Se você tem um carro e está com ele há um certo tempo, é possível que já tenha pensado em trocá-lo por um mais novo. Novos recursos internos, mais segurança, adaptação ao seu perfil... todos esses são bons motivos para concretizar essa escolha.
Mas, já parou para avaliar se não vale a pena manter o atual, principalmente em relação aos custos?
Há muitos casos em que a troca é positiva, mas nem sempre isso acontece e o sonho pode se tornar um prejuízo. Por isso, neste artigo vamos analisar alguns pontos sobre essa possibilidade, considerando o custo-benefício, manutenção x troca e a depreciação do veículo para te ajudar a tomar a melhor decisão.
Vamos lá?
Quando é o momento de trocar de carro?
Essa pergunta pode ser um grande dilema para muitos. É comum que, após um certo tempo com o mesmo carro você comece a pensar em um novo. Seja por status ou por questões técnicas, entender o momento certo para fazer essa mudança faz toda a diferença para o seu orçamento.
Se você precisa fazer reparos frequentes, a quilometragem está muito elevada e existem até riscos de segurança como vazamentos de óleo ou combustível, é quase certo que seja esse o momento de fazer essa troca. Mas isso ainda precisa ir para a ponta do lápis para realmente sabermos se vale a pena investir em um novo veículo.
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Avaliando os custos de manter seu carro
Como parte da tomada de decisão entre trocar ou manter o carro, é essencial analisar todos os custos envolvidos. Primeiro, vamos listar os custos gerais de um carro usado, já que nem sempre “manter” significa “economizar”.
- Custos de manutenção e reparos: coloque na ponta do lápis a frequência e o valor gasto em possíveis consertos que seu carro vem apresentando. São troca de pneus, freios, troca de óleo e reparos mais caros no motor que são comuns em veículos mais velhos. Se o carro não faz tantas visitas ao mecânico, isso é um sinal de que ele pode continuar na garagem por mais tempo.
- Desvalorização do veículo: com o passar do tempo, sabemos que todo carro vai perdendo gradualmente seu valor, impactando no custo de revenda. Isso leva o nome de depreciação: quanto mais antigo é o veículo, menos você acaba conseguindo receber por ele na hora de vender, dificultando o seu orçamento para investir em uma futura troca.
- Eficiência de combustível: esse também é um ponto bastante importante nessa avaliação. Compare o consumo de combustível do seu carro atual com um modelo mais novo, que pode ter recursos e tecnologias mais eficientes de economia.
Avaliando custos e benefícios de um carro novo
Agora, é hora de olhar no detalhe os custos envolvidos na compra de um novo veículo. Esse é o momento de levar a razão para o papel e deixar a emoção de lado – que é comum ser colocada acima do bolso muitas vezes.
- Parcelas do financiamento ou valor total: com seu orçamento pessoal em mente, considere o impacto financeiro que essa compra terá nas suas finanças, seja por meio de um financiamento ou pagamento à vista. Se o carro novo significar uma dívida muito longa e prejudicial ao seu orçamento familiar, pode ser que não seja o melhor momento para troca.
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- Seguro e impostos: IPVA, seguros e alguns outros impostos podem fazer a diferença nos custos de um carro novo. Em comparação com modelos mais antigos, esses gastos normalmente são mais altos, impactando nos valores finais pagos a médio e longo prazo.
- Altos custos iniciais: um carro novo pode trazer consigo outros custos iniciais, como emplacamento (no caso de veículos zero quilômetro) e taxas de documentação necessárias para aquisição do bem.
Quais as vantagens de um carro novo?
Sem dúvidas, um carro novo vem com muitos benefícios que vão além do apelo emocional envolvido. Garantia de fábrica, tecnologia e segurança aprimorada, menor custo com manutenção e maior eficiência energética são apenas algumas das vantagens.
Além disso, já se espera que um carro mais novo tenha menos problemas mecânicos, representando menos gastos com manutenção. Outro fator interessante para incluir no seu planejamento financeiro ao considerar trocar de carro é a facilidade na revenda, em que os carros mais novos costumam ter maior valor.
#DicaSantander: Existe um fator invisível que não pode ser ignorado nessa análise: o custo de oportunidade. Lembre-se que o dinheiro investido em uma opção deixa de ser usado na outra. Portanto, vale fazer o cálculo e avaliar se realmente vale a pena. A fórmula é a seguinte:
Custo de oportunidade = (retorno esperado da opção não escolhida) – (retorno esperado da opção escolhida).
Checklist: uma lista de perguntas para apoiar sua decisão
Uma maneira prática de avaliar essa possível troca é criar uma lista de perguntas que você pode fazer a si mesmo para tomar a melhor decisão. Aqui, sugerimos algumas:
- Qual o estado geral do carro que tenho hoje?
- Quanto gasto anualmente com manutenção?
- Meu perfil ou estilo de vida mudou ou deve mudar (nova rotina, família crescendo etc.)?
- Tenho valor de entrada para comprar um carro novo?
De maneira geral, não existe uma resposta única para todo mundo – é sempre importante analisar seu caso, estado do veículo e situação financeira. De acordo com as respostas para essas e outras perguntas, você deve chegar a uma conclusão racional.
Se comprar um carro novo for o melhor para você, é hora de começar a acompanhar oportunidades e examinar indicadores como a Tabela FIPE, por exemplo. Essa tabela ajuda no entendimento de preços médios dos veículos, essencial para quem está vendendo ou comprando um carro.
Para quem já está na fase de escolha e compra, financiar pode ser uma boa saída. Quer saber como funciona?