O que é e como fazer um bom planejamento financeiro? 

Por Equipe Santander • 17 Fevereiro, 2022 • 5 min Leitura

Investimento

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Entenda o conceito, descubra para que serve e confira um guia prático com 4 passos para organizar suas finanças


Manter as finanças em dia é um desafio comum para muitas pessoas. Com o aumento do custo de vida e despesas imprevistas, a falta de organização e de uma visão clara do futuro pode levar ao endividamento e dificultar a realização de sonhos, como comprar uma casa ou garantir uma aposentadoria tranquila.


Em contrapartida, um levantamento do Datafolha aponta que 43% dos brasileiros não têm o hábito de guardar dinheiro para imprevistos. É justamente para mudar essa realidade que entra o planejamento financeiro, uma ferramenta indispensável para organizar as contas e pavimentar o caminho rumo à estabilidade e prosperidade.


Neste guia, vamos explicar o conceito, mostrar como ele funciona e apresentar um roteiro prático para você aplicar na sua vida ou empresa:


O que é um planejamento financeiro?


O planejamento financeiro é um processo contínuo que envolve a organização e a gestão eficiente dos recursos financeiros de uma pessoa ou família. Ele funciona como um roteiro que guia as decisões, ajudando a estabelecer metas realistas e a criar um plano concreto para alcançá-las.


Esse processo começa com a análise da situação atual e a implementação de estratégias para atingir objetivos específicos. Mais do que apenas anotar gastos, o planejamento financeiro oferece um caminho claro para transformar a forma como lidamos com o dinheiro, proporcionando estabilidade e um futuro tranquilo.


Para que serve um planejamento financeiro?


Ter um plano financeiro estruturado serve para diversas finalidades que vão além de pagar contas. Ele é fundamental para o controle das finanças, permitindo uma visão clara de onde o dinheiro está sendo gasto e identificando áreas onde é possível economizar. Além disso, ele serve para:


  • Realização de metas: facilita o alcance de objetivos como viagens ou compra de bens;

  • Redução de dívidas: auxilia na criação de um plano eficiente para pagar débitos e evitar novos endividamentos;

  • Segurança financeira: proporciona tranquilidade para lidar com imprevistos, como emergências médicas ou perda de emprego;

  • Investimentos inteligentes: orienta a escolha de aplicações alinhadas ao seu perfil e objetivos.


Como fazer um planejamento financeiro?


Para fazer um planejamento financeiro eficiente, você precisa seguir quatro etapas fundamentais: diagnosticar sua situação atual registrando todas as entradas e saídas, definir metas claras de curto a longo prazo, criar um orçamento com estratégias de economia e, por fim, monitorar e ajustar o plano constantemente. Abaixo, detalhamos como colocar cada uma dessas fases em prática:


1. Avaliação e registro


O primeiro passo de como fazer um planejamento financeiro é realizar um levantamento detalhado da sua situação atual, registrando todas as suas fontes de renda e todas as suas despesas. Essa etapa é fundamental para construir o seu fluxo de caixa, que nada mais é do que entender o equilíbrio entre o montante de dinheiro que você recebe mensalmente e o quanto você gasta nesse mesmo período:


 1. Comece anotando seus ganhos (salário, investimentos);


 2. Em seguida, liste os gastos, dividindo-os entre despesas fixas (como aluguel, contas de luz e água) e despesas variáveis (como alimentação e lazer).


Seja em uma planilha no computador ou em um caderninho, o importante é ter essas informações registradas para não perder o controle.


2. Definição de metas financeiras


O segundo passo é dar um destino para o seu dinheiro, estabelecendo metas claras e específicas para curto, médio e longo prazo. Esses objetivos devem ser realistas e alcançáveis, pois funcionam como o combustível indispensável para manter o seu planejamento financeiro ativo e evitar que você desanime no meio do caminho.


Defina o que é prioridade imediata, como criar uma reserva de emergência, o que são conquistas de médio prazo, como comprar um carro ou viajar, e o que são projetos de vida, como poupar para a aposentadoria.


Visualizar esses prazos ajuda a entender exatamente quanto é preciso guardar por mês para cada sonho.


3. Criação de orçamento e estratégias


Com base na análise anterior, crie um orçamento detalhado que inclua todas as fontes de renda e despesas. Desenvolva estratégias para alcançar as metas, como economizar dinheiro, reduzir despesas desnecessárias ou aumentar a renda.


  • Dica: liste os gastos por prioridade e foque em cortar os que ficaram por último. Para a pessoa física, reduzir idas a restaurantes, por exemplo, pode gerar uma grande economia anual.


4. Monitoramento e ajustes


Por fim, entenda que o trabalho não termina assim que você monta o plano. O planejamento financeiro deve ser contínuo e revisado periodicamente para garantir que suas estratégias continuem funcionando, mesmo quando sua realidade financeira mudar ou novas informações surgirem.


Na prática, isso significa monitorar seu progresso em direção às metas e estar pronto para fazer ajustes no orçamento sempre que necessário. Seja para corrigir desvios, aproveitar novas oportunidades ou lidar com imprevistos financeiros, essa flexibilidade é o que garantirá o sucesso da sua organização a longo prazo.


Como criar seu planejamento financeiro pessoal?


Embora a estrutura siga os 4 passos fundamentais que detalhamos acima, o planejamento pessoal tem suas particularidades. A principal diferença está no objetivo final: enquanto nas empresas o foco é o lucro operacional e o fluxo de caixa do negócio, no planejamento pessoal o foco é o seu bem-estar e a segurança da sua família.


Para que isso funcione na rotina de uma pessoa física — que pode não ter tempo para planilhas complexas —, o segredo é aliar educação financeira com automação:


  • Simplifique com tecnologia: diferente de uma empresa, você não precisa de softwares pesados. Utilize o próprio aplicativo do seu banco (como o App Santander) para categorizar gastos automaticamente e visualizar seu extrato como uma ferramenta de gestão, e não apenas de consulta;

  • Invista em conhecimento: o planejamento pessoal exige que você entenda o seu próprio perfil. Buscar conhecimento sobre finanças ajuda a diferenciar se você é um investidor conservador ou arrojado, garantindo que o dinheiro guardado renda de acordo com o prazo dos seus sonhos.


Leia também: Planilha de controle financeiro: saiba como montar e gerenciar suas finanças


Quais são os 4 pilares do planejamento financeiro?


Para quem busca um método comprovado, vale conhecer a teoria dos 4 pilares, apresentada pela primeira vez no best-seller "Terapia Financeira", do PhD Reinaldo Domingos. Essa metodologia, também chamada de DSOP, propõe um ciclo comportamental para transformar sua relação com o dinheiro:


  • D (Diagnosticar): é o ponto de partida. Significa descobrir sua real situação financeira ("para onde vai cada centavo") anotando todos os gastos por 30 dias para identificar o seu padrão de vida atual;

  • S (Sonhar): diferente de apenas pagar contas, o planejamento deve ter um propósito. Defina o que você quer conquistar em curto, médio e longo prazo e quanto custa cada sonho. Isso traz motivação para poupar;

  • O (Orçar): aqui o conceito muda: em vez de gastar e poupar o que sobra, você deve primeiro separar o valor dos seus sonhos e adequar o seu padrão de vida ao restante. O orçamento prioriza seus objetivos.

  • P (Poupar): é a ação de investir o dinheiro carimbado para os sonhos. Significa aplicar os recursos com segurança e rentabilidade para que eles se multipliquem até a data da realização.


Leia também: Como organizar seu orçamento familiar de forma simples e objetiva?


Como aplicar na sua rotina


Perceba que a metodologia DSOP dialoga diretamente com os passos de avaliação, metas e orçamento que vimos anteriormente. A grande vantagem é que você tem liberdade para escolher: pode seguir o roteiro passo a passo tradicional ou adotar essa inversão de prioridades, onde os sonhos vêm antes das despesas.


Não existe uma regra única, e o melhor planejamento é aquele que você consegue manter com consistência. Por isso, avalie as duas abordagens e escolha a que melhor se adapta à sua realidade e disciplina para assumir o controle da sua história financeira.


Leia também: Tudo o que você precisa saber para resolver a falta de organização financeira


Dicas essenciais para um bom planejamento


Para que seu plano financeiro funcione de verdade, alguns pilares não podem faltar:


  • Disciplina: é essencial para controlar a impulsividade e evitar compras desnecessárias, motivadas por promoções ou emoção;

  • Realismo: as metas devem ser alcançáveis, considerando sua situação atual, mas o plano deve ser flexível para ajustes;

  • Diversificação: diversificar fontes de renda e investimentos é crucial para reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso financeiro.


O planejamento financeiro é uma ferramenta poderosa. Embora demande dedicação, os benefícios de organizar suas contas e investir no seu futuro são incríveis.


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