Atualizado em 03-05-2024

por Equipe Santander

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Para o investidor de primeira viagem, há uma pergunta que aparece constantemente na rotina: devo investir em renda fixa ou variável? Essa pergunta pode deixar muitas pessoas em dúvida, mas não há motivos para desanimar.  

É verdade que existem muitas opções de investimentos, com diversos riscos, prazos e rentabilidade, porém o primeiro passo é entender o que realmente diferencia os ativos de renda fixa e de renda variável para poder escolher aqueles que fazem mais sentido para seus objetivos, sua realidade financeira e para que combine com seu perfil de investidor.

Em poucas palavras, a renda fixa é mais previsível com os ganhos, porque a taxa já é acordada na contratação, seja de forma pré-fixada ou pós-fixada, enquanto a renda variável não tem essa previsibilidade, já que os preços oscilam de acordo com diversas variáveis internas e externas. Essa, no entanto, é uma definição muito simplista. No texto a seguir, vamos explicar as diferenças mais profundas entre esses tipos de investimentos e a ampla gama de possibilidades de produtos para você que deseja começar a investir.

O que é a Renda Faixa?

A renda fixa é uma modalidade de investimentos em que você sabe como sua remuneração será calculada no momento do aporte.

Existe um achismo que a renda fixa é indicada somente para os investidores mais conservadores, mas não se engane, essa “previsão” de retorno atrai todos os tipos de investidores e não somente aqueles avessos ao risco.

Por conta dessas características, de possuir menor risco se comparado a outras modalidades, a renda fixa se torna uma ótima indicação para sua reserva de emergência e para quem está começando a investir.

A Renda Fixa é um tipo de investimento que pode ser dividido em: títulos públicos e privados. E funciona assim: o investidor compra um desses títulos e empresta dinheiro para a instituição que compõe o quadro do investimento. Essa instituição pode ser o governo do país, um banco ou outra empresa.

A taxa de rentabilidade e o prazo já são definidos no momento da aplicação, e o investidor vai ter o retorno de acordo com a característica do produto, sendo os mais comuns: apenas no vencimento, semestral ou diário.

Para garantir esses retornos, é comum ver os investimentos em renda fixa acompanhando alguns indicadores econômicos, como a inflação, a taxa Selic ou uma taxa pré-fixada. Em geral, quando esses indicadores oscilam, com exceção da taxa pré-fixada, o rendimento desse tipo de investimento também oscila.

Tanto a inflação quanto a Selic aumentaram consideravelmente em 2022 e isso acarretou um boom nesse tipo de investimento. Contudo, sempre devemos levar em consideração a situação do mercado para avaliar se faz sentido investir em papéis que acompanham esses indicadores.

Títulos públicos

Nessa modalidade, os títulos são emitidos pelo Tesouro Nacional. Esse dinheiro poderá ser aplicado para financiamento de dívidas públicas ou investimentos em projetos do governo, como por exemplo, gastos em saúde e educação.

Os principais títulos públicos de renda fixa são:

- Tesouro prefixado;

- Papéis do Tesouro prefixado com juros semestrais;

- Tesouro IPCA+;

- Tesouro IPCA + com juros semestrais;

- Tesouro Selic.

Nessas aplicações, é fundamental estar de olho nos seus impostos. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) só é aplicado se o dinheiro for resgatado nos primeiros 30 dias após a aplicação, mas o imposto sobre o rendimento é aplicado numa base regressiva, o que significa quanto mais tempo você se manter em determinado investimento, menos imposto irá pagar - começa em 22,5% durante 180 dias e sobe para 15% para rendimentos superiores a 720 dias.

Título Privados

São títulos emitidos por empresas privadas ou bancos, como citado anteriormente. O raciocínio de funcionamento desse título é o mesmo que o público, onde realiza o empréstimo e receberá juros em troca.

Esse investimento é dividido entre duas categorias também, os títulos bancários e os corporativos. Os bancários são compostos por:

Certificado de Depósito Bancário (CDB);

Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA);

- Recibo de Depósito Bancário (RDB);

- Certificado de Operações Estruturadas (COE);

- Letra Financeira (LF);

Letra Imobiliária Garantida (LIG).

Enquanto isso, o corporativo é emitido pelas empresas privadas, onde o investidor realiza a compra do papel, e o valor é destinado para financiar e investir nos projetos futuros dessas empresas. Existem diversos prazos, sendo que a taxa é proporcional ao vencimento, e os mais longos possibilitam uma rentabilidade maior. Os investimentos são:

Debêntures;

- Debêntures incentivadas (projetos de infraestrutura para utilidade pública);

Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI);

Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA);

O que é Renda Variável?

Renda variável é o investimento que, como o próprio nome já diz, não garante uma estabilidade no retorno investido no momento da aplicação, podendo ter alta ou baixa rentabilidade. Por isso, é considerado um investimento de risco mais alto se comparado a renda fixa.

Alguns dos investimentos que são considerados de Renda Variável são:

Ações de empresas;

- Fundos de ações;

Fundos imobiliários;

- Ouro;

- Algumas operações de Câmbio.

Todos os exemplos acima referidos implicam maior risco, porque a sua rentabilidade é influenciada pelo mercado financeiro e por uma variedade de fatores que vão desde a política nacional às ações tomadas pelos executivos das empresas que vendem ações na bolsa de valores.

Quer saber como uma empresa pode se tornar de capital aberto? Veja como funciona um IPO, a abertura de capital de uma empresa na bolsa de valores.

E quais são as diferenças entre os investimentos?

Como já dissemos anteriormente, existem algumas diferenças entre esses dois tipos de investimentos, mas antes de citá-las, vale a pena reafirmar que esses pontos discrepantes não significam vantagens ou desvantagens, são apenas características que precisam ser levadas em conta na hora de aplicar capital. Qual é melhor? Depende do que você está em busca. Vamos falar mais sobre isso adiante.

1. Rentabilidade  

Renda fixa: oferece a possibilidade de o investidor simular qual será a rentabilidade do investimento realizado neste título. Ou seja, você terá uma previsão de qual o lucro sobre o valor investido.

Renda variável: diversos agentes podem impactar a rentabilidade desta modalidade de investimentos. Entre os fatores macroeconômicos: inflação, a variação do Produto Interno Bruto (PIB) do País e a taxa de juros. Até fatores microeconômicos, como a receita e resultado da empresa, geração de lucro, crescimento de exposição no mercado, entre outros.  

2. Riscos

Renda fixa: todos os investimentos possuem risco. No caso da Renda Fixa, o principal risco é o de crédito, o risco de calote. Ele é maior em títulos de crédito privado, já que os títulos públicos federais são considerados ‘livres de risco’.

Como resultado, é fundamental selecionar instituições financeiras que tenham um bom histórico, para evitar possíveis prejuízos.

Como dito, as obrigações do governo, por outro lado, são investimentos de baixo risco porque o governo é a instituição mais confiável do país. A maior parte das obrigações bancárias de rendimento fixo, por outro lado, são protegidas pelo Fundo de Garantia de Crédito (FGC), ou seja, o dinheiro é devolvido se o emissor falir, até um limite máximo de R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira, com um teto de R$ 1.000.000,00 por CPF a cada 4 anos.

Renda variável: deve considerar o risco de mercado e o risco de liquidez. Envolve alterações na oferta e na procura, o que afeta diversos indicadores, tais como, preços de ações.

3. Liquidez

A rapidez com que se pode converter o seu investimento em dinheiro sem grandes perdas financeiras é referida como liquidez. Quando se trata de resgatar os seus ganhos, a liquidez é determinada pelo período em que o dinheiro entrará na sua conta. Em termos do período, um ativo a curto prazo tem mais liquidez do que um ativo a longo prazo, mas a rentabilidade do a longo prazo costuma ser mais elevada. É crucial notar, contudo, que a liquidez varia substancialmente em função do produto em que se investe.

Como resultado, deve-se avaliar cada caso individualmente, seja de renda fixa ou variável. Um exemplo fácil de entender é pensar na poupança. Se você tem alguma economia guardada nessa modalidade, sabe que pode resgatar o seu dinheiro a qualquer momento, isso quer dizer, que a Poupança é um investimento de liquidez imediata.

Qual tipo de investimento ter na minha carteira?

Antes de qualquer coisa, é importante considerar o tripé dos investimentos. É a primeira vez que você vê essa expressão por aí? O tripé é formado por rentabilidade, liquidez e segurança, termos que já vimos nesse texto. Na maioria das vezes, os investimentos apresentam apenas duas dessas características. As aplicações seguras e com boa liquidez não terão uma boa rentabilidade. Deu para entender, né?

A modalidade de renda fixa apresenta algumas opções com liquidez e com menor risco, já a renda variável pode oferecer melhores rendimentos, mas em contrapartida possui maiores riscos.

Não existe uma opção correta para a sua carteira de investimentos, mas uma certa para os seus objetivos e, mais uma vez, seu perfil de investidor. Entenda esses dois fatores e saberá onde investir o seu dinheiro.

Perfil de investidor

O perfil do investidor é uma forma para classificar as suas preferências e características na hora de escolher investimentos e montar uma carteira. No mercado financeiro, as instituições costumam seguir os perfis que foram definidos pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) que são: conservador, moderado e arrojado.

Ficou curioso? Confira qual o seu perfil do investidor.

Se quiser, pode aproveitar também para conferir outros conteúdos sobre investimentos:

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Pronto! Agora você sabe as principais características da renda fixa e também da renda variável, além de entender os seus pontos divergentes. Lembre-se que o universo dos investimentos contém muitas variáveis, além de estar em constante evolução. O primeiro passo é ter responsabilidade financeira, conhecer e respeitar a sua realidade e, principalmente, contar com uma instituição séria e sólida para administrar os seus investimentos.

Aqui no Santander, temos investimentos adequados para todos os perfis e fomos eleitos o melhor banco para se investir em 2021 pela FGV.

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