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por Equipe Santander

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Do lado direito, a frase ‘entenda o DUT’. Do lado esquerdo, ilustração de mulher empurrando carro.

Você finalmente encontrou o automóvel dos seus sonhos ou decidiu que é hora de passar o seu atual para frente, mas se deparou com uma sopa de letrinhas burocrática. Entender o que é dut costuma ser a primeira grande dúvida de quem entra no mercado de compra e venda, gerando uma certa insegurança sobre como garantir que a transação seja juridicamente segura e sem dores de cabeça futuras.

Nós sabemos que lidar com papelada de cartório e vistorias pode parecer um desafio desnecessário em um mundo cada vez mais digital, mas esses processos existem para proteger o seu patrimônio e o seu dinheiro. O documento único de transferência é a peça-chave dessa engrenagem, sendo o registro oficial de que um bem mudou de mãos e que todas as responsabilidades sobre ele agora pertencem a outra pessoa.

Neste guia completo, a gente vai desmistificar cada detalhe deste formulário, explicando as diferenças entre os modelos antigos de papel e os novos formatos digitais, além de trazer um passo a passo para você não errar no preenchimento. Queremos que você finalize sua negociação com total tranquilidade, transparência e segurança jurídica. Acompanhe.

Afinal, o que é o DUT do veículo?

O termo DUT é a sigla para Documento Único de Transferência. Ele é, essencialmente, a certidão que formaliza a transferência de propriedade de um veículo de uma pessoa (ou empresa) para outra. Sem esse registro, a venda pode até acontecer no "fio do bigode" ou mediante pagamento, mas perante a lei e os órgãos de trânsito, o carro continua legalmente vinculado ao antigo dono.

A importância do dut veiculo o se dá, então, pela garantia de segurança para ambas as partes envolvidas:

  • Para o vendedor: é a prova cabal de que ele não é mais o responsável por multas, pontos na CNH ou impostos gerados após a data da entrega das chaves.

  • Para o comprador: o documento é a garantia de que o dut carro agora está associado ao seu nome, permitindo que ele possa circular livremente, contratar seguros compreensivos ou até mesmo oferecer o veículo como garantia em um financiamento futuro.

Ignorar a regularização deste documento pode resultar em apreensões em blitzes e problemas judiciais complexos para reaver a posse do bem.

Para que serve o Documento Único de Transferência na prática?

O Documento Único de Transferência serve para formalizar a mudança de propriedade de um veículo perante os órgãos de trânsito, funcionando como um comprovante jurídico de compra e venda. Na prática, ele é o instrumento que transfere a responsabilidade civil e administrativa do automóvel, garantindo que o novo dono assuma os futuros débitos e obrigações, enquanto protege o antigo proprietário de cobranças indevidas após a entrega do bem.

A funcionalidade deste documento no dia a dia se divide em três pilares fundamentais:

  • Encerramento de Vínculo Administrativo: ao preencher o documento com os dados do comprador e a data da transação, você interrompe o vínculo com o veículo. Isso evita que cobranças de IPVA, taxas de licenciamento e multas continuem sendo emitidas no seu CPF ou CNPJ;

  • Atualização do Sistema Nacional (Renavam): o documento é o meio pelo qual o Detran atualiza a base de dados do Registro Nacional de Veículos Automotores. Sem essa atualização sistêmica, o governo não tem como saber que o automóvel mudou de mãos;

  • Segurança contra Fraudes: por exigir obrigatoriamente o reconhecimento de firma por autenticidade em cartório, o documento dificulta vendas duplicadas ou a transferência de veículos roubados e clonados, uma vez que as duas partes precisam provar fisicamente sua identidade diante de um tabelião.

Qual a diferença entre DUT e CRV?

A principal diferença é que o CRV (Certificado de Registro de Veículo) é o documento que comprova a propriedade do veículo enquanto ele está com você, enquanto o DUT (Documento Único de Transferência) é o formulário de transferência utilizado apenas no momento da venda. Na prática, nos modelos emitidos até 2020, ambos fazem parte da mesma folha de papel-moeda verde: a frente é o CRV e o verso é o DUT.

Para não haver confusão na hora de lidar com a papelada, entenda a função de cada um:

O Certificado de Registro de Veículo (CRV)

O CRV é considerado a "certidão de nascimento" do seu carro. Ele é a parte frontal do documento verde (papel-moeda) e contém todas as características técnicas do veículo, como chassi, cor, modelo e o nome do proprietário atual. Sua função principal é comprovar a propriedade do bem enquanto ele está sob sua posse.

Diferente do documento de licenciamento, o CRV não deve ser carregado dentro do veículo. A orientação é que ele seja guardado em um local seguro em sua residência, pois ele é o título que garante que você é o dono. Se você perder esse papel, precisará solicitar uma segunda via paga para conseguir vender o automóvel futuramente.

O Documento Único de Transferência (DUT)

Já o DUT é o formulário que fica localizado no verso do CRV. Ele é um espaço em branco que só deve ser preenchido no exato momento em que você decide passar o veículo para outra pessoa. É através deste campo preenchido que o antigo dono autoriza oficialmente o Detran a transferir o registro do bem para o comprador.

Em resumo, enquanto o CRV prova que você é o dono hoje, o DUT é a ferramenta que permite que você deixe de ser o proprietário amanhã. Nos modelos digitais novos, essa distinção física acabou, mas a lógica jurídica permanece: você tem um título de posse eletrônico e uma autorização de transferência que só é gerada na venda.

A evolução para o digital: o que é o ATPV-e?

A partir de 4 de janeiro de 2021, o tradicional "papel verde" foi oficialmente digitalizado para todos os veículos novos ou transferidos após essa data. Para esses casos, o antigo DUT foi substituído pela ATPV-e (Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo Eletrônica). Essa mudança visa desburocratizar o processo e aumentar a segurança contra perdas e extravios físicos.

Diferente do modelo antigo, que você já recebia e guardava em casa assim que comprava o carro, a ATPV-e só passa a existir no momento em que a venda realmente acontece. O proprietário deve solicitar a emissão desse documento pelo portal do Detran ou pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito, informando os dados exatos do novo comprador e o valor final da negociação.

Essa digitalização trouxe mais agilidade, mas não eliminou totalmente a necessidade de formalização. Mesmo sendo gerada digitalmente, a autorização muitas vezes precisa ser impressa em papel comum e ter as firmas reconhecidas em cartório, a menos que as partes utilizem a assinatura eletrônica avançada via conta Gov.br (nos níveis Prata ou Ouro), o que torna o processo 100% online.

Como preencher o DUT (ou ATPV-e) corretamente?

Preencher o documento de transferência exige foco total para evitar rasuras que invalidam o formulário e geram custos com a emissão de uma segunda via. Se você possui o documento físico (papel verde), utilize uma caneta esferográfica preta e siga estas etapas:

1. Identificação do comprador

Escreva o nome completo de quem está comprando, exatamente como consta no RG ou CNH, sem utilizar qualquer tipo de abreviação.

2. Documentação e endereço

Insira o número do CPF (ou CNPJ), o RG e o endereço residencial completo do novo proprietário do veículo.

3. Valor da venda

Informe o preço exato acordado na negociação. Nunca deixe este campo em branco ou preencha com valores simbólicos para evitar problemas com o Fisco.

4. Local e data

Indique o município e o dia em que o negócio está sendo formalizado. Esses dados determinam o início do prazo legal de transferência.

5. Assinatura no cartório

Jamais assine o documento em casa. A assinatura de ambas as partes deve ser feita obrigatoriamente na presença do tabelião para o reconhecimento de firma por autenticidade.

Passo a passo para transferir um veículo usando o DUT

A transferência de um automóvel não acontece de forma instantânea no momento em que o dinheiro cai na conta. Existe um rito legal que precisa ser seguido rigorosamente para que o novo dono receba o documento atualizado e o antigo dono fique livre de responsabilidades. Acompanhe as etapas fundamentais desse processo logo abaixo.

1. Vistoria veicular

A primeira etapa prática, geralmente realizada pelo comprador logo após a assinatura do documento, é a vistoria de transferência. Ela deve ser feita obrigatoriamente em uma Empresa Credenciada de Vistoria (ECV), e tem o objetivo de verificar se o chassi, o número do motor e os itens de segurança (como cintos, pneus e iluminação) estão de acordo com a lei.

O laudo emitido pela vistoria tem validade limitada, geralmente variando entre 30 a 60 dias conforme o estado. Sem esse laudo aprovado e inserido no sistema do Detran, o órgão não aceita o protocolo do pedido de transferência. É uma segurança fundamental para o comprador saber que não está adquirindo um veículo adulterado ou em condições precárias.

2. Pagamento de taxas e débitos pendentes (IPVA, licenciamento e multas)

Para que a transferência seja concluída com sucesso, o veículo precisa estar "limpo" perante o fisco. Isso significa que todos os débitos devem ser quitados integralmente. O IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), o licenciamento do ano vigente e quaisquer multas que constem no prontuário precisam ser pagos antes do pedido final.

É muito comum que comprador e vendedor negociem entre si quem arcará com esses custos, mas, para o sistema do Detran, o que importa é a baixa bancária. O Santander oferece soluções práticas para o parcelamento de débitos veiculares, o que pode ajudar a destravar essa etapa da negociação de forma mais leve para o orçamento das partes envolvidas.

3. Prazo para transferência

Existe uma regra de ouro no Código de Trânsito Brasileiro: o comprador tem exatamente 30 dias corridos para finalizar a transferência de propriedade após a data de assinatura registrada no DUT. Se esse prazo for ultrapassado, o novo proprietário comete uma infração de natureza média, sujeita a multa e impossibilidade de licenciar o veículo até a regularização.

Para o vendedor, a recomendação de segurança é realizar a "Comunicação de Venda" imediatamente após a entrega do documento assinado. Esse ato avisa ao Detran que o carro mudou de dono. Assim, se o comprador não fizer a parte dele no prazo legal, o vendedor está blindado contra multas ou problemas jurídicos que ocorram após aquela data.

Perdi o DUT do carro, e agora? Saiba como tirar a 2ª via

Perder o documento único de transferência é uma situação incômoda que gera ansiedade, especialmente se você estiver no meio de uma negociação. No entanto, o processo de recuperação é claro e estruturado. Seja por furto, extravio ou danos físicos (como o papel ter molhado, por exemplo) o importante é agir com rapidez para evitar o uso indevido dos seus dados.

Abaixo, preparamos um guia prático para você solicitar a nova documentação sem erros.

Passo a passo para tirar a 2ª via do documento

1. Registre um Boletim de Ocorrência (B.O.): Este é o primeiro e mais importante passo para sua segurança. Acesse o portal da delegacia eletrônica do seu estado e registre a ocorrência selecionando a opção "perda de documentos". Isso protege você caso o documento antigo seja usado de forma fraudulenta.

2. Solicite o serviço no Detran: Com o B.O. em mãos, acesse o site do Detran ou agende um atendimento presencial para pedir a 2ª via do CRV/DUT. Fique atento, pois este serviço envolve o pagamento de uma taxa de emissão específica que varia conforme o estado.

3. Realize uma nova vistoria: Para emitir o novo documento, o órgão de trânsito exige uma nova vistoria veicular. Esse procedimento serve para comprovar que o veículo ainda está sob sua posse legítima e mantém as características originais de segurança.

4. Atenção à transição digital: Se o seu carro ainda usava o antigo "papel verde", saiba que a 2ª via já será emitida no novo formato 100% digital (ATPV-e). Esteja preparado para essa modernização e guarde sempre o comprovante de solicitação, pois ele serve como prova de boa-fé caso você precise justificar a demora em uma venda em andamento.

Cuidados para evitar fraudes na hora de assinar o documento

O mercado de veículos usados infelizmente é alvo constante de golpistas, por isso a atenção com o dut carro deve ser total. Uma regra de ouro é: nunca entregue o documento assinado e com firma reconhecida ao comprador antes de confirmar que o dinheiro está disponível na sua conta. Espere a compensação total, especialmente em transações via TED ou PIX.

Outra fraude comum é o "golpe do intermediário", onde alguém finge estar comprando o carro para um terceiro. Nesses casos, o golpista pode pedir para você declarar um valor menor no DUT ou omitir informações. Não aceite. O documento deve refletir fielmente a realidade da transação financeira: quem pagou, quanto pagou e em qual data o negócio foi fechado.

Confira alguns pontos extras de atenção para garantir sua segurança:

  • Confira se os dados do comprador no DUT batem com o documento de identidade original.

  • Jamais aceite assinar o documento em branco, deixando para o comprador preencher depois.

  • Prefira realizar o reconhecimento de firma em cartórios com boa estrutura e segurança.

  • Tire sempre uma foto ou cópia autenticada do DUT já assinado para seu arquivo pessoal.

Vai comprar ou vender seu carro? Conte com o Santander

Agora que você já domina o que é dut e conhece todos os trâmites para uma transferência segura, o próximo passo é viabilizar o seu negócio. Se você é o comprador, nós temos linhas de crédito automotivo com taxas competitivas e prazos flexíveis, permitindo que você conquiste seu novo carro sem precisar desequilibrar suas economias ou reserva de emergência.

Para quem está vendendo, a segurança de receber o valor integral e à vista por meio de um financiamento bancário é um diferencial imbatível. Nós cuidamos da parte burocrática da liberação do crédito para o comprador, garantindo que o vendedor receba o dinheiro de forma rápida e segura. É a parceria ideal para quem busca agilidade no mercado automotivo.

Além do financiamento, o Santander oferece serviços que auxiliam na proteção do seu novo patrimônio, como seguros auto completos e assistência 24h. Assim, desde o momento em que o documento único de transferência é assinado até as suas primeiras viagens em família, você conta com o apoio sólido de quem entende de mercado, segurança e pessoas.

Conclusão: documentação em dia é sinônimo de tranquilidade

Dominar o processo burocrático de um veículo é a melhor forma de proteger seu investimento e evitar estresse desnecessário. O DUT, seja ele no papel verde tradicional ou no formato eletrônico ATPV-e, é muito mais que um formulário; é o seu seguro jurídico para uma transação sem sustos. Ao seguir os prazos e preencher os dados com calma, você evita multas e problemas futuros.

Manter a documentação em ordem não apenas facilita a sua vida, mas também valoriza o seu bem na hora da revenda, transmitindo confiança para o mercado. Afinal, transparência é a base de qualquer bom negócio. Esperamos que este conteúdo tenha esclarecido suas dúvidas e deixado você muito mais seguro para lidar com a papelada do seu automóvel.

Quer facilitar ainda mais a sua vida financeira e garantir as melhores condições para o seu próximo veículo? Descubra as opções de financiamento do Santander e dê o próximo passo rumo à sua conquista agora mesmo!

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