Atualizado em 13-07-2026

por Equipe Santander

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Do lado direito, a frase ‘preço do divórcio’. Do lado esquerdo, ilustração de homem e mulher conversando.

Planejar o encerramento de um ciclo matrimonial exige maturidade e, principalmente, uma análise acerca de quanto custa um divórcio. Identificar os gastos envolvidos nessa transição é o primeiro passo para realizar tudo com segurança, garantindo que o seu patrimônio e seus planos futuros permaneçam protegidos durante todo o processo.

A lei do divórcio no Brasil oferece caminhos distintos que variam conforme a situação familiar e o grau de acordo entre o casal. Seja pela via judicial ou extrajudicial, cada escolha reflete em taxas específicas, honorários profissionais e prazos que impactam a sua realidade financeira e a gestão dos seus recursos.

Este guia detalha os principais custos, as etapas burocráticas e as ferramentas que podem auxiliar a organizar suas contas com o suporte do banco. Entenda as diferenças entre as modalidades e aprenda a gerir suas finanças de forma estratégica para essa nova jornada de vida. Acompanhe!

Quais são os tipos de divórcio?

Definir a modalidade adequada é o ponto de partida para estimar quanto custa um divórcio, já que o formato do processo altera os custos envolvidos. A legislação brasileira atual prevê duas vias principais: a judicial, realizada perante um juiz, e a extrajudicial, feita diretamente no cartório de notas.

A escolha entre esses caminhos depende de fatores como a existência de filhos menores, o consenso sobre a divisão de bens e a agilidade desejada pelos cônjuges. Quando existe harmonia nas decisões, os custos tendem a ser mais previsíveis, facilitando o planejamento do orçamento individual durante a separação definitiva.

Caso a relação tenha sido formalizada apenas como união estável, as regras para a dissolução seguem padrões similares aos do casamento civil. O Santander preparou uma explicação detalhada sobre as minúcias de cada procedimento para que você tome a decisão mais adequada para o seu momento.

Divórcio judicial

O divórcio judicial é obrigatório sempre que o casal possui filhos menores de idade ou indivíduos incapazes sob sua responsabilidade direta. Essa exigência existe para que o Ministério Público e o juiz garantam a proteção dos direitos dos dependentes, como a guarda e a pensão alimentícia.

Essa via também é o destino de casais que apresentam divergências sobre a partilha do patrimônio acumulado ao longo da união. O processo pode ser consensual, quando há acordo, ou litigioso, que costuma ser mais extenso e demandar um investimento financeiro superior em virtude da complexidade processual.

Divórcio extrajudicial

A modalidade extrajudicial representa uma alternativa simplificada, permitindo que a dissolução ocorra por meio de uma escritura pública assinada em cartório. Para utilizar esse recurso, o casal deve estar em total acordo sobre os termos da separação e possuir plena capacidade civil, sem a presença de filhos menores.

Embora ocorra administrativamente, a presença de um advogado permanece indispensável por lei, assegurando que os interesses de cada parte recebam o devido amparo técnico e jurídico.

Leia também: Como financiar a compra de um imóvel?

Como dar entrada em um divórcio?

Entender como dar entrada em um divórcio começa pela organização da documentação pessoal e dos comprovantes de propriedade de todos os bens do casal. Ter esses registros em mãos agiliza a análise do advogado e reduz as chances de atrasos que poderiam elevar as despesas com o processo. Confira algumas dicas:

  1. Contrate um advogado para orientar sobre a estratégia jurídica ideal para o seu caso específico;

  2. Reúna a certidão de casamento atualizada, documentos de identidade, CPFs e comprovantes de residência dos dois cônjuges;

  3. Elabore um inventário detalhado de bens, incluindo imóveis, veículos, investimentos bancários e possíveis dívidas pendentes;

  4. Defina se o procedimento seguirá pela via do cartório ou se a estrutura judicial é exigida pela lei;

  5. Efetue o pagamento das guias de custas ou emolumentos cartorários para oficializar o início da tramitação legal.

Quanto custa um divórcio no cartório?

Os valores dos emolumentos, que são as taxas cobradas pelo serviço notarial, variam conforme a tabela de cada estado e o valor do patrimônio envolvido.

Em casos onde ocorre a divisão desigual de bens, é necessário considerar o pagamento do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação). Se uma parte recebe uma parcela maior do patrimônio do que o previsto na meação, a Receita Estadual entende que houve uma doação, incidindo o imposto correspondente.

O valor total pago ao cartório costuma ser mais acessível do que as taxas judiciárias acumuladas em processos de longa duração, favorecendo a organização financeira de curto prazo.

Quanto custa um divórcio judicial?

Para calcular com precisão quanto custa um divórcio judicial, é necessário analisar as taxas judiciárias cobradas pelo tribunal de cada estado. Esses custos são calculados sobre o valor da causa, que corresponde ao somatório do patrimônio que será discutido ou dividido durante a ação perante o juiz.

Em processos litigiosos, os gastos podem ser elevados devido à necessidade de perícias técnicas, avaliações de imóveis e gastos com deslocamentos para audiências. Os honorários advocatícios também acompanham essa complexidade, já que o profissional precisará atuar em diversas etapas processuais, incluindo réplicas, recursos e defesas de interesses patrimoniais específicos.

Quem paga os custos do divórcio?

No divórcio consensual, o mais comum é que as partes dividam todos os custos de forma igualitária, compartilhando inclusive os gastos com um único advogado para ambos.

Já em situações onde não há acordo inicial, quem propõe a ação judicial realiza o pagamento para viabilizar o protocolo. Ao final do processo, o juiz pode determinar que a parte vencida reembolse os valores gastos pela outra, seguindo os princípios de sucumbência estabelecidos na legislação brasileira.

É possível divorciar sem advogado?

A legislação brasileira estabelece que a presença de um advogado é obrigatória em qualquer modalidade de divórcio, seja no fórum ou no cartório. O profissional é o responsável por garantir que o acordo respeite as normas vigentes e que a partilha dos bens aconteça de forma legal e segura para os dois.

Pessoas que comprovem baixa renda e impossibilidade de pagar as taxas podem recorrer à Defensoria Pública para obter assistência jurídica gratuita. Essa alternativa assegura que o acesso à justiça ocorra independentemente da condição financeira, permitindo que a dissolução do vínculo aconteça com o devido acompanhamento técnico necessário.

Confira também: O que é e como fazer uma reserva de emergência?

Organize sua nova fase financeira com o Santander

Agora que você já sabe quanto custa um divórcio, o próximo passo é focar no seu novo planejamento financeiro individual. Este momento de transição é ideal para revisar seus objetivos, ajustar o orçamento às novas despesas e utilizar ferramentas bancárias que facilitem o controle total do seu dinheiro.

Se você já é cliente, use nossas soluções para gerenciar suas finanças. Mas se você ainda não é, chegou a hora de abrir a sua conta e aproveitar todas as vantagens que o Santander tem a oferecer em todas as etapas da sua jornada.

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*Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional, não constituindo aconselhamento jurídico ou financeiro formal por parte do Santander.

Fonte: Jusbrasil

 

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