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Imagem de raio x de carro com símbolo de raio dentro.

A ascensão dos carros elétricos deixou de ser uma perspectiva remota para se tornar um dos movimentos de transformação da indústria automotiva mundial. O avanço acelerado da eletrificação, impulsionado principalmente pelas montadoras chinesas, vem redesenhando estratégias de produção, tecnologia e expansão internacional no setor. 

Mais de 17 milhões de veículos elétricos foram vendidos no mundo em 2024, segundo o estudo anual Global EV Outlook, divulgado pela International Energy Agency (IEA). O número representa mais de 20% das vendas globais de automóveis. O dado reforça que os modelos eletrificados já não ocupam mais um espaço experimental na indústria, mas se consolidaram como eixo central da disputa entre fabricantes.  

China lidera mercado global de veículos elétricos 

Nesse novo cenário, a China se consolidou como principal mercado global de veículos elétricos. O país concentra atualmente a maior parte da produção global de veículos elétricos e também lidera o consumo desses modelos, de acordo com o mesmo estudo. 

E o avanço das fabricantes chinesas alterou a dinâmica de um setor historicamente dominado por montadoras europeias, americanas e japonesas.  

BYD e Geely adotam estratégias diferentes 

Entre os grupos que simbolizam essa transformação estão a BYD e a Geely, empresas que vêm expandindo sua presença internacional a partir de estratégias bastante diferentes. 

Enquanto a BYD aposta em um modelo fortemente verticalizado, produzindo internamente baterias, chips e componentes estratégicos, a Geely cresceu por meio de aquisições, parcerias e diversificação de marcas. 

Na prática, isso significa que as duas empresas representam modelos distintos de crescimento dentro da nova indústria automotiva elétrica.  

Controle da cadeia produtiva ganha importância 

A BYD, segundo analistas de mercado e especialistas do setor automotivo, ganhou espaço internacional com uma estratégia baseada na verticalização da produção, incluindo baterias e componentes considerados estratégicos para os veículos elétricos. 

Em um setor cada vez mais dependente de baterias, software e semicondutores, o controle sobre etapas da cadeia produtiva passou a ser visto pela indústria como uma vantagem competitiva em custos e escala.  

Geely aposta em parcerias e aquisições 

Diferentemente da BYD, a Geely expandiu sua atuação global a partir de um modelo apoiado em parcerias, aquisições e diversificação de marcas, ampliando presença em diferentes segmentos da indústria automotiva, como também destacam os especialistas.  

Tecnologia redefine a competição entre montadoras 

Mais do que uma disputa entre empresas, o avanço dessas fabricantes evidencia uma mudança estrutural no setor automotivo. 

Se antes o diferencial competitivo estava concentrado principalmente em engenharia mecânica e tradição industrial, agora fatores como domínio tecnológico, software, baterias, conectividade e controle da cadeia produtiva ganharam peso estratégico.  

Mais opções chegam aos consumidores 

A expansão dos veículos elétricos vem impulsionando investimentos da indústria automotiva em tecnologia, baterias e novos modelos eletrificados. 

Com mais modelos chegando ao mercado, preços mais competitivos e crescimento da oferta, consumidores passam a avaliar não apenas autonomia e tecnologia, mas também condições de aquisição, manutenção e infraestrutura disponível.  

Mercado de eletrificados cresce no Brasil 

No Brasil, o mercado de veículos eletrificados também mantém ritmo de crescimento. 

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que o país fechou 2025 com mais de 223 mil veículos eletrificados vendidos, alta de 26% em relação ao ano anterior. A entidade também aponta expansão da infraestrutura de recarga no país, acompanhando a expansão da eletromobilidade.  

Eletrificados avançam mais rápido que o mercado geral 

Enquanto as vendas de veículos leves no Brasil, considerando todas as tecnologias, registraram expansão de apenas 2,6% entre 2024 e 2025, passando de 2.484.740 para 2.549.517 unidades, os eletrificados avançaram em ritmo dez vezes maior.

Os números reforçam a tendência de aceleração da transição tecnológica no mercado automotivo brasileiro.

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