Atualizado em 06-01-2026

por Equipe Santander

c. concepts / client-service/Bank and Counter/simple credit Copy 11

Acessibilidade

c. concepts / client-service/Bank and Counter/simple credit Copy 12
Aumentar espessura do texto A+
Aumento de espessura do texto Aa
Preto e amarelo - tema para daltônicos (WCAG 16:44:1)
Preto e branco - tema para daltônicos (WCAG 21:1)
c. concepts / client-service/Bank and Counter/simple credit Copy 11

Modo escuro

Artigos Salvos

'Saiba tudo sobre Home Equity' é a frase que está na imagem sobre Empréstimo com Garantia de Imóvel, ilustrado por uma mão segurando chaves.

No Brasil, cada vez mais pessoas buscam alternativas de crédito que permitam liberar recursos de maneira mais vantajosa, com taxas menores e prazos maiores.

Uma das opções que tem se destacado é o chamado crédito com garantia de imóvel. No texto a seguir, vamos explicar o que é essa modalidade, como funciona, quais são as vantagens, os riscos, em que situações pode valer a pena e o que observar antes de contratar.

O que significa “crédito com garantia de imóvel”?

O crédito com garantia de imóvel é uma linha de empréstimo ou financiamento em que você utiliza um imóvel de sua propriedade, residencial ou comercial, como garantia para obter o crédito.

Na prática, isso significa que o imóvel permanece em seu nome, você continua usando-o, mas ele passa por uma alienação fiduciária ou hipoteca — ou seja, o credor (o banco ou instituição financeira) tem um direito real sobre o bem como segurança para o pagamento da dívida.

Por que isso é relevante? Porque, como o bem garante o empréstimo, o risco para o credor diminui — e isso tende a se refletir em taxas de juros mais baixas e prazos maiores para pagamento.

Como funciona o crédito com garantia de imóvel?

1. Avaliação do imóvel

Você informa à instituição financeira que deseja contratar um crédito com garantia de imóvel. Ela vai solicitar documentação do imóvel (matrícula atualizada, averbações, etc.), fazer uma vistoria ou avaliação técnica para determinar valor de mercado, estado, localização, etc.

2. Determinação do valor liberável

Com base na avaliação, o banco define qual porcentagem do valor do imóvel poderá ser liberada como crédito. Normalmente, essa porcentagem varia — por exemplo, até cerca de 60% do valor de mercado do imóvel.
Vale notar que cada instituição define critérios próprios, como imóvel quitado ou financiado, limite de idade, perfil de cliente, etc.

3. Contrato e registro da garantia

O contrato especifica as condições (taxa de juros, prazo de pagamento, parcelas, forma de amortização). O imóvel é dado como garantia via alienação fiduciária ou hipoteca, o que exige registro em cartório. Enquanto o contrato estiver em vigor, o imóvel permanece “atrelado” à operação.

4. Utilização e pagamento

Você recebe o valor do crédito e pode usá-lo conforme sua necessidade (algumas instituições não exigem destinação específica). Você passa a pagar as parcelas ao longo do prazo. Em caso de inadimplência, a instituição pode promover a consolidação da garantia e, dependendo do contrato, leiloar o imóvel para recuperar o crédito.

5. Quitação e liberação da garantia

Quando o contrato é quitado integralmente, o banco libera a garantia e o imóvel retorna totalmente ao seu pleno domínio, sem ônus vinculados ao contrato.

Leia também: Veja quais imóveis são aceitos no Empréstimo com Garantia de Imóvel

Quais as principais vantagens do empréstimo com garantia de imóvel?

  • Taxas de juros mais baixas: Por haver um imóvel como garantia, o credor assume menor risco, o que se traduz em taxas menores comparadas a outras modalidades como empréstimo pessoal ou cartão de crédito.

  • Prazos maiores para pagamento: Como o risco é reduzido, as instituições costumam oferecer prazos mais estendidos, o que reduz o valor da parcela mensal e facilita o planejamento financeiro.

  • Liberdade de uso: Em muitos casos, o crédito concedido pode ser usado para qualquer finalidade — reformar o imóvel, investir no negócio, consolidar dívidas, entre outros.

  • Aproveitamento de patrimônio: Se você já possui imóvel e quer transformar parte desse patrimônio em liquidez, essa modalidade permite isso sem precisar vender o imóvel.

  • Possibilidade de valores maiores: Por depender do valor do imóvel, as quantias liberadas costumam superar as de empréstimos sem garantia.

Leia também: Veja as 11 principais dúvidas sobre o Empréstimo com Garantia de Imóvel

Quais são os riscos do empréstimo com garantia de imóvel?

Apesar das vantagens, não é uma operação isenta de riscos, e exige cuidado.

Risco de perder o imóvel

Se você se tornar inadimplente e não regularizar o contrato, o credor poderá consolidar a garantia e promover a venda/leilão do imóvel. Em outras palavras: colocar o imóvel em garantia significa assumir que ele pode ser tomado em caso de descumprimento.

Comprometimento de renda de longo prazo

Mesmo com parcelas menores, tratar-se-á de um compromisso de longo prazo. Qualquer mudança significativa em sua vida financeira (redução de renda, desemprego, imprevistos) pode afetar sua capacidade de pagamento. É importante que as parcelas caibam no seu orçamento.

Custos e burocracia

Há avaliação do imóvel, vistoria, registro em cartório, seguros e possivelmente taxas adicionais. Esses custos devem estar previstos no planejamento.

A contratação geralmente demanda mais tempo do que um empréstimo sem garantia, por envolver análise do imóvel e registro.

Imóvel não pode estar com pendências

No geral, o imóvel deve estar em seu nome, com matrícula atualizada, sem impedimentos ou ônus que comprometam a garantia. Algumas instituições exigem que o imóvel esteja quitado ou com percentual de financiamento compatível.

É mito acreditar que não precisa comprovar renda. Apesar da garantia, a instituição avaliará sua capacidade de pagamento.

Valor de liberação menor que “o valor que você acha”

A instituição fará sua avaliação — nem sempre o valor estimado por você será o que o banco aceitará como base. Quanto menor for a porcentagem liberada (LTV — loan to value), menor o valor disponível.

Quando vale a pena contratar o crédito com garantia de imóvel?

Situações em que pode fazer sentido

  • Quando você possui imóvel com boa valorização e pretende utilizar parte desse patrimônio para investir — seja em reforma, negócio ou quitar dívidas caras.

  • Quando outras linhas de crédito estão com taxas muito altas (por exemplo, cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal) e você quer substituir por uma com taxa menor.

  • Projetos de médio a grande porte onde você precisa de valores maiores e prazos mais longos, o que torna inviável linhas tradicionais mais curtas.

  • Quando você tem segurança de que manterá a renda estável durante o prazo do contrato.

Situações em que pode não valer

  • Se o imóvel estiver gravado, em litígio ou com muitos impedimentos registrários.

  • Se você está em situação financeira instável, com risco de perder renda ou emprego.

  • Se pretende usar o crédito para gastos de consumo imediato ou de curto prazo sem plano claro, já que o compromisso é de longo prazo.

  • Quando a quantia que você precisa é pequena e existe linha mais simples com taxa competitiva.

Leia também: Qual a diferença entre home equity e hipoteca?

Posso usar um imóvel financiado ou só imóvel quitado?

Depende da instituição. Algumas permitem que o imóvel ainda esteja financiado, desde que haja margem de garantia e não haja parcelas em atraso.

Qual percentual do valor do imóvel posso liberar?

Geralmente até cerca de 50% a 60% do valor de mercado do imóvel, dependendo da avaliação e instituição.

Quais custos adicionais devo observar?

Avaliação do imóvel, vistoria, registro no cartório, seguros obrigatórios (MIP, DFI), IOF, entre outros.

Como analisar se essa modalidade cabe no seu planejamento

Antes de assinar contrato, vale seguir um “check-list” mental:

  • Verifique sua renda atual e projeção para os próximos anos: as parcelas cabem no seu orçamento mesmo em cenários adversos?

  • Simule diferentes prazos e valores de parcela para entender os impactos.

  • Compare a taxa de juros efetiva (CET) com outras modalidades. Só porque a taxa parece baixa, não significa que seja a melhor opção se o prazo for muito longo ou houver outras tarifas embutidas.

  • Analise o valor que o banco aprovou para o imóvel — pode ser menor do que você esperava.

  • Verifique todas as cláusulas do contrato, principalmente as condições de garantia, o que acontece em caso de atraso e os custos ocultos.

  • Pense para que vai utilizar o dinheiro: se for para um projeto que gera algum retorno (exemplo: reforma que valoriza o imóvel, investimento no negócio), melhor; se for para consumo imediato, pense duas vezes.

  • Mantenha uma reserva de emergência, para o caso de eventual redução de renda ou imprevistos.

O empréstimo com garantia de imóvel vale a pena?

A modalidade de crédito com garantia de imóvel pode ser uma excelente alternativa para quem deseja liberar recursos com boas condições: taxas mais acessíveis, prazos mais amplos e valores mais expressivos. No entanto, trata-se de um compromisso de longo prazo e que envolve risco, em especial o risco sobre o imóvel dado como garantia.

Se você sobressaiu o momento e a saúde financeira para contratar e usar de forma consciente, pode transformar patrimônio em oportunidade. Caso contrário, convém avaliar outras opções e garantir que o planejamento financeiro está alinhado.

Quero crédito

Avalie esse artigo