Atualizado em 11-02-2026

por Equipe Santander

c. concepts / client-service/Bank and Counter/simple credit Copy 11

Acessibilidade

c. concepts / client-service/Bank and Counter/simple credit Copy 12
Aumentar espessura do texto A+
Aumento de espessura do texto Aa
Preto e amarelo - tema para daltônicos (WCAG 16:44:1)
Preto e branco - tema para daltônicos (WCAG 21:1)
c. concepts / client-service/Bank and Counter/simple credit Copy 11

Modo escuro

Artigos Salvos

Do lado esquerdo, a frase ‘o que são os juros de mora?’. Do lado direito, ilustração de um homem segurando cartão de crédito e olhando para um papel.

Você já atrasou uma conta ou a fatura do cartão e, quando foi pagar, apareceu um valor “a mais”? Muitas vezes, esse acréscimo são os juros de mora. Entender essa cobrança ajuda a manter o controle do orçamento e evitar surpresas desagradáveis.

De forma simples, esses juros são aplicados quando há atraso no pagamento. Eles existem para compensar o credor pelo tempo em que o valor ficou em aberto e são diferentes de outras cobranças que podem aparecer no mesmo boleto.

Neste guia, vamos te explicar o que são juros de mora para que você saiba diferenciá-los de outras multas, além de mostrar um jeito prático de calcular esses valores. E se por aí o atraso já virou rotina e os encargos estão pesando, também reunimos dicas para te ajudar a reorganizar as finanças e buscar renegociação. Vamos lá?

O que são juros de mora?

Juros de mora são os juros cobrados quando o pagamento de uma dívida é feito depois da data combinada (o vencimento). Na prática, eles costumam ser calculados pelo tempo de atraso, geralmente por dia, até a quitação.

Essa cobrança pode aparecer em várias situações do dia a dia, como boletos, parcelas de empréstimos, faturas, mensalidades e contratos em geral. A ideia é compensar o credor pelo período em que o valor ficou em aberto.

Também vale um ponto importante: juros de mora não são a mesma coisa que multa. Eles fazem parte dos chamados encargos por atraso, que podem incluir multa e outras condições previstas no contrato, desde que tudo esteja claro para o consumidor e dentro do que a lei permite.

Qual a diferença entre juros de mora e multa por atraso?

A multa por atraso é um valor cobrado uma única vez quando o pagamento passa do vencimento. Já os juros de mora são cobrados de forma proporcional ao tempo de atraso, aumentando dia após dia até o pagamento.

De forma resumida, a multa aparece uma vez só por causa do atraso, enquanto os juros de mora vão se acumulando conforme os dias passam. Por isso, mesmo quando a multa é baixa, o custo total pode crescer se o atraso se alongar.

Juros pro rata die é a mesma coisa que juros de mora?

Não necessariamente. Pro rata die é uma expressão em latim que significa “proporcional ao dia”. Ou seja, ela indica que uma cobrança é calculada com base na quantidade de dias, em vez de considerar o mês cheio.

Na prática, os juros de mora podem ser calculados pro rata die, porque ele costuma ser cobrado conforme os dias de atraso. Por isso, é comum encontrar no boleto ou no contrato algo como “juros pro rata” para indicar que o valor foi ajustado dia a dia.

Ainda assim, o termo pro rata die descreve o critério de proporcionalidade, enquanto juros de mora descreve o tipo de juros, relacionado ao atraso.

Leia também: Entenda os juros e encargos da renegociação de dívidas

Como calcular juros de mora

A forma mais comum de calcular juros de mora é pegar a taxa mensal combinada (por exemplo, 1% ao mês) e aplicar de forma proporcional aos dias de atraso. Assim, é possível chegar ao valor de juros referente apenas ao período em que o pagamento ficou em aberto.

Você pode se basear na fórmula abaixo:

Juros de mora = Valor principal × (taxa mensal ÷ 30) × número de dias de atraso

Em alguns contratos, a conta pode usar outra base de dias (como 30 ou 365). Mesmo assim, a ideia não muda: quanto maior o tempo de atraso, maior o valor dos juros.

Exemplo prático

Imagine uma conta de R$ 1.000,00, com juros de mora de 1% ao mês, paga com 10 dias de atraso.

A conta pode ficar assim:

  • Taxa diária aproximada: 1% ÷ 30 = 0,0333% ao dia

  • Juros de mora: 1.000 × 0,000333 × 10 = R$ 3,33

Então, nesse exemplo, os juros de mora ficam em torno de R$ 3,33, além da multa por atraso, se ela estiver prevista. No boleto, normalmente esses valores aparecem separados como “juros” e “multa”, o que facilita conferir se a cobrança está coerente.

Existe um limite para a cobrança de juros de mora?

Quando a dívida envolve uma relação de consumo (por exemplo, você como cliente contratando um produto ou serviço), a referência principal é o Código de Defesa do Consumidor, o CDC (Lei nº 8.078/1990). Ele exige informação clara, transparência e proíbe cláusulas abusivas, como cobranças desproporcionais ou que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada.

Além do CDC, há uma regra bem conhecida para esse tipo de contrato: a multa por atraso costuma ser limitada a 2% do valor da parcela, conforme a Lei nº 9.298/1996, que ajustou o art. 52 do CDC.

os juros de mora em geral ficam em até 1% ao mês como prática comum de mercado, especialmente quando não existe uma taxa diferente válida e claramente indicada no contrato.

Na prática, multa e juros precisam estar previstos e informados. Se os encargos não estiverem claros, ou se a cobrança parecer fora do padrão, vale pedir o detalhamento, conferir o contrato e buscar orientação especializada se necessário.

Como evitar o pagamento de juros abusivos por atraso

O primeiro passo é separar o que é juros de mora do que é multa por atraso. Confira no boleto ou no contrato quais percentuais estão sendo aplicados e se a cobrança está bem explicada. Afinal, você precisa conseguir entender de onde saiu cada valor.

Depois, tente evitar que o atraso aconteça por questões operacionais. Se o problema foi perder o boleto ou não localizar a cobrança, resolver isso rapidamente já ajuda a reduzir o custo total. Nessa hora, ajuda emitir a segunda via do boleto atrasado e pagar o quanto antes.

Também vale identificar o que está levando ao atraso. Pode ser limite apertado, muitas parcelas ao mesmo tempo, falta de organização das datas ou uso frequente de crédito mais caro.

E, se os encargos já estão pesando, o caminho mais saudável costuma ser negociar antes que a dívida cresça. No caso do cartão, conhecer custos e condições também ajuda a evitar surpresas.

Leia também: Tarifas do cartão: entenda quais são as principais

Renegocie suas dívidas e fique em dia com o Santander

Juros de mora e multa por atraso existem, mas não precisam virar uma bola de neve. Quando você entende a diferença, confere se a cobrança está dentro das regras e regulariza o quanto antes, fica mais fácil manter o controle das finanças e decidir com mais tranquilidade.

Se você já está acumulando atrasos ou pagando muitos encargos, uma alternativa prática pode ser buscar condições melhores para colocar as contas em ordem. Acesse o Portal de Renegociação do Santander e confira opções para te ajudar a negociar suas dívidas, organizar o orçamento e voltar a ficar em dia.

Renegocie sua dívida

 

Avalie esse artigo