Como foi o evento O Amanhã da Amazônia é Hoje - Santander

Veja como foi o evento “O Amanhã da Amazônia é Hoje”

Representantes de diferentes setores se reuniram para construir uma visão compartilhada sobre o futuro da maior reserva de recursos naturais do planeta.

Em 5 de setembro de 2017, quando é comemorado o Dia da Amazônia, o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, foi palco de um debate que mobilizou diferentes atores para construírem, juntos, uma visão comum sobre o futuro da Amazônia, em especial sobre a bacia do Tapajós, onde está previsto um grande número de projetos de energia hidrelétrica e logística nos próximos anos.

O encontro “O Amanhã da Amazônia é Hoje” foi realizado conjuntamente pelo Banco Santander e pela The Nature Conservancy (TNC), organização global de conservação ambiental dedicada à preservação em grande escala das terras e água das quais a vida depende.

O evento contou com mais de 180 participantes de setores com interesses e visões diversos: empresários, pesquisadores, executivos dos setores financeiro, agronegócio e energia e representantes de organismos multilaterais, órgãos de fomento – como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) –, da Organização das Nações Unidas (ONU), do Ministério Público, dos povos indígenas e de ONGs que trabalham com o tema.

As palestras ficaram por conta de Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil; Luciano Evaristo, diretor de proteção ambiental do Ibama; Juan Carlos Castilla-Rubio, presidente da Space Time Ventures; Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV; e Pedro Bara, gerente de infraestrutura inteligente da TNC, que apresentou os principais dados do Blueprint Tapajós, um amplo estudo desenvolvido para apoiar o planejamento de iniciativas na região.

Em seguida, a ex-ministra do Meio Ambiente Izabela Teixeira conduziu um debate que contou com a participação dos produtores rurais Alexandre De Marco e Arnaldo EijsinkEduardo Bastos, da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau; Gil Maranhão Neto, da ENGIE Energia; Hector Gomez Ang, da IFC (International Finance Corporation); e Kleber Karipuna, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira.

Desenvolvimento e conservação

A reunião colocou em pauta o paradigma atual, que contrapõe os planos de expansão dos negócios na região aos planos das organizações que atuam na conservação do bioma amazônico. A proposta: construir coletivamente um modelo planejado e estratégico de desenvolvimento e conservação, a partir do conhecimento científico e tecnológico disponível.

Para isso, o debate passou por temas tão relevantes quanto o papel do governo na garantia da legalidade das atividades produtivas, a contribuição que os cidadãos, a ciência e a iniciativa privada podem dar e as soluções que já existem, como a criação de fundos de investimento para a conservação, o desenvolvimento de pesquisas e iniciativas baseados nos ativos biológicos e biomiméticos da Amazônia e as boas práticas socioambientais na agricultura, como os sistemas de agrofloresta.

A convergência de interesses, pelo que mostrou o debate, é possível. 

Confira reflexões e sugestões do evento