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por Equipe Santander

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Do lado esquerdo, a frase ‘qual o preço do produto?’. Do lado direito, ilustração de home pensando ao lado de grande quantia de dinheiro.

Encontrar o valor ideal para as mercadorias pode não ser uma tarefa muito fácil. Afinal, se você colocar um preço muito alto, pode afastar os clientes. Por outro lado, cobrar barato demais coloca em risco o futuro do negócio. É por isso que o markup é um grande aliado para equilibrar essa balança.

Muitos empreendedores acreditam que basta dobrar o custo de compra de um item para ter lucro. Mas essa conta rápida costuma esconder despesas silenciosas que pesam no bolso, como os impostos e as taxas de cartão. Aprender a calcular o preço do jeito certo protege o seu caixa e garante que cada venda traga retorno de verdade.

Neste artigo, vamos explicar como funciona a precificação de produtos, o passo a passo para calcular a taxa de markup na prática e como organizar seus custos para manter sua empresa competitiva no mercado.

O que é precificação de produtos?

A precificação vai muito além de apenas colar uma etiqueta com o valor na mercadoria. Ela é uma estratégia fundamental que define se a sua empresa vai conseguir se pagar, crescer e encarar a concorrência de igual para igual.

Um processo de precificação de produtos bem estruturado serve para encontrar o meio-termo ideal. O preço final precisa caber no bolso do seu cliente e, ao mesmo tempo, ser suficiente para cobrir todos os gastos da sua operação, gerando o lucro que você tanto espera.

Quando você trabalha com valores ajustados à realidade, ganha mais flexibilidade para fazer promoções e reagir aos preços dos concorrentes sem sair no prejuízo. Já a falta de critério nessa etapa cria uma falsa sensação de que o negócio vai bem, mas que se transforma em contas no vermelho no fim do mês.

O que é markup e como ele funciona?

O markup é um dos métodos mais práticos e tradicionais para definir preços. Ele funciona como um número multiplicador (um índice) que você aplica em cima do custo do produto para descobrir por quanto deve vendê-lo.

A grande vantagem de usar o markup como indicador é a segurança que ele traz para o seu dia a dia. Em vez de chutar um valor de cabeça ou ir no "achômetro", você usa uma taxa de marcação que já engloba, de forma proporcional, os seus impostos, os gastos com a estrutura do negócio e a sua margem de ganho.

Dessa forma, ao adotar o método, você garante que cada item vendido vai ajudar a pagar uma fatia das contas da empresa, protegendo o seu caixa de surpresas desagradáveis.

Como calcular o markup?

Para responder à dúvida sobre o que é o cálculo de markup, o ponto principal é olhar para dentro da sua própria empresa. Você vai precisar levantar os percentuais de tudo o que gasta para vender. Esse indicador não é um número mágico: ele reflete as suas despesas e o lucro que você deseja alcançar.

A estrutura base para encontrar essa taxa usa a seguinte fórmula matemática:

Para ficar mais fácil de entender, vamos para um exemplo prático. Imagine que a soma dos seus gastos variáveis (como impostos e comissões) seja de 20% sobre a venda, as despesas fixas representem 15% e o lucro que você quer ver no caixa seja de 15%. A soma de tudo dá 50% (ou 0,50 na fórmula).

Se o custo para comprar ou produzir esse item foi de R$50,00, basta multiplicar esse valor pelo markup encontrado (2). O seu preço de venda final será R$100,00.

Esse exemplo também responde a outra dúvida comum: o que é markup de 100%? Significa aplicar um multiplicador que dobra o custo inicial da mercadoria para cobrir o restante da estrutura e gerar o lucro.

Leia também: pró-labore: o que é e como funciona?

Identificação de custos fixos e variáveis

Para preencher a fórmula do markup corretamente e saber como precificar um produto, você precisa organizar os gastos da sua empresa em duas categorias básicas:

  • Custos (produção): é tudo o que você gasta diretamente para fabricar ou comprar a mercadoria (matéria-prima, embalagem do produto e o salário de quem produz);

  • Despesas (gestão e vendas): são os gastos para manter a estrutura rodando e para fazer o produto chegar até o cliente (marketing, materiais de escritório, funcionários, etc.).

Além disso, para o cálculo dar certo, precisamos entender como eles se comportam no mês:

  • Gastos fixos: são aquelas contas que você precisa pagar todo mês, vendendo muito ou vendendo pouco. O valor não muda só porque o faturamento subiu (como o aluguel do ponto, o condomínio e a internet);

  • Gastos variáveis: são os valores que acompanham o ritmo das suas vendas. Se você vender mais, eles sobem; se não vender nada, eles somem (como os impostos da nota fiscal, as taxas da maquininha de cartão e as comissões).

Qual é o markup ideal para o seu negócio?

Se você está buscando qual é o markup ideal, a resposta é: não existe uma receita de bolo ou um número que sirva para todo mundo. O índice perfeito é aquele calculado com base nas contas reais, nos impostos e na margem de lucro que a sua empresa precisa.

Porém, a matemática resolve apenas uma parte da jornada. Depois de descobrir o preço sugerido pelo markup, você precisa olhar se o mercado aceita esse valor. Afinal, são os clientes que dizem se o preço final está competitivo.

Se a sua conta der um valor muito mais alto do que a concorrência cobra, vai ser preciso agir. Você pode conversar com fornecedores para tentar um desconto na matéria-prima, cortar pequenos desperdícios no dia a dia ou aceitar uma margem de lucro um pouco menor no começo para o estoque não ficar encalhado.

Diferença entre markup e margem de lucro

Muitos empreendedores ainda confundem esses dois conceitos, mas eles mostram coisas bem diferentes na saúde financeira do seu negócio:

Conceito

Definição

Como se aplica

Markup

É o número multiplicador que você usa em cima do custo.

Você usa antes de vender, para montar o seu preço.

Margem de Lucro

É a porcentagem que sobra no seu caixa depois de pagar tudo.

Você descobre depois de vender, para ver o ganho real.

Em resumo: o primeiro olha do custo em direção ao preço que você vai cobrar. Já a margem faz o caminho de volta, mostrando o dinheiro que sobrou limpo para a empresa depois que a venda aconteceu.

Veja também: Get Tap: saiba como utilizar o recurso que transforma o celular em maquininha

Erros comuns na precificação de produtos

Errar na hora de dar preço aos produtos é um dos motivos que mais trazem problemas para o caixa das empresas. Fique atento a essas armadilhas para proteger o seu negócio:

  • Esquecer os impostos: não colocar as taxas fiscais na ponta do lápis destrói a sua margem de ganho sem você perceber;

  • Ignorar os gastos invisíveis: ficar no prejuízo por não contabilizar pequenas despesas diárias, acabando por gastar mais do que arrecada;

  • Não olhar a concorrência: definir valores sem pesquisar o mercado, correndo o risco de cobrar caro demais e perder vendas, ou barato demais e perder dinheiro;

  • Prender dinheiro em produto ruim: insistir em itens que dão prejuízo em vez de mudar o catálogo ou criar combos com os produtos que mais saem;

  • Trocar os conceitos: tratar a taxa de marcação (como o markup) e a margem de lucro como se fossem a mesma coisa, errando na previsão de receitas da empresa.

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Calcular o markup do jeito certo exige organização e ferramentas que facilitem o controle do seu fluxo de caixa. Afinal, saber exatamente quanto entra e acompanhar os gastos variáveis é o primeiro passo para o sucesso das suas vendas.

Para ajudar o seu negócio a crescer, o Santander oferece soluções bancárias feitas sob medida para as empresas, permitindo que você controle a sua movimentação financeira de forma simples e rápida.

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Fontes: Sebrae

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