Quando o assunto é planejar uma aposentadoria com mais previsibilidade, é muito comum ouvir conselhos sobre a importância de guardar dinheiro. No Brasil, muitas pessoas ficam com receio de no futuro não terem acesso a uma aposentadoria e se perguntam o que faz mais sentido no planejamento: contar apenas com a previdência social ou complementar com uma previdência privada”
Embora as duas possam apoiar a organização financeira no futuro, elas têm naturezas diferentes: a previdência social integra a proteção pública prevista em lei, enquanto a previdência privada é uma alternativa contratada para acumular recursos no longo prazo
Neste artigo, vamos te ajudar a compreender como cada uma funciona, quais são as regras de recolhimento, os tipos de planos disponíveis e regimes de tributação para planejar o seu futuro com mais informação.
O que é previdência social e como funciona?
A previdência social funciona como um grande seguro público administrado pelo governo federal. Chamada também por muitos de previdência oficial, ela é desenhada para proteger o trabalhador e sua família em momentos de perda de renda, seja pela chegada da idade avançada, por incapacidade temporária ou permanente, maternidade, idade avançada ou outros eventos previstos na legislação.
Para entender como funciona a previdência social na prática, o ponto de partida é saber que o recolhimento é mensal e a contribuição é obrigatória para segurados que exercem atividade remunerada, como empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais, entre outros. Servidores públicos podem estar vinculados a regimes próprios ou ao INSS, conforme o caso.
Para empregados com carteira assinada, a contribuição é descontada em folha e recolhida pelo empregador conforme as regras previdenciárias aplicáveis. Em outras categorias, como contribuintes individuais, o recolhimento segue formas próprias.
A principal característica da contribuição para a previdência social é que ela funciona de forma coletiva: o dinheiro arrecadado com quem está trabalhando hoje serve para garantir o pagamento de quem precisou parar de trabalhar, funcionando como uma rede de proteção para toda a sociedade.
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O que é previdência privada e como funciona?
A previdência privada é um plano para guardar dinheiro que você escolhe fazer por conta própria, sem nenhuma ligação direta com o INSS. Ela funciona como uma solução de planejamento financeiro de longo prazo, normalmente vinculada a investimentos, com regras próprias de tributação, custos, riscos e resgate.
Para compreender como funciona a previdência privada, pense nela como um plano onde você tem autonomia. Ao contrário do sistema público, o modelo privado permite que você escolha o valor que quer aplicar por mês e de quanto em quanto tempo quer fazer esses depósitos logo no momento da contratação.
Além disso, o dinheiro guardado pertence exclusivamente a você e pode ser retirado antes do prazo final caso aconteça alguma emergência, desde que você respeite o tempo de espera (carência) combinado no contrato.
Mas, para montar a estratégia, o poupador precisa tomar duas decisões iniciais: a escolha do tipo de plano e a forma como o Imposto de Renda será cobrado. Veja a seguir quais são eles.
Conheça os tipos de planos: PGBL e VGBL
Existem dois tipos diferentes de planos de previdência no mercado, e a escolha depende de fatores como modelo de declaração do Imposto de Renda, objetivos, prazo de investimento, contribuição ao regime oficial e perfil financeiro.
• PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre): indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Ele permite deduzir contribuições da base de cálculo do IR até o limite de 12% da renda bruta anual tributável, observadas as condições legais, como declaração completa e contribuição ao regime oficial. No resgate, o IR incide sobre o valor total resgatado;
• VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre): costuma ser usado por quem faz a declaração simplificada, é isento ou não pretende usar o benefício fiscal do PGBL.
Regimes de tributação: Progressiva x Regressiva
Além do plano, você também poderá escolher o modelo de cobrança do imposto que incidirá sobre o seu dinheiro na hora do resgate. Pelas regras atualmente aplicáveis, a escolha do regime tributário pode ocorrer até o momento do primeiro resgate ou do início do recebimento do benefício, conforme legislação vigente e regras do plano. Vale confirmar essa condição antes da contratação. Veja como funcionam os dois modelos:
• Tabela Progressiva: o imposto aumenta de acordo com o valor do saque ou da renda mensal recebida, funcionando de forma parecida com a cobrança sobre os salários do dia a dia;
• Tabela Regressiva: foca no tempo em que o dinheiro fica investido. Na tabela regressiva, as alíquotas começam em 35% e podem chegar a 10% após 10 anos, conforme o prazo de acumulação de cada aporte.
Previdência privada substitui o INSS?
Uma dúvida muito comum de quem começa a organizar as finanças para o futuro é se a previdência privada substitui o INSS. A resposta é não. Elas têm regras e propostas totalmente diferentes no país.
Enquanto o INSS é um seguro social obrigatório para diversos trabalhadores, voltado a proteger segurados e dependentes. Elas podem ser complementares: a previdência oficial oferece uma base de proteção prevista em lei, enquanto a previdência privada pode ajudar a complementar o planejamento financeiro de longo prazo, conforme perfil, aportes, rentabilidade, custos e riscos.
Veja também: Tudo que você precisa saber sobre portabilidade de previdência privada
Quais as principais diferenças entre as previdências?
Colocando os dois modelos lado a lado, fica claro que eles não se anulam, mas funcionam de forma complementar. Veja as diferenças essenciais entre os dois sistemas:
• Aposentadoria acumulada: quem tem previdência privada pode se aposentar pelo INSS normalmente. Elas não se anulam, se somam;
• Limite de valor: Na previdência privada, o valor acumulado depende dos aportes, prazo, rentabilidade do plano, taxas, impostos e demais regras contratadas;
• Obrigatoriedade: a previdência social é obrigatória por lei para quem trabalha. A privada é totalmente opcional e voluntária, funcionando como uma forma de complementar o planejamento financeiro para o futuro;
• Regras de resgate: no INSS, não há ‘saque’ dos valores contribuídos: o segurado ou seus dependentes recebem benefícios quando cumprem os requisitos previstos em lei. Na previdência privada, o participante pode solicitar resgates conforme carência, prazos, tributação e regras previstas no contrato, ou optar por receber o valor em forma de renda.
Essa renda pode ser paga por um prazo determinado, como 10 ou 20 anos, ou de forma vitalícia, até o falecimento. Além disso, quando o cliente opta pelo recebimento em renda, a forma de pagamento, o prazo, eventuais reajustes e a permanência dos recursos aplicados dependem do tipo de renda escolhido e das regras do plano.
Afinal, a previdência privada vale a pena?
Diante de tudo isso, surge a dúvida: afinal, o que é melhor pagar, previdência privada ou INSS? A verdade é que elas possuem papéis diferentes e funcionam melhor juntas. A previdência privada pode fazer sentido como ferramenta de complemento de renda e planejamento patrimonial, desde que esteja alinhada ao seu perfil, objetivos, prazo e capacidade de contribuição.
Como o INSS é obrigatório e garante uma proteção básica, a previdência privada pode ajudar a complementar a renda futura, especialmente para quem deseja planejar recursos além do benefício público, conforme aportes, prazo, rentabilidade, custos e riscos.
Antes de começar a investir, é importante avaliar sua vida financeira, perfil de investidor, objetivos, prazo, custos, tributação e regras do plano.
Conte com o Santander para planejar sua aposentadoria
O planejamento do seu futuro financeiro não depende de uma escolha exclusiva. É possível combinar a previdência privada e social de forma a desenhar uma estratégia de longo prazo, utilizando a modalidade privada como uma ferramenta que pode complementar a renda futura, conforme planejamento, aportes, prazo, rentabilidade, custos e riscos.
Conheça nossos planos, compare as opções disponíveis e avalie qual alternativa faz sentido para o seu perfil e seus objetivos de longo prazo.