Golpe da mão fantasma: como identificar e se proteger

Por Equipe Santander • 22 Dezembro, 2022 • 5 min Leitura

Seguranca

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Criminosos usam urgência e acesso remoto para controlar o celular da vítima. Veja os sinais do golpe e como agir com segurança.

O golpe da mão fantasma acontece quando criminosos tentam assumir o controle do celular da vítima para acessar aplicativos, movimentar contas e roubar dados pessoais. O nome chama atenção justamente porque, em alguns casos, a pessoa vê o aparelho “mexer sozinho”, como se uma mão invisível estivesse tocando a tela.

Esse tipo de golpe pode começar de diferentes formas. Às vezes, a vítima clica em um link falso recebido por SMS, e-mail, aplicativo de mensagens ou redes sociais. Em outras situações, o criminoso liga fingindo ser da central de segurança do banco e convence a pessoa a baixar um aplicativo de suporte remoto, muitas vezes um app legítimo, usado para assistência técnica, mas manipulado pelo golpista para obter acesso ao aparelho.

Por isso, a principal arma contra esse tipo de crime é a atenção aos sinais. Em geral, a golpe envolve pressão, medo e urgência: o criminoso diz que a conta foi invadida, que há uma compra suspeita ou que o celular precisa ser “protegido” imediatamente. É nesse momento que a vítima, assustada, pode acabar seguindo orientações perigosas.

Neste artigo, você vai entender o que é o golpe da mão fantasma, como ele funciona, quais sinais indicam que alguém pode estar tentando controlar seu celular, como se prevenir e o que fazer se você suspeitar que caiu na golpe.

O que é o golpe da mão fantasma?

Se você chegou até aqui se perguntando o que é o golpe da mão fantasma, a explicação é simples: trata-se de uma tentativa de invasão ou controle remoto do celular da vítima para acessar contas, aplicativos financeiros, e-mails, redes sociais e outras informações sensíveis.

Na prática, o criminoso precisa de uma porta de entrada. Essa porta pode ser:

  • um link falso que instala um programa malicioso;
  • um arquivo enviado por mensagem;
  • uma página falsa que rouba dados de acesso;
  • ou um aplicativo de suporte remoto instalado pela própria vítima após orientação do golpista.

Esse último ponto merece atenção. Nem sempre o golpe depende de um “vírus” escondido. Em muitos casos, o criminoso induz a pessoa a baixar um aplicativo que existe de verdade e é usado legalmente por empresas de tecnologia para atendimento remoto. O problema é que, nas mãos do golpista, esse recurso vira uma ferramenta para visualizar a tela, orientar ações e, em alguns cenários, controlar o aparelho.

Além disso, o golpe costuma ser acompanhada de engenharia social, que é quando o criminoso manipula emoções para fazer a vítima agir rápido, sem conferir se a abordagem é verdadeira.

Como funciona o golpe da mão fantasma na prática?

Para entender como funciona o golpe da mão fantasma, imagine uma situação comum: você recebe uma ligação de alguém que se apresenta como funcionário da área de segurança do banco. A pessoa fala com tom profissional, usa palavras técnicas e diz que identificou uma tentativa de invasão, uma compra de alto valor ou uma movimentação suspeita na sua conta.

Em seguida, vem a urgência. O falso atendente afirma que, para “bloquear a ameaça” ou “proteger o aparelho”, você precisa seguir alguns passos imediatamente. Entre eles, pode estar a orientação para baixar um aplicativo, clicar em um link, conceder permissões no celular ou informar códigos recebidos por SMS e e-mail.

É aí que o risco aumenta. Ao instalar um app de acesso remoto ou permitir determinadas funções no aparelho, a vítima pode dar ao criminoso a visibilidade necessária para acompanhar o que aparece na tela. Em alguns casos, ele consegue orientar cliques, abrir aplicativos, redefinir senhas, desativar notificações e tentar acessar contas.

Sinais de alerta: como perceber o golpe acontecendo

Nem sempre a vítima percebe o golpe logo no começo. Muitas vezes, a desconfiança surge quando o celular começa a se comportar de forma estranha ou quando chegam avisos de alterações que a pessoa não solicitou.

Por isso, fique atento aos sinais abaixo:

Sinal de alerta

O que pode indicar

O celular abre aplicativos sozinho

Alguém pode estar visualizando ou tentando controlar o aparelho remotamente

A tela se movimenta sem você tocar

Pode haver acesso remoto ativo ou permissões indevidas

Você para de receber notificações do banco

O golpista pode ter desativado alertas para esconder movimentações

Chegam e-mails de troca de senha não solicitadas

Criminosos podem estar tentando assumir suas contas

Códigos de verificação chegam sem motivo

Alguém pode estar tentando fazer login em seus aplicativos

O aparelho fica lento ou aquece muito

Pode haver aplicativos rodando em segundo plano

O suposto atendente insiste para você não desligar

É uma tentativa de manter o controle emocional da situação

*Esses sinais também podem ter outras causas; avalie o contexto e procure suporte confiável em caso de suspeita.

Se algum desses sinais aparecer durante uma ligação ou logo após você instalar um aplicativo orientado por terceiros, trate a situação como urgente. Quanto antes você interromper o acesso, maior a chance de reduzir danos.

O que bancos e empresas sérias não pedem?

Uma forma prática de se proteger é saber o que não faz parte de um atendimento seguro. O Santander não solicita senhas ou códigos de autenticação nem orienta a instalação de aplicativos de acesso remoto para ‘limpar’ o celular.

O Santander não solicita senhas ou códigos de autenticação nem orienta a instalação de aplicativos de acesso remoto para ‘limpar’ o celular.

Também é importante lembrar que senhas, tokens e códigos de segurança são pessoais. Mesmo que a pessoa do outro lado da linha pareça convincente, esses dados nunca devem ser compartilhados.

Desconfie se alguém pedir para você:

  • instalar aplicativo de suporte remoto;
  • clicar em link enviado por SMS, WhatsApp ou e-mail;
  • informar senha, token, código de SMS ou código de e-mail;
  • fazer uma transferência “teste”;
  • desativar notificações de segurança;
  • excluir mensagens ou e-mails recebidos;
  • manter a ligação aberta enquanto realiza procedimentos;
  • não procurar os canais oficiais do banco.

Em caso de dúvida, encerre o contato e busque atendimento por meios oficiais.

Leia também: Como reconhecer comunicações do Santander para mais segurança digital?

Caí no golpe da mão fantasma, e agora?

Se você suspeita que caiu no golpe da mão fantasma, agir rápido é fundamental. Nesse momento, o foco deve ser interromper o acesso, proteger suas contas e registrar o ocorrido.

Veja o que fazer:

1. Desconecte o celular da internet

Desligue imediatamente o Wi-Fi e os dados móveis do aparelho. Se possível, coloque o celular em modo avião. Isso pode interromper a conexão usada pelo criminoso para visualizar ou controlar o dispositivo.

2. Desinstale o aplicativo de acesso remoto

Se você baixou algum app orientado por um suposto atendente, remova esse aplicativo do celular. Caso não consiga mexer no aparelho com segurança, mantenha-o desconectado da internet e procure suporte técnico confiável.

3. Troque suas senhas usando outro aparelho seguro

Use outro dispositivo que você saiba estar seguro e evite salvar credenciais.

Priorize a troca de senhas de:

  • bancos e carteiras digitais;
  • e-mail principal;
  • redes sociais;
  • aplicativos de mensagens;
  • apps de delivery e transporte;
  • lojas online;
  • serviços com cartão cadastrado.

Comece pelo e-mail, porque ele costuma ser usado para recuperar senhas de outras contas.

4. Fale com o banco pelos canais oficiais

Entre em contato com o banco imediatamente pelos canais oficiais. Informe que você pode ter sido vítima de golpe, peça orientação sobre bloqueios preventivos e verifique movimentações recentes.

5. Registre um boletim de ocorrência

Depois de conter o risco inicial, registre um boletim de ocorrência. Reúna tudo o que puder ajudar: número que ligou, prints, comprovantes, horários, nomes usados pelo golpista e qualquer movimentação não reconhecida.

O registro formaliza o relato e pode ser solicitado em análises posteriores.

6. Avise pessoas próximas

Se o criminoso teve acesso ao seu aplicativo de mensagens, redes sociais ou e-mail, avise familiares, amigos e contatos próximos. Golpistas podem se passar por você para pedir dinheiro ou enviar novos links falsos.

Uma mensagem simples já ajuda: “Meu celular pode ter sido acessado por golpistas. Não clique em links nem faça transferências solicitadas em meu nome”.

Desconfie da pressa: ela é a maior aliada do golpista

O golpe da mão fantasma assusta porque combina tecnologia com manipulação emocional. Mas, quando você conhece o roteiro, fica mais fácil identificar a armadilha: ligação inesperada, suposta emergência, pedido para instalar app, orientação para não desligar e tentativa de acesso ao celular.

O Santander não solicita o compartilhamento de senhas ou códigos nem orienta que o cliente entregue o controle do aparelho.

Para continuar se protegendo, acompanhe nossas dicas sobre segurança.

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