluxo de caixa do seu negócio.  

Quer planejar o crescimento do seu negócio com inteligência? Conheça o Consórcio Santander: uma alternativa sem juros para planejar aquisições.  

*Sujeita a taxa de administração, custos previstos em contrato, contemplação e análise das condições do grupo. 

 

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