Atualizado em 22-09-2026

por Equipe Santander

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Nuvem rosa com senha, cadeado e chave.

A vida digital nunca foi tão intensa e, ao mesmo tempo, tão vulnerável. Compras online, redes sociais, aplicativos bancários, serviços de streaming, inteligência artificial e dispositivos conectados ampliaram a circulação de dados pessoais em uma escala sem precedentes. Em meio a tudo isso, como fica a privacidade do usuário e a segurança digital? 

O tema deixou de ser uma discussão exclusivamente técnica para ganhar espaço nas decisões estratégicas de consumidores e empresas. Hoje, proteger dados pessoais já influencia a reputação, confiança, comportamento de compra e relacionamento com marcas. 

E os brasileiros sentem isso na prática. Segundo o relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Datafolha, 83,2% da população afirmam ter medo de sofrer fraudes financeiras via internet ou celular. 

Golpe digital lidera medo dos brasileiros 

O levantamento mostra que o golpe digital já aparece como uma das maiores preocupações da população, independentemente da classe social. 

Entre as classes A e B, 78,8% afirmam ter medo de golpes digitais. O percentual é superior até mesmo ao medo de roubo à mão armada. Já na classe C, o índice sobe para 84,6%, mostrando como a insegurança online se tornou uma preocupação disseminada. 

O avanço dos aplicativos financeiros, pagamentos digitais e do compartilhamento constante de dados ajuda a explicar esse comportamento mais cauteloso. Hoje, o celular concentra informações bancárias, documentos, senhas, localização e hábitos de consumo, ampliando a sensação de vulnerabilidade. 

Usuários passam a adotar comportamento mais cauteloso 

Com mais informação sobre riscos digitais, consumidores começam a rever hábitos online e adotar medidas mais rigorosas de proteção. 

Comportamentos que vêm ganhando força 

       •  autenticação em duas etapas;  

       •  revisão de permissões em aplicativos;  

       •  maior atenção ao compartilhamento de dados;  

       •  cuidado com links suspeitos;  

       •  uso mais criterioso de cookies e rastreamento.  

Especialistas alertam que muitos golpes se aproveitam justamente do excesso de exposição digital e da coleta indiscriminada de informações pessoais. 

O que fazer para proteger seus dados pessoais 

Orientações do Governo Federal reforçam que proteger dados pessoais não exige conhecimento técnico avançado, mas sim atenção no dia a dia. 

Principais cuidados recomendados 

       •  Evitar fornecer CPF sem necessidade;  

       •  Revisar permissões de aplicativos e sites;  

       •  Não clicar automaticamente em “Aceitar tudo” nas mensagens de cookies;  

       •  Desconfiar de testes e aplicativos que coletam dados excessivos; e  

       •  Ativar autenticação em duas etapas em contas e aplicativos bancários.  

O governo também alerta para práticas comuns de risco, como a coleta excessiva de informações pessoais e o uso de dados para finalidades diferentes das autorizadas pelo usuário. 

O que fazer em caso de vazamento ou roubo de dados 

Em casos de vazamento ou roubo de dados, a recomendação é trocar senhas imediatamente, avisar instituições financeiras e registrar boletim de ocorrência. 

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