Você dedicou tempo no planejamento, criou um conceito e escolheu o nome para sua empresa, porém sente receio de que outra pessoa utilize essa mesma identidade? O processo de registro de marca surge para solucionar essa preocupação e trazer segurança jurídica.
Confira os próximos tópicos para entender o funcionamento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e aprenda a realizar a pesquisa de disponibilidade de maneira técnica. Vamos detalhar as taxas envolvidas, os documentos exigidos e as etapas que transformam seu projeto em uma propriedade reconhecida. Continue a leitura!
O que é uma marca registrada?
Uma marca registrada consiste em um sinal visualmente perceptível que serve para distinguir produtos ou serviços de outros semelhantes, independentemente da origem. No Brasil, essa proteção ocorre através da Lei 9.279/96, que estabelece as regras da propriedade industrial e assegura ao titular o direito de uso exclusivo.
Essa exclusividade permite que sua empresa se destaque no mercado e evita confusões por parte dos consumidores durante a jornada de compra. A natureza dessa proteção jurídica alcança tanto o nome quanto a imagem estilizada, garantindo que ninguém utilize elementos idênticos no mesmo segmento de atuação de forma indevida.
O certificado emitido pelo INPI funciona como uma escritura de um imóvel, comprovando que aquele ativo pertence a você ou à sua empresa juridicamente. Sem esse documento oficial, o uso do nome é passível de contestação por outros empreendedores que realizarem o depósito do pedido anteriormente ao seu.
Por que registrar a marca do seu negócio?
A proteção do nome comercial é um pilar de sustentação para quem deseja entender o empreendedorismo de forma estratégica. Ao oficializar sua identidade, você cria um ativo intangível que agrega valor financeiro ao negócio, podendo ser vendido, licenciado ou utilizado em operações.
A segurança de saber que sua marca está protegida permite investimentos maiores em publicidade com a certeza de que o retorno beneficiará sua empresa. Além da proteção contra cópias, o registro impede que você receba notificações judiciais por uso indevido de nomes que já possuem donos em outros estados brasileiros.
Imagine ter que trocar toda a fachada, site e materiais impressos rapidamente devido a um processo judicial por plágio acidental. Ter a prioridade garantida pelo órgão oficial é o caminho mais seguro para construir uma trajetória sólida.
Como saber se uma marca é registrada?
Antes de iniciar qualquer investimento em design ou fachadas, realize uma investigação para verificar se o nome escolhido está livre. Descobrir se uma marca é registrada evita que você inicie um processo de depósito que será indeferido, poupando tempo e recursos financeiros do seu caixa.
Muitas vezes, um nome parece original, mas já possui um pedido de registro em análise ou uma concessão ativa em um segmento similar. A consulta pública é o primeiro passo para validar sua ideia e deve ser feita com critério, observando grafias semelhantes que possam causar confusão fonética no público final do negócio.
Se existir uma marca com sonoridade muito próxima à sua no mesmo ramo de atividade, as chances de o INPI negar seu pedido aumentam. Portanto, a cautela inicial é a melhor aliada do empreendedor que deseja realizar o registro de marca com sucesso e sem precisar reiniciar todo o processo.
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Pesquisa no banco de dados do INPI
O Instituto disponibiliza o sistema BuscaWeb, uma ferramenta onde qualquer pessoa consegue consultar processos existentes por meio do nome ou do CNPJ. Confira o que considerar na hora da verificação:
1. Acesse o portal oficial do INPI e entre no sistema BuscaWeb para iniciar sua verificação de disponibilidade;
2. Insira o nome pretendido e aplique filtros para localizar variações que possam conflitar com seu projeto;
3. Analise se as ocorrências encontradas pertencem ao mesmo ramo de atividade, respeitando as classes de registro de marca;
4. Verifique o status dos processos existentes para identificar se estão ativos, em fase de depósito ou já concedidos;
5. Documente os resultados encontrados para fundamentar sua estratégia de proteção jurídica e garantir a exclusividade do negócio.
Como registrar uma marca?
O caminho para oficializar sua propriedade intelectual exige atenção aos detalhes e o cumprimento rigoroso de prazos estabelecidos pelo Governo Federal. Entender o processo envolve uma sequência de atos administrativos que começam no ambiente digital do e-INPI, onde o usuário realiza um cadastro inicial obrigatório para acessar os serviços.
Com o acesso liberado, o fluxo segue etapas que visam validar a originalidade que você pretende proteger legalmente. Além disso, o acompanhamento constante é necessário para responder possíveis questionamentos técnicos do órgão.
Definição da classe e tipo de marca
O primeiro passo consiste em identificar em qual categoria seu negócio se encaixa, utilizando a Classificação Internacional de Produtos e Serviços. É possível consultar o objeto social da empresa para alinhar o registro com as atividades descritas no seu contrato social. Essa etapa determina a abrangência da sua exclusividade.
Quanto ao tipo, a marca pode ser classificada de quatro formas principais no sistema do INPI:
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Nominativa: composta apenas por palavras, letras ou algarismos.
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Figurativa: composta apenas por desenhos, imagens ou símbolos.
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Mista: combina elementos nominativos e figurativos.
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Tridimensional: referente ao formato físico de um produto.
Emissão da GRU e pagamento da taxa
Após definir as características do pedido, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU) para o início do processo formal. O pagamento deve ocorrer antes do envio do formulário eletrônico, pois o número da guia paga é uma informação exigida no momento do peticionamento da sua nova solicitação.
Dica: recomendamos que você guarde o comprovante de pagamento, pois ele é a prova de que sua solicitação possui validade financeira. Após a compensação, acesse o sistema e-Marcas para preencher o formulário e anexar o logotipo. A partir deste momento, o seu pedido recebe um número oficial de acompanhamento.
Quanto custa registrar uma marca?
Os valores para obter um registro de marca variam conforme a natureza do solicitante e o tipo de serviço escolhido no portal. Geralmente, Microempresas, Microempreendedores Individuais (MEI) e pessoas físicas possuem direito a descontos, incentivando a formalização.
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É possível fazer o registro de marca sozinho?
Qualquer pessoa física ou jurídica tem permissão para realizar o depósito do pedido sem a necessidade de uma consultoria externa especializada. O processo é digital e o INPI disponibiliza manuais que explicam cada fase. Todavia, essa autonomia exige que o empreendedor dedique tempo para estudar as normas técnicas.
Se você já possui familiaridade com documentos como a inscrição estadual, terá facilidade em navegar pelos sistemas governamentais. Caso o tempo seja pouco, buscar auxílio profissional evita erros de classificação. A decisão depende do seu nível de conforto com normas jurídicas e da complexidade da sua marca.
Impulsione o crescimento do seu negócio com o Santander
Garantir o registro de marca é o começo de uma trajetória de sucesso e expansão para sua empresa. Com a identidade protegida, o próximo passo é contar com uma estrutura bancária que acompanhe seu ritmo. O Santander disponibiliza soluções que facilitam o dia a dia, desde gestão até crédito para expansão.
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Fonte: Governo Federal