Atualizado em 16-03-2026

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Do lado esquerdo, a frase ‘o que é uma microempresa?’. Do lado direito, ilustração de uma pessoa mexendo no computador.

Abrir o próprio negócio é o sonho de muitos brasileiros, mas o caminho da formalização costuma gerar dúvidas técnicas. Entre as diversas siglas e categorias existentes no país, a microempresa (ME) se destaca como o passo ideal para quem deseja crescer com segurança jurídica, organização financeira e suporte tributário adequado.

Neste guia completo, você vai entender o que é microempresa, quais são os limites de faturamento, como funciona a tributação e como abrir uma microempresa de forma correta, permitindo que você foque no que realmente importa: o sucesso do seu empreendimento.

O que é Microempresa (ME) e suas características principais

A microempresa é uma categoria empresarial voltada para negócios de pequeno porte que já superaram o teto do MEI ou que já nascem com uma estrutura mais robusta de faturamento e operação. Diferente do trabalhador informal ou do microempreendedor individual, a ME permite uma atuação mais ampla no mercado.

Entender o que é microempresa ajuda o empreendedor a escolher o enquadramento correto desde o início e a evitar problemas fiscais no futuro.

O que define uma Microempresa (ME)?

De acordo com a Lei Complementar nº 123/2006, conhecida como Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o principal critério que define uma ME é a sua receita bruta anual. Além do limite de faturamento, a microempresa:

  • Pode ter sócios;

  • Pode contratar mais funcionários;

  • Tem acesso a mais atividades econômicas do que o MEI;

  • Pode optar por regimes tributários simplificados, como o Simples Nacional.

No comércio e nos serviços, a ME pode ter até 9 funcionários, enquanto na indústria esse número pode chegar a 19.

Diferenças essenciais: MEI, ME e EPP

Embora pareçam semelhantes, as categorias possuem diferenças importantes:

  • MEI (Microempreendedor Individual): faturamento de até R$81 mil por ano, apenas um funcionário e restrições de atividades.

  • ME (Microempresa): faturamento de até R$360 mil por ano, possibilidade de sócios e maior número de empregados.

  • EPP (Empresa de Pequeno Porte): faturamento entre R$360 mil e R$4,8 milhões por ano.

Escolher o enquadramento correto evita desenquadramentos inesperados e problemas com o Fisco.

As vantagens e desafios de uma Microempresa

Entre as principais vantagens da microempresa estão:

  • Menor carga tributária em comparação a regimes tradicionais;

  • Mais credibilidade junto a clientes e fornecedores;

  • Possibilidade de acesso a linhas de crédito específicas para empresas.

Além das vantagens tributárias, a microempresa também pode ter acesso a programas de incentivo ao crédito voltados para pequenos negócios. Um exemplo é o Pronampe, iniciativa criada para facilitar o financiamento de microempresas e empresas de pequeno porte, oferecendo condições específicas para apoiar capital de giro e investimentos.

Entender como funciona esse tipo de programa ajuda o empreendedor a planejar melhor o crescimento do negócio.

Leia também: O que é o Pronampe e quais são as regras?

Faturamento e limites da Microempresa

Compreender qual o faturamento da microempresa é essencial para manter a regularidade do negócio e garantir um crescimento sustentável.

Qual o limite de faturamento anual para ME?

Atualmente, o limite de faturamento para uma microempresa é de R$360 mil por ano, o que representa uma média mensal de até R$30 mil.

Esse teto permite que negócios em fase de crescimento tenham uma boa margem para expandir suas operações sem a necessidade imediata de mudança de categoria.

O que acontece ao exceder o limite?

Caso a microempresa ultrapasse o limite anual permitido, ela deverá ser reenquadrada como Empresa de Pequeno Porte (EPP). Esse processo precisa ser comunicado à Receita Federal para que os impostos passem a ser calculados de acordo com a nova faixa de faturamento, e ignorar esse reenquadramento pode gerar multas e problemas fiscais.

A importância da gestão financeira para o faturamento

Manter um controle rigoroso do fluxo de caixa é fundamental. Saber exatamente quanto uma microempresa paga de imposto por mês, acompanhar receitas e despesas e monitorar margens de lucro permite decisões mais estratégicas e reduz riscos financeiros.

Como abrir sua Microempresa: passo a passo

Saber como abrir uma microempresa exige atenção a algumas etapas burocráticas, mas o processo pode ser simples com o apoio adequado.

Veja os principais passos:

  • Escolha da natureza jurídica: Empresário Individual (EI) ou Sociedade Limitada (LTDA).

  • Definição das atividades (CNAE): escolha correta dos códigos que representam o negócio.

  • Contratação de um contador: profissional indispensável para elaborar o contrato social e orientar sobre impostos.

  • Registro na Junta Comercial: etapa que oficializa a empresa.

  • Obtenção do CNPJ: realizada junto à Receita Federal.

  • Alvarás e licenças: verificação com a prefeitura e outros órgãos, conforme a atividade.

Cumpridas essas etapas, a empresa já pode operar formalmente.

Regime tributário e impostos para Microempresas (Simples Nacional)

A maioria das microempresas opta pelo Simples Nacional, um regime que unifica o pagamento de diversos tributos em uma única guia mensal, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Entre os impostos incluídos estão:

  • IRPJ;

  • CSLL;

  • PIS/Pasep;

  • Cofins;

  • IPI;

  • ICMS ou ISS;

  • Contribuição Previdenciária Patronal (CPP).

Leia também: Simples Nacional: o que é e como funciona?

As alíquotas variam conforme o faturamento e o setor de atuação, mas costumam ser mais vantajosas para pequenos negócios em início de operação.

Quando é a hora de migrar do MEI para ME?

Muitos empreendedores começam como MEI, mas o crescimento do negócio torna necessária a mudança. Saber como mudar de MEI para microempresa evita irregularidades e garante continuidade nas operações.

O processo de desenquadramento e migração

A migração pode acontecer por escolha do empreendedor ou de forma obrigatória, quando o faturamento ultrapassa R$ 81 mil por ano. O processo envolve:

  • Solicitação de desenquadramento no Portal do Simples Nacional;

  • Atualização dos dados na Junta Comercial;

  • Adequação do regime tributário e das obrigações fiscais.

Leia também: Sou MEI e quero mudar para ME, o que fazer?

Novas responsabilidades e oportunidades como ME

Ao se tornar ME, o empreendedor ganha mais flexibilidade para crescer, contratar funcionários e participar de contratos maiores. Em contrapartida, surgem novas responsabilidades contábeis e fiscais, que exigem uma gestão mais profissional.

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Formalizar o negócio é um passo importante para acessar soluções financeiras que apoiam o crescimento. O Santander oferece produtos e serviços pensados para microempresas, facilitando desde a gestão do dia a dia até o acesso a crédito e meios de pagamento.

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