Atualizado em 23-03-2026

por Equipe Santander

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Do lado esquerdo, a frase ‘Imposto de Renda PJ: como fazer?’. Do lado direito, ilustração de uma mulher segurando documentos.

Gerir o próprio negócio traz uma série de conquistas diárias, mas também exige atenção redobrada com as obrigações fiscais, especialmente quando o assunto é o imposto de renda PJ. Para muitos empreendedores, o momento de prestar contas ao Fisco gera dúvidas sobre quais tributos são obrigatórios e como evitar pendências.

Neste artigo, a gente explica detalhadamente o que compõe esse tributo e quais são os critérios que definem a obrigatoriedade para o seu negócio. Entender a declaração IRPJ é o primeiro passo para garantir que sua operação esteja em conformidade com as normas, evitando multas e problemas no seu cadastro.

Abaixo, você encontrará um guia completo sobre os modelos de apuração, documentos indispensáveis e o cronograma que toda empresa precisa seguir. Queremos que você tenha total segurança para lidar com a parte burocrática e focar no que realmente importa: o sucesso do seu empreendimento. Acompanhe.

O que é o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)?

O imposto de renda pessoa jurídica é um tributo federal que incide sobre o lucro apurado pelas empresas brasileiras ao longo de um determinado período. Ele funciona de forma análoga ao imposto de renda que pagamos como indivíduos, mas possui alíquotas e regras de cálculo específicas para quem possui um CNPJ ativo.

Basicamente, o IRPJ é a contribuição que a empresa devolve ao Estado com base nos ganhos obtidos em suas atividades comerciais ou de prestação de serviços. A arrecadação desse imposto é destinada ao financiamento de políticas públicas e infraestrutura, sendo uma das principais fontes de receita do país no momento.

É importante compreender que o conceito de lucro pode variar dependendo do regime tributário escolhido pela organização. Para entender melhor como se define a estrutura de um negócio antes mesmo da tributação, vale a pena conferir o que é pessoa jurídica em nosso conteúdo detalhado sobre o tema.

Como funciona o Imposto de Renda de PJ?

Você pode se perguntar: como funciona o Imposto de Renda de PJ na prática cotidiana? Diferente da pessoa física, onde a tabela é progressiva conforme a renda, na pessoa jurídica o cálculo está atrelado ao regime tributário escolhido (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real).

A empresa apura sua receita bruta, deduz os custos e despesas permitidos por lei e, sobre o resultado, aplica a alíquota correspondente. Esse processo exige uma contabilidade rigorosa para garantir que a base de cálculo esteja correta, o que pode evitar que o empreendedor pague mais do que o estritamente necessário.

Quem deve entregar a declaração de imposto de renda pessoa jurídica?

A obrigatoriedade da declaração de imposto de renda pessoa jurídica abrange quase todas as empresas domiciliadas no Brasil. Isso inclui desde sociedades limitadas (LTDA) até grandes corporações de capital aberto (S/A), além de órgãos públicos e fundações. Mesmo associações sem fins lucrativos precisam informar suas movimentações anuais ao Fisco.

Empresas que não registraram faturamento ou que estão inativas também precisam cumprir obrigações acessórias para informar essa condição à Receita Federal. O descumprimento dessa norma pode levar à suspensão do seu CNPJ, impedindo a emissão de notas fiscais e a movimentação de contas bancárias empresariais em todo o território nacional.

Quem é PJ precisa declarar Imposto de Renda?

Uma dúvida recorrente no mercado é se quem é PJ precisa declarar Imposto de Renda. A resposta é sim, mas é essencial separar a declaração da empresa da declaração pessoal do sócio. Enquanto a empresa entrega o IRPJ, o sócio deve declarar seus ganhos no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).

Para os microempreendedores individuais (MEI), a sistemática é simplificada por meio da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI). Se você é MEI e deseja facilitar o pagamento dos seus impostos mensais, descubra como colocar o DAS MEI em débito automático e ganhar tranquilidade.

Leia também: Pague o DAS MEI no débito automático

Como funciona a apuração do Imposto de Renda PJ?

A forma como a sua empresa calcula o imposto de renda PJ depende diretamente do regime tributário em que ela está enquadrada. No Brasil, existem modelos principais de apuração, e a escolha correta é uma possibilidade de influenciar positivamente a sua carga tributária mensal e a saúde do seu capital de giro.

Confira na tabela abaixo os principais regimes de apuração do IRPJ:

Regime Tributário

Base de Cálculo do Imposto

Alíquota Padrão

Frequência

Simples Nacional

Receita Bruta mensal acumulada

Unificada na guia DAS

Mensal

Lucro Presumido

Percentual fixo sobre a receita

15% sobre o lucro fixado

Trimestral

Lucro Real

Lucro líquido contábil efetivo

15% + adicional se houver

Trimestral/Anual

 

  • O Simples Nacional é o modelo que simplifica o processo ao reunir vários impostos em uma única guia de pagamento. Já no Lucro Presumido, a Receita estipula uma margem de lucro (geralmente 32% para serviços) sobre a qual incide a alíquota de 15%. É uma opção previsível para muitos negócios brasileiros.

  • O Lucro Real é o regime mais complexo e obrigatório para empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões. Nele, o imposto incide apenas sobre o lucro líquido após a dedução de despesas. Se a empresa tiver prejuízo, ela pode ficar dispensada de pagar o IRPJ naquele período de apuração.

Qual o valor do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica?

Ao planejar o seu orçamento anual, é fundamental saber qual o valor do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. A alíquota base é de 15% para as empresas do Lucro Real e Presumido. No entanto, existe um adicional de 10% sobre a parcela do lucro que exceder R$ 20 mil mensais.

Quanto um PJ paga de Imposto de Renda?

Para entender quanto um PJ paga de Imposto de Renda, considere um exemplo: uma empresa no Lucro Presumido com lucro trimestral de R$ 100 mil. Ela pagará 15% sobre esse valor (R$ 15 mil), somado ao adicional de 10% sobre o que ultrapassar R$ 60 mil no trimestre (R$ 4 mil), totalizando R$ 19 mil.

Prazos e periodicidade da declaração IRPJ

A entrega e o recolhimento do imposto de renda pessoa jurídica ocorrem em ciclos bem definidos pela legislação. Para as empresas do Lucro Presumido e Lucro Real Trimestral, a apuração encerra sempre em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano civil.

É fundamental não confundir o pagamento da guia DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) com a entrega da declaração acessória. Atualmente, a principal forma de informar os dados do IRPJ é por meio da ECF (Escrituração Contábil Fiscal), que deve ser transmitida digitalmente até o último dia útil de julho.

Manter um cronograma rigoroso é essencial para evitar atropelos de última hora e multas pesadas. O Santander oferece soluções integradas à Conta PJ que auxiliam a organização dos seus pagamentos, mantendo a saúde financeira do seu negócio em dia.

Documentos necessários para a declaração de imposto de renda pessoa jurídica

Para que a declaração IRPJ seja feita de forma assertiva, a organização documental é o pilar principal de todo o processo. Você precisará reunir todos os comprovantes de receitas e despesas que ocorreram. Sem esses registros, o contador não consegue validar as informações perante a fiscalização da Receita Federal.

Os principais documentos que a gente recomenda que você tenha sempre em mãos são:

 •  Notas Fiscais de entrada e saída: devem ser arquivadas por no mínimo cinco anos para segurança.

 •  Extratos bancários completos: fundamentais para a conciliação bancária e comprovação de movimentações financeiras.

 •  Comprovantes de Despesas Operacionais: recibos de aluguel, contas de luz, internet e notas de serviços.

 •  Documentação de Folha de Pagamento: salários, férias e encargos sociais devidamente quitados e registrados.

Ter esses arquivos digitalizados e organizados facilita muito o trabalho e reduz o risco de inconsistências no envio. Se você ainda tem dúvidas nessa área, confira nosso artigo sobre gestão financeira para profissionalizar o controle do seu dinheiro e estar sempre pronto para o Fisco.

Como fazer a entrega da declaração?

Atualmente, o processo de entrega da declaração de imposto de renda pessoa jurídica é feito inteiramente por meio digital através do sistema SPED. A Receita Federal disponibiliza programas específicos que validam as informações. Na maioria dos casos, é obrigatório possuir um Certificado Digital para assinar a declaração com segurança.

O passo a passo envolve o preenchimento dos dados no programa do governo e a importação da sua escrituração contábil. Devido à complexidade técnica das normas brasileiras, recomendamos o auxílio de um contador especializado, em caso de dúvidas. Ele garantirá que sua empresa aproveite todas as deduções legais permitidas.

Além disso, o suporte profissional ajuda a evitar o preenchimento incorreto de campos técnicos, o que é a maior causa de notificações da Receita. A segurança jurídica que um bom acompanhamento contábil oferece permite que você foque totalmente na estratégia de vendas e na expansão sustentável do seu próprio negócio.

O que acontece se a empresa não entregar o IRPJ?

A não entrega do imposto de renda PJ ou o atraso na transmissão da ECF gera consequências imediatas e severas. A primeira delas é a multa pecuniária, que pode ser calculada com base no lucro líquido ou no faturamento. Em alguns casos, o valor da multa pode comprometer seriamente o caixa.

Além do prejuízo financeiro, a empresa fica impedida de obter a Certidão Negativa de Débitos (CND). Sem esse documento, você não consegue contratar com órgãos públicos, participar de licitações ou solicitar linhas de crédito. O CNPJ também pode ser declarado como inapto, o que bloqueia a emissão de notas fiscais.

Outro ponto crítico é que a falta de declaração coloca o sócio no radar da fiscalização federal. O cruzamento de dados entre a conta da empresa e a conta pessoal pode gerar notificações por omissão de rendimentos. Para evitar esse estresse, a transparência e a pontualidade devem ser as prioridades da gestão.

Dicas para organizar o IRPJ da sua empresa com o Santander

Nós sabemos que a rotina de um empreendedor é intensa e cuidar de cada detalhe tributário é desafiador. Por isso, o Santander oferece ferramentas tecnológicas que ajudam a manter a organização em dia. Através do nosso Internet Banking, você tem acesso a extratos detalhados para facilitar a vida do seu contador.

Centralizar suas movimentações em uma conta PJ robusta permite uma conciliação bancária mensal muito mais ágil e segura. Além disso, se você precisar de suporte para suas transações financeiras ou dúvidas sobre acesso, confira nossos canais de atendimento pessoa jurídica.

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Nossa equipe está pronta para oferecer o suporte necessário para que a sua empresa cresça de forma sustentável. Com as ferramentas certas, você reduz o tempo gasto com burocracia e ganha mais tempo para planejar o futuro do seu empreendimento, mantendo todas as obrigações fiscais rigorosamente em dia com o Leão.

Mantenha sua empresa em dia e evite surpresas com o Leão

Entender o funcionamento do imposto de renda pessoa jurídica é fundamental para qualquer gestor que deseja perenidade no mercado. Desde a escolha do regime tributário até a organização dos documentos, cada etapa reflete o compromisso com a transparência. O conhecimento protege o seu patrimônio e abre novas portas comerciais.

Neste artigo, você descobriu que o IRPJ incide sobre o lucro e exige uma organização contábil rigorosa para evitar prejuízos. Ao seguir essas orientações e contar com o apoio de parceiros especializados, o momento da declaração deixa de ser um peso. A regularidade fiscal é o alicerce para construir um negócio de sucesso.

Quer profissionalizar ainda mais o controle financeiro do seu negócio e garantir as melhores taxas para sua empresa? Abra sua Conta PJ no Santander agora mesmo e descubra um mundo de soluções feitas para impulsionar o seu sucesso!

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Atenção: as regras de tributação podem sofrer alterações. Para a declaração de 2026 (ano-base 2025), consulte sempre o manual atualizado da Receita Federal ou um contador de sua confiança. O Santander não se responsabiliza pelo preenchimento da sua declaração.

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