O crescimento de uma empresa passa, invariavelmente, por decisões e programações financeiras estratégicas. Seja na ampliação do espaço físico, na modernização de equipamentos ou na renovação da frota de veículos, expandir as operações exige planejamento e, claro, capital.
Nesse cenário, o consórcio para empresas surge como uma modalidade de compra planejada, sem cobrança de juros, que pode fazer sentido para projetos de médio e longo prazo, considerando taxa de administração, custos previstos em contrato e regras de contemplação.
Para ajudar você, empresário ou empreendedor, a entender como essa opção funciona na prática para pessoas jurídicas e em quais cenários ela pode fazer sentido para o seu negócio, preparamos este guia completo. Boa leitura!
O que é e como funciona o consórcio para empresas?
O consórcio para empresas, também conhecido como consórcio PJ, é uma modalidade de compra cooperativa em que pessoas jurídicas contribuem para formar um fundo comum, usado para contemplar participantes conforme regras do grupo. O objetivo é adquirir bens ou serviços de forma planejada e econômica.
Mensalmente, os participantes contribuem com um valor, que é destinado a um fundo comum. É desse fundo que saem os recursos para a contemplação de um ou mais consorciados a cada mês, por meio de sorteio ou lance. A empresa contemplada recebe uma carta de crédito no valor contratado, que pode ser usada para adquirir o bem ou serviço previsto no contrato, conforme as regras da administradora.
Um dos principais diferenciais dessa modalidade é não haver cobrança de juros como em financiamentos tradicionais. O que existe é uma taxa de administração, que remunera a administradora responsável por gerenciar o grupo, organizar assembleias e conduzir o processo conforme as regras aplicáveis.
Consórcio de empresas: o que dá para adquirir?
Uma das grandes vantagens do consórcio para empresas é a sua versatilidade. Com a carta de crédito, é possível focar em diversas frentes para o crescimento do seu negócio. Entre os bens mais comuns, destacam-se:
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Imóveis: compra de salas comerciais, escritórios, galpões, terrenos para construção da sede própria ou até mesmo para expansão das instalações;
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Veículos: aquisição de carros para a equipe de vendas, caminhões para transporte de cargas ou renovação completa da frota da empresa;
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Máquinas e equipamentos: modernização do parque fabril com a compra de maquinário industrial e equipamentos agrícolas.
A flexibilidade é um ponto-chave: ao ser contemplado, sua empresa pode negociar como compradora à vista, o que pode abrir margem para melhores condições.
Quais os custos envolvidos em um consórcio para empresas?
O primeiro passo é entender que o consórcio não cobra juros. O custo dessa modalidade é dividido em taxas específicas, que são diluídas ao longo de todo o contrato.
As principais cobranças que aparecem na sua parcela são:
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Taxa de administração: é o valor cobrado pela administradora para gerenciar o grupo, organizar os sorteios e cuidar da burocracia. Ela representa um percentual sobre o valor do crédito e a forma de cobrança pode variar conforme o contrato e a administradora;
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Fundo de reserva: uma espécie de poupança coletiva para proteger o grupo contra a falta de pagamento de algum participante. Se houver saldo remanescente ao final do grupo, a devolução segue as regras previstas no contrato e na regulamentação aplicável;
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Seguros: inclui coberturas como seguros, quando aplicáveis, como o seguro prestamista, que pode cobrir parcelas em determinadas situações previstas nas condições do seguro, e outras coberturas contratadas conforme regras da administradora. A cobrança depende da regra da administradora.
Consórcio para CNPJ é mais barato?
Outra dúvida muito comum para quem está planejando o crescimento do negócio é se o consórcio CNPJ é mais barato quando comparado a outras modalidades. A resposta é que, como o consórcio não tem juros e não exige um valor de entrada, ele pode ter custo total diferente do financiamento tradicional. A comparação deve considerar taxa de administração, fundo de reserva, seguros, reajustes, prazo, momento de contemplação e necessidade do bem.
Mas vale lembrar que o consórcio é uma escolha que precisa ser analisada individualmente. Cabe a cada empreendedor colocar as opções na ponta do lápis, avaliando a urgência da empresa e o fluxo de caixa para entender qual modelo faz mais sentido para o seu momento atual.
Consórcio para empresas x financiamento tradicional: o que avaliar?
A decisão entre consórcio e financiamento depende, principalmente, da urgência da sua empresa. Veja as principais diferenças:
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Característica |
Consórcio para Empresas |
Financiamento Tradicional |
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Juros |
Não há juros, mas há taxa de administração e podem existir fundo de reserva, seguros e reajustes previstos em contrato |
Sim |
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Entrada |
Em geral, não há entrada obrigatória para contratar; lances podem ser ofertados para tentar antecipar a contemplação |
Em alguns casos, sim |
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Liberação do crédito |
Mediante contemplação (sorteio ou lance) ou após o término do prazo do grupo |
Geralmente imediata, após análise de crédito |
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Planejamento |
Pode fazer sentido para aquisições planejadas de médio e longo prazo |
Indicado para necessidades urgentes |
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Poder de negociação |
Pode favorecer a negociação, pois a carta de crédito permite pagamento à vista conforme regras de uso |
Menor |
Quando o consórcio para empresas pode fazer sentido para o seu negócio?
Agora que você já sabe a diferença entre o consórcio para empresas e o financiamento tradicional, confira a seguir os principais cenários onde essa modalidade pode valer a pena:
1. Planejamento a longo prazo: se a aquisição de um bem não é uma necessidade de urgência, o consórcio funciona como uma forma planejada de buscar a aquisição de um bem, sem juros, mas com custos próprios previstos em contrato;
2. Fuga de gastos imediatos: para empreendedores que desejam planejar aquisições sem entrada obrigatória, considerando o impacto das parcelas, custos e reajustes no fluxo de caixa.;
3. Renovação e modernização programada: empresas que precisam renovar a frota de veículos ou atualizar seu maquinário de forma periódica encontram no consórcio uma maneira de se planejar para esses investimentos cíclicos.
Existe alguma "pegadinha" no consórcio?
O que muita gente chama de "pegadinha" é, na verdade, a falta de conhecimento sobre como o consórcio de empresas funciona. O consórcio é uma modalidade transparente e regulamentada pelo Banco Central. Mas, para ele ser um aliado do seu negócio, você precisa ficar atento a dois pontos:
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O fator tempo: o consórcio não é crédito imediato e não costuma ser indicado para urgências. Como o acesso ao dinheiro depende de sorteios mensais ou lances, ele é uma ferramenta focada em planejamento e expansão programada. Se a sua empresa precisa de uma máquina para a próxima semana, pode não ser o caminho mais adequado;
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Atualização do poder de compra: para ajudar a preservar o poder de compra da carta de crédito ao longo do tempo, as parcelas e o valor do crédito sofrem reajustes anuais baseados em índices oficiais (como o INCC para imóveis ou IPCA para veículos). Esse reajuste deve estar previsto no contrato e serve para atualizar o valor do crédito e das parcelas conforme o índice aplicável.
A chave para não ter surpresas ao adquirir um consórcio para empresas é ler o contrato com atenção e alinhar a estratégia de lances com o fluxo de caixa do seu negócio.
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*Sujeita a taxa de administração, custos previstos em contrato, contemplação e análise das condições do grupo.