Abrir o próprio negócio é o sonho de muitos brasileiros, mas o caminho da formalização costuma gerar algumas dúvidas. O primeiro passo para tirar uma ideia do papel e transformá-la em uma empresa de sucesso é entender, exatamente, o que é pessoa jurídica e qual sua diferença em relação à pessoa física.
Muito além de um termo burocrático, a formalização é a chave que abre portas para o crescimento sustentável, o acesso ao crédito e a proteção do seu patrimônio. Neste guia, vamos explorar tudo o que você precisa saber sobre o universo PJ, desde os tipos existentes até as dicas práticas para gerir suas finanças direto pelo celular!
O que é pessoa jurídica?
A pessoa jurídica é uma entidade formada por um ou mais indivíduos (ou até por outras empresas) que possui uma finalidade específica. Ela nasce a partir de um registro oficial nos órgãos competentes, ganhando uma "personalidade" própria perante a lei, independente das pessoas físicas que a compõem.
Isso significa que a empresa passa a ter direitos e deveres, pode assinar contratos, contratar funcionários, pagar impostos e possuir patrimônio próprio. Quando você se pergunta o que é pessoa jurídica na prática, pense nela como o "CPF da sua empresa" - identificado pelo CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) - que permite que o seu negócio opere legalmente no mercado.
Pessoa jurídica ou física: as principais diferenças
É muito comum confundir os conceitos de pessoa jurídica ou física, especialmente para quem trabalha de forma autônoma. No entanto, as distinções são fundamentais para a segurança do empreendedor:
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Identificação: a pessoa física é identificada pelo CPF e representa o indivíduo desde o nascimento. A PJ é identificada pelo CNPJ e surge a partir do registro do contrato social ou estatuto;
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Patrimônio: em muitos modelos de PJ, o patrimônio da empresa é separado dos bens pessoais do sócio. Isso protege o seu carro ou sua casa caso a empresa enfrente dificuldades financeiras;
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Tributação: enquanto a pessoa física paga Imposto de Renda (IRPF) que pode chegar a 27,5%, a pessoa jurídica conta com regimes tributários específicos, como o Simples Nacional, que podem oferecer alíquotas bem menores para faturamentos iniciais.
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Capacidade de atuação: como PJ, você pode emitir notas fiscais, participar de licitações públicas e vender para outras empresas que exigem formalização.
Quando é o momento de se tornar uma pessoa jurídica?
Muitos profissionais começam na informalidade, mas chega um ponto no qual o crescimento exige a transição. O momento ideal para entender o que é pessoa jurídica e fazer a migração é quando o seu faturamento mensal começa a crescer ou quando você sente a necessidade de profissionalizar a gestão.
Se você presta serviços e seus clientes começam a solicitar nota fiscal, ou se você deseja contratar um colaborador, a formalização deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade estratégica. Além disso, separar as contas pessoais das profissionais é o primeiro passo para uma saúde financeira duradoura.
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Tipos de pessoa jurídica
Para entender quais são os tipos de pessoa jurídica e escolher o formato ideal, é preciso analisar o faturamento previsto, se você terá sócios e qual o ramo de atividade. Confira os modelos mais comuns no Brasil:
Microempreendedor individual (MEI)
O MEI é a forma mais simples de se tornar uma pessoa jurídica. Ele foi criado para formalizar autônomos com um faturamento de até R$ 81 mil por ano. A grande vantagem é o pagamento de um valor fixo mensal de impostos (DAS) e a facilidade de gerir tudo digitalmente.
Empresário individual (EI)
Diferente do MEI, o EI não possui limite de faturamento tão restrito, mas o empreendedor responde com seus bens pessoais pelas dívidas da empresa. É indicado para quem atua sozinho, mas já superou o teto do faturamento do Microempreendedor Individual.
Sociedade limitada unipessoal (SLU)
A SLU é uma excelente alternativa para quem não quer sócios. Ela une a agilidade de empreender sozinho com a segurança de que o patrimônio pessoal fica protegido (separado do patrimônio da empresa), sem a exigência de um capital social mínimo elevado.
Sociedade limitada (LTDA)
Este é o modelo mais utilizado por quem tem um ou mais sócios. A responsabilidade de cada um é limitada ao valor de suas quotas, trazendo segurança jurídica para o grupo. É um formato flexível e que se adapta a diversos tamanhos de negócio.
Outros tipos: sociedade anônima (S.A.), cooperativas, etc
Existem ainda estruturas mais complexas. A Sociedade Anônima (S.A.) é voltada para grandes empresas que dividem seu capital em ações. Já as Cooperativas são associações de pessoas com interesses comuns, sem fins lucrativos diretos para a entidade, mas sim para os cooperados.
Para facilitar sua decisão, confira abaixo as principais diferenças entre os modelos mais procurados por quem está descobrindo o que é pessoa jurídica:
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Tipo de Empresa |
Limite de Faturamento Anual |
Número de Sócios |
Separação de Bens |
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MEI |
Até R$ 81 mil |
Apenas 1 (o titular) |
Não (bens misturados) |
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EI |
Até R$ 4,8 milhões (EPP) |
Apenas 1 (o titular) |
Não (bens misturados) |
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SLU |
Sem limite específico* |
Apenas 1 (o titular) |
Sim (bens protegidos) |
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LTDA |
Sem limite específico* |
2 ou mais sócios |
Sim (bens protegidos) |
*O limite dependerá do regime tributário escolhido (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real).
As principais vantagens de ser PJ
Formalizar-se como pessoa jurídica traz benefícios que vão muito além da legalidade:
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Credibilidade no mercado: empresas e fornecedores preferem negociar com quem possui CNPJ;
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Economia tributária: dependendo do seu faturamento, pagar impostos como PJ sai muito mais barato do que como pessoa física;
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Acesso a crédito: instituições financeiras oferecem linhas de crédito específicas para empresas, com taxas e prazos diferenciados para investimento;
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Segurança previdenciária: o empreendedor PJ garante direitos como aposentadoria, auxílio-doença e licença-maternidade.
Ao buscar qual o melhor banco para pessoa jurídica, você deve priorizar aquele que oferece soluções digitais que facilitem essa rotina, permitindo que você foque no que realmente importa: vender mais.
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Os desafios e responsabilidades da PJ
Apesar da simplicidade, ser uma pessoa jurídica exige disciplina e organização. Ao abrir um CNPJ, você assume obrigações acessórias, como a entrega de declarações anuais, o pagamento de taxas de licenciamento e a necessidade (na maioria dos casos) de manter um acompanhamento contábil.
A responsabilidade técnica e o cumprimento de prazos são essenciais para evitar multas. Por isso, ter o apoio de tecnologia e uma conta bancária integrada ajuda a não perder nenhum vencimento.
Dicas financeiras essenciais para a pessoa jurídica
Para o seu negócio prosperar, a gestão financeira precisa ser impecável. Aprenda algumas práticas fundamentais:
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Separação total: nunca misture o dinheiro do aluguel da sua casa com o pagamento do fornecedor da empresa. Tenha contas bancárias distintas.
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Fluxo de caixa: monitore diariamente as entradas e saídas. Saiba exatamente quanto dinheiro você terá disponível na próxima semana.
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Reserva de emergência: assim como na vida pessoal, a empresa precisa de um "fôlego" para imprevistos ou meses de baixa sazonalidade.
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Use a tecnologia a seu favor: gerencie sua conta, faça Pix, pague boletos e antecipe recebíveis direto pelo aplicativo do banco. Isso economiza tempo e evita burocracias desnecessárias.
Entender o que é pessoa jurídica é apenas o começo da sua jornada empreendedora. Com planejamento e o parceiro financeiro certo, os desafios se tornam degraus para o sucesso do seu negócio.
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