Qual a diferença entre poupar e investir? Entenda de vez

Por Equipe Santander • 19 Dezembro, 2022 • 5 min Leitura

Investimento
Financas Pessoais

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Entenda o que é investimento e o que é poupar, quando cada estratégia faz sentido e como dar o próximo passo com o seu dinheiro.

Juntar dinheiro para uma viagem dos sonhos, trocar de carro ou dar entrada no financiamento da casa própria exige disciplina, e quem já tentou sabe que essa não é uma tarefa fácil. No meio desse caminho, surge uma dúvida comum: afinal, qual a diferença entre poupar e investir?

Os dois conceitos caminham juntos, mas cumprem papéis distintos na sua vida financeira. Poupar tem a ver com o hábito de guardar uma parte da renda. Já investir é o movimento seguinte, quando esse valor guardado passa a trabalhar a seu favor e render ao longo do tempo.

Neste artigo, você vai entender o que é investimento na prática, quando faz sentido priorizar a poupança, como montar um planejamento realista e quais caminhos o Santander oferece para cada momento da sua jornada. Vamos lá?

Afinal, qual a diferença entre poupar e investir? 

Embora os dois termos se destinem à melhora das suas finanças, os objetivos e significados são bem diferentes. Eles representam etapas da construção da sua independência financeira e costumam aparecer em momentos distintos da vida.

Poupar significa economizar. Para isso, é preciso uma mudança de comportamento na forma de administrar as despesas. Afinal, para existir alguma "sobra", os gastos precisam ficar abaixo da sua renda mensal.

Já investir é aplicar o dinheiro economizado em algum ativo financeiro que você escolheu, de modo que ele renda ao longo do tempo. Quem investe, portanto, já poupou antes. A diferença aparece no destino desse valor.

De maneira geral, quando uma pessoa investe, ela já está poupando. Porém, quando ela somente poupa, o dinheiro parado tende a perder poder de compra por causa da inflação, aquele aumento generalizado de preços que reduz o valor real do seu dinheiro com o passar dos meses.

Para facilitar a comparação, organizamos as principais características de cada estratégia: 

Característica Poupar Investir
O que éGuardar parte da renda mensalAplicar o valor guardado em um ativo
Objetivo principal Criar o hábito e formar uma reserva de emergência Buscar rentabilidade acima da inflação 
Rendimento Baixou ou inexistente se o valor ficar parado Varia conforme o ativo escolhido 
RiscoPerda de poder de compra pela inflação Depende do produto e do perfil 
Momento indicadoInício da organização financeira Após formar a sua reserva de emergência 


O que é investimento e como ele funciona? 

Investimento é a aplicação de um valor hoje com a expectativa de recebê-lo corrigido no futuro, conforme regras aplicáveis. Na prática, você empresta seu dinheiro para uma instituição, para o governo ou para uma empresa, e recebe uma remuneração por esse período em que o recurso ficou disponível.

Quando alguém pergunta o que é investir, a resposta mais direta é: transformar dinheiro parado em dinheiro produtivo. Em vez de deixar o valor estacionado na conta corrente, você o direciona para um produto financeiro que devolve um rendimento conforme regras estabelecidas desde o início.

Mas antes de começar a investir, é importante entender que todo investimento geralmente se organiza em torno de três variáveis que conversam entre si:

  • Rentabilidade: o quanto o dinheiro pode render no período combinado.
  • Liquidez: a facilidade e a velocidade para resgatar o valor quando você precisar.
  • Risco: a possibilidade de o retorno ficar diferente do esperado.

Existem duas grandes famílias de aplicação. Na renda fixa, as regras de remuneração são conhecidas no momento da aplicação, como acontece com CDBs, LCI, LCA e Tesouro Selic. Já na renda variável, o retorno oscila conforme o mercado, o que amplia tanto as possibilidades de ganho quanto as de perda.

Compreender esses conceitos deixa a escolha mais consciente e alinhada ao que você realmente precisa em cada fase da vida.

Quando vale a pena poupar e quando vale a pena investir? 

Poupar costuma ser o ponto de partida. Ou seja, antes de aplicar qualquer valor é importante construir uma reserva de emergência para imprevistos, como uma obra inesperada, um carro quebrado ou questões de saúde. Com isso formado, fica mais fácil identificar oportunidades sem comprometer o orçamento.

Portanto, investir só é algo possível quando as contas estão em dia, a reserva está montada e sobra um valor recorrente todo mês. Nesse cenário, cada real aplicado passa a contribuir para objetivos maiores, como a entrada de um imóvel ou uma aposentadoria mais confortável.

Leia também: Como o financiamento imobiliário pode te ajudar a conquistar a casa própria? 

Dicas de como poupar na prática 

Nem sempre é simples guardar uma sobra da renda mensal, mas com planejamento isso vai se tornando possível. Para entender como começar a poupar de forma prática, siga estes passos:

  1. Entenda sua realidade financeira: quanto você ganha, quais são suas despesas fixas e variáveis, se existem dívidas em aberto e quanto pretende gastar em datas comemorativas ao longo do ano.
  2. Defina uma meta clara: é importante que essa meta tenha valor e prazo definidos (ex: viajar para fora do país em junho de 2028).
  3. Liste as despesas e quanto sobra do seu mês: assim você entende de maneira objetiva quanto precisa economizar para obter o valor que você precisa para tirar sua meta do papel.
  4. Acompanhe o progresso: ter um controle financeiro mês a mês é necessário para entender o quanto você está progredindo e se é preciso ajustar os planos.

Com o objetivo traçado e os gastos desenhados, fica mais simples calcular o prazo para alcançar essa meta. Se for possível realizar seu sonho até a data desejada, siga o planejamento. Caso o prazo precise esticar, projete o tempo real e mantenha a constância. Esse processo pode melhorar a sua relação com o dinheiro e te ajudar a alcançar sonhos ainda maiores.

Investimentos: por onde começar? 

Para quem ainda não investe, esse universo pode parecer um bicho de sete cabeças, mas o processo é mais tranquilo do que parece. O ponto de partida é entender os riscos envolvidos.

Antes de aplicar, considere alguns aspectos como:

  • Saber qual é o seu perfil de investidor
  • Ter uma reserva de emergência montada
  • Entender o seu apetite para riscos (o quanto você aceita de oscilação)
  • Por quanto tempo você pretende investir em um ativo (curto, médio ou longo prazo)
  • Seu objetivo com determinado investimento (facilidade de resgate, ganho rápido ou renda periódica)

Só depois de analisar esse cenário e conhecer suas necessidades financeiras é que faz sentido escolher onde aplicar, sempre de acordo com o seu momento de vida.

No Santander, nossos clientes contam com as Carteiras Modelo, em que especialistas selecionam combinações de produtos em diversas classes de ativos, como CDBs, LCI, LCA, Tesouro Selic e multimercados, buscando rentabilidade diferenciada conforme o seu perfil e as suas necessidades atuais.

Poupar ou investir: o Santander está do seu lado em todos os momentos

Agora ficou mais claro que poupar e investir são etapas complementares: a primeira cria o hábito de guardar, e a segunda coloca esse dinheiro para render acima da inflação.

Entender o que é investimento e respeitar o seu momento de vida ajuda a escolher o caminho com mais segurança. Comece organizando o orçamento, monte sua reserva de emergência e, na sequência, escolha os produtos que conversam com os seus objetivos.

Ficou interessado? Conheça as opções disponíveis e dê o próximo passo com o seu dinheiro! 

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