Atualizado em 27-04-2022

por Equipe Santander

Antes de realizar a contratação de seu empréstimo, atente-se às informações de pagamento em caso de desligamento da empresa, protegendo-se de problemas futuros.

O momento de desligamento de uma empresa não é fácil para ninguém, afinal, é nessa hora que os pensamentos começam a acelerar e a primeira coisa que você pensa é “como vou pagar as minhas despesas?”.

Mas uma das grandes dúvidas que surgem nesse momento é com relação ao empréstimo consignado, o que vai acontecer com ele caso eu seja demitido. Isso porque nesse formato de crédito o valor das parcelas é descontado automaticamente da sua folha de pagamento.

Para responder essa e outras perguntas, acompanhe a leitura deste artigo preparado especialmente para você.

Boa leitura!

O que é o empréstimo consignado e como funciona?

Antes de mais nada, é importante esclarecer o que é o empréstimo consignado. Essa opção de concessão de crédito é uma excelente opção para aqueles que estão buscando taxas de juros baixas quando comparadas com as opções do mercado, como o empréstimo pessoal por exemplo.

Isso acontece porque as parcelas são pagas através da sua folha de pagamento, descontando do seu salário ou aposentadoria de forma automática. Por isso, sua contratação é mais comum para aposentados, pensionistas ou funcionários públicos e privados.

Os valores das parcelas serão de acordo com o valor que o funcionário precisa para aquele momento, porém é importante atentar-se à uma regra muito importante para esse desconto. Quando descontado em folha, a parcela não poderá ser superior a 30% do salário.

Para realizar a sua contratação é muito simples, basta entrar em contato com o seu banco e fazer a solicitação. No Santander você conta com taxas de juros atrativas e com parcelamentos em até 12 anos.

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O que acontece com o meu empréstimo em caso de demissão?

Para começar, é preciso ter em mente que ao ser demitido da empresa, a sua folha de pagamento será automaticamente desligada também, faz parte do processo, porém a dívida do empréstimo permanecerá ativa e precisa ser quitada.

No ato da contratação será estipulado no contrato uma cláusula que defina como será feito o pagamento dessas parcelas.

Além disso, em casos de demissão o desconto nas verbas rescisórias também pode ocorrer .

Por isso, caso você seja retirado do quadro de funcionário da empresa e possui uma carta de crédito ativa, entre em contato com a instituição financeira que forneceu o empréstimo e e verifique as disposições de pagamentos. Caso não tenha condições de continuar com os pagamentos, renegocie sua dívida com a credora para evitar possíveis prejuízos futuros.

Mas e quando eu peço a demissão, o que acontecerá?

No caso do colaborador solicitar o desligamento da empresa por vontade própria o processo será um pouco diferente. Os valores das parcelas poderão ser descontados em até 30% dos valores a serem recebidos no momento da rescisão contratual, como por exemplo o aviso prévio, férias proporcional ou vencidas e até mesmo o FGTS.

Esses descontos poderão ocorrer em caso do funcionário ser desligado pela empresa, porém deverá constar em contrato para que seja realizado as operações.

Além disso, caso os valores a serem recebidos pela empresa seja inferior ao total que precisa ser pago para quitação do empréstimo, a sua funcionalidade na redução da dívida não surtirá grandes efeitos.

A lei é diferente nos contratos assinados após 2016: em circunstâncias de despedimentos abusivos ou pedidos de despedimento, até 10% do saldo do FGTS e até 100% das penalidades de rescisão podem ser descontadas para reduzir a dívida.

Por último, é importante frisar que em caso da empresa entrar com o processo de falência, as condições da dívida permanecerão ativas, porque os pagamentos dos direitos dos funcionários ainda sim deverão ser pagos.

E o que posso fazer para quitar esse empréstimo?

Ao perder sua principal fonte de renda é um momento muito complicado e que gera um breve desespero nas pessoas. Mas para organizar sua vida é preciso manter a calma e refazer o seu planejamento financeiro, listando todas as suas dívidas ativas.

Para ajudar nesse planejamento, iremos listar algumas dicas para que você recupere o controle da situação e evite prejuízos futuros.

1. Corte gastos superficiais

Como citado anteriormente, após o desligamento da empresa, é preciso realizar um replanejamento das principais dívidas ativas que você possui atualmente, colocando-as em ordem de prioridade de pagamento. Nesse momento, você conseguirá visualizar os gastos mais superficiais que possui.

É importante cortar esses gastos desnecessários, para que ao final do mês, você tenha um fôlego maior. Alguns exemplos são, assinaturas de televisão, alimentações fora de casa e entre outros.

2. Faça uma renda complementar

As vezes o processo de troca de empresas demandam um tempo muito maior do que nós realmente temos e as dívidas continuarão correndo. Para isso, a sugestão é buscar uma renda que possa entrar como complementar, ajudando você a manter sua organização financeira.

Procure investir em dons que você tenha e que possam ser vendidos como produto, como por exemplo, cozinhar para fora, trabalhos como designer, venda de roupas e etc. Por mais que não garanta a você uma renda cheia, ela ajudará a desafogar um pouco os gastos, enquanto você continua na busca de uma nova oportunidade.

3. Utilize o benefício do saque aniversário

O saque aniversário é um benefício que permite a retirada de um determinado valor do saldo do Fundo de Garantia no mês do seu aniversário, mas podendo também realizar o saque dois meses depois. Esse benefício só pode ser resgatado uma vez por ano.

Então se você está buscando outras oportunidades além das citadas acima, o benefício do saque aniversário será uma excelente oportunidade para garantir pelo menos mais um mês do pagamento do seu empréstimo ou até mesmo outras dívidas que precisam de prioridade.

4. Renegocie as dívidas com a instituição financeira

Por mais que as dicas aqui citadas sejam de relevância, existem os casos que mesmo assim não há a garantia de conseguir manter as dívidas sob controle. Para isso, a sugestão seria renegociar com a instituição financeira que você realizou a contratação do empréstimo ou outras dívidas que estejam em aberto.

Além disso, as instituições estão cientes que esses casos realmente podem vir a tona e ao solicitar um novo prazo para pagamento, pode ser que haja uma apresentação de uma nova proposta para você que o beneficie para organizar-se e evitar negativar o nome.

Agora que você já sabe como funciona o empréstimo consignado em caso de demissões e pedidos de rescisão de contrato e com as dicas apresentadas, você com certeza fará uma organização financeira melhor e evitar possíveis dores de cabeça futura.

Caso possua uma dívida ativa com o Santander e passou pelo processo de demissão, entre em contato conosco para negociação e evitar futuras inadimplências. No Santander você pode renegociar as suas dívidas com até 93% off e parcelamento em 12x sem juros. Venha conferir!

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