O ano começou com atualizações importantes para o seu bolso. Com o reajuste do salário mínimo e a definição do novo teto previdenciário, a tabela de desconto do INSS foi modificada. Oficializada pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, a nova tabela já está valendo desde 1º de janeiro de 2026, com os descontos sendo aplicados nos pagamentos a partir de fevereiro.
Entender essa mudança é essencial para saber exatamente qual será o seu salário líquido a partir de agora. Por isso, neste artigo, vamos detalhar as novas faixas, ensinar a matemática por trás da contribuição e mostrar como se planejar para não depender apenas do teto do governo. Acompanhe:
Quanto é o desconto do INSS em 2026?
O desconto do INSS para trabalhadores com carteira assinada (CLT), empregados domésticos e trabalhadores avulsos segue uma tabela progressiva. Isso significa que a alíquota (porcentagem) aumenta conforme a faixa salarial. Para 2026, o piso (valor mínimo) passou a ser R$1.621,00, enquanto o novo teto dos benefícios subiu para R$8.475,55. Confira a tabela oficial, vigente a partir de janeiro de 2026:
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Salário de Contribuição (R$) |
Alíquota progressiva |
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Até R$1.621,00 |
7,5% |
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De R$1.621,01 até R$ 2.902,84 |
9% |
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De R$2.902,85 até R$4.354,27 |
12% |
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De R$4.354,28 até R$8.475,55 |
14% |
Fonte: GOV
Atenção: quem ganha acima de R$8.475,55 tem o desconto do INSS limitado a esse teto, não havendo desconto sobre o valor excedente.
Como calcular o desconto do INSS no meu salário?
Para calcular o desconto do INSS, não basta aplicar uma única porcentagem sobre o salário total. Isso porque o cálculo correto também é progressivo, ou seja: o seu salário é dividido em faixas de renda e cada "fatia" é tributada com uma alíquota específica, que varia de 7,5% a 14%. O valor final (aquele descontado do seu contracheque) é, então, a soma do imposto calculado em cada uma dessas faixas. A seguir, detalhamos a lógica desse fatiamento e apresentamos um exemplo prático para um salário de R$5 mil:
Cálculo progressivo
Para um salário bruto de R$5.000,00 em 2026, por exemplo, o cálculo percorre todas as faixas da tabela até completar o valor total. Acompanhe o passo a passo da soma:
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1ª Fatia: todo trabalhador paga 7,5% sobre o salário mínimo.
Conta: 7,5% de R$1.621,00 = R$121,57
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2ª Fatia: em seguida, calculamos o imposto sobre a quantia que está na segunda faixa.
Conta: a diferença entre o teto da faixa (R$2.902,84) e o mínimo (R$1.621,00) é de R$1.281,84. Sobre esse valor, aplicamos 9% = R$115,36
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3ª Fatia: o mesmo processo ocorre na terceira etapa.
Conta: a diferença entre R$4.354,27 e R$2.902,84 é de R$1.451,43. Aplicando 12% sobre isso = R$174,17
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4ª Fatia (A sobra): Por fim, tiramos apenas o que resta para chegar aos seus R$5.000,00.
Conta: R$5.000,00 menos o limite anterior (R$4.354,27) sobra R$645,73. Sobre esse restante, aplicamos 14% = R$90,40
Resultado final: somando todas as fatias (R$121,57 + R$115,36 + R$174,17 + R$90,40), o valor do desconto do INSS será de R$501,50.
Note que, embora você atinja a faixa de 14%, a sua alíquota efetiva (o que realmente saiu do seu bolso) foi de aproximadamente 10%. Isso acontece justamente porque grande parte do seu salário foi taxada com porcentagens menores nas faixas anteriores.
Qual o valor da contribuição para o INSS como autônomo?
Diferente de como funciona o desconto do INSS para quem tem carteira assinada, para o autônomo, para o autônomo (Contribuinte Individual) que não presta serviço para empresas, o cálculo não é fatiado. O valor da contribuição é aplicado diretamente sobre o rendimento que você declarar, com duas alíquotas principais: 11% (Plano Simplificado) ou 20% (Plano Normal). A escolha entre uma e outra depende diretamente de quanto você quer pagar hoje, e de como pretende se aposentar no futuro. Entenda:
Plano Simplificado (11%)
Essa modalidade é desenhada para quem busca pagar um valor menor mensalmente, mas precisa estar ciente das restrições. Este plano é exclusivo para o contribuinte individual que presta serviço apenas para pessoas físicas e que não precisa utilizar o tempo de contribuição para se aposentar, optando apenas pela aposentadoria por idade.
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A regra: a contribuição é fixa em 11% sobre o salário mínimo, o que significa que o benefício futuro também será de um salário mínimo;
Na prática, em 2026, aplicando 11% sobre o piso de R$1.621,00, o valor da sua guia mensal (GPS) será de R$178,31.
Plano Normal (20%)
Já o Plano Normal oferece mais abrangência e é indicado para quem deseja manter o padrão de vida ou precisa contar o tempo de serviço. Ao optar por essa alíquota, você ganha o direito de se aposentar por tempo de contribuição e pode receber benefícios com valores superiores ao salário mínimo, respeitando o teto da previdência.
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A regra: a alíquota é de 20% e incide sobre o rendimento que você declarar, podendo variar entre o piso e o teto;
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Cálculo mínimo: 20% sobre R$1.621,00 resulta em uma contribuição de R$324,20;
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Cálculo máximo: para quem quer contribuir pelo teto de R$8.475,55, o desconto do INSS mensal será de R$1.695,11.
A importância de manter o pagamento em dia
Muitos autônomos associam o INSS apenas à aposentadoria, mas a contribuição mensal funciona, na verdade, como um seguro para o presente. Ao manter o pagamento em dia, você não está apenas acumulando tempo para o futuro, mas também ativando uma proteção imediata para sua saúde e renda.
Isso significa que, ao quitar a Guia da Previdência Social (GPS) até o vencimento (dia 15), você garante o direito a benefícios essenciais, como o auxílio-doença em casos de incapacidade temporária e o salário-maternidade. Dessa forma, a regularidade no pagamento deixa de ser apenas uma obrigação burocrática e se torna a sua principal garantia financeira contra imprevistos que podem ocorrer muito antes da velhice.
Leia também: Como funciona o Consignado INSS? Conheça as vantagens desse tipo de empréstimo
Como saber o tempo de contribuição do INSS?
Para saber o tempo de contribuição do INSS, é fundamental monitorar se as contribuições estão sendo registradas. A maneira mais eficaz de fazer isso é consultando o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), um documento que funciona como um extrato completo da sua vida laboral.
Nele, você consegue visualizar se as empresas onde trabalhou repassaram repassaram corretamente o desconto do INSS do seu salário ou se as suas guias pagas como autônomo foram processadas corretamente pelo sistema. Anote o passo a passo:
1. Você deve acessar o portal ou aplicativo Meu INSS e realizar o login utilizando sua conta Gov.br;
2. Uma vez dentro da plataforma, localize na tela inicial a opção "Extrato de Contribuição (CNIS)";
3. Por fim, para garantir uma análise detalhada, recomendamos que você baixe o arquivo completo em PDF, o que permitirá conferir mês a mês se todos os seus vínculos e salários de contribuição foram contabilizados devidamente.
Leia também: Biometria INSS: novas regras e como fazer o cadastro
Planeje com o Santander
Compreender as regras do INSS é o primeiro passo para organizar sua vida financeira. Para quem deseja ir além e busca diversificar suas fontes de renda no futuro, a Previdência Privada surge como uma alternativa robusta de planejamento.
Ela atua como uma solução opcional para complementar a sua aposentadoria oficial. A lógica é simples: o dinheiro acumulado no plano é seu e pode render juros compostos ao longo do tempo, adequando-se ao seu ritmo de contribuição e aos seus objetivos de longo prazo.
Para tomar a melhor decisão, é importante conhecer as duas modalidades principais oferecidas, que atendem a diferentes perfis fiscais:
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PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): esta modalidade é frequentemente recomendada para quem faz a declaração do Imposto de Renda no modelo completo. Sua principal característica é o incentivo fiscal, pois permite deduzir as contribuições da base de cálculo do IR, até o limite de 12% da sua renda bruta anual tributável;
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VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre): já este plano costuma ser ideal para quem declara o IR pelo modelo simplificado ou é isento. Além de ser uma opção prática de investimento, o VGBL é reconhecido por sua eficiência no planejamento sucessório, facilitando a transmissão de recursos aos herdeiros com mais agilidade.
Planejar o amanhã é uma forma de garantir mais possibilidades de escolha no futuro! Continue lendo:
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