Como começar a investir do zero? Veja os primeiros passos 

Por Equipe Santander • 13 Outubro, 2026 • 5 min Leitura

Investimento
Financas Pessoais

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Entenda renda fixa, renda variável, perfil de investidor e os passos para criar uma estratégia alinhada aos seus objetivos.

Entender como começar a investir do zero pode parecer complicado quando surgem termos como rentabilidade, liquidez, renda fixa e perfil de investidor. Porém, investir não precisa ser um assunto distante nem restrito aos especialistas.

O primeiro passo não é escolher o produto que promete o maior retorno. Antes disso, você precisa organizar as finanças, conhecer seus objetivos e entender quanto risco está disposto a assumir. Com essa base, fica mais fácil tomar decisões conscientes e construir patrimônio gradualmente.

Neste artigo, você vai conhecer os principais tipos de investimentos, entender a diferença entre renda fixa e renda variável, descobrir como identificar seu perfil e aprender os passos necessários para começar a investir.

Investir é só para quem tem muito dinheiro?

Não, investir não é só para quem tem muito dinheiro. Embora essa ideia ainda seja comum, há investimentos que permitem aplicações iniciais de R$30, R$100 ou outros valores acessíveis.

O aporte mínimo depende das condições de cada produto e da instituição pela qual ele é oferecido.

Alguns CDBs, títulos do Tesouro Direto e fundos, por exemplo, podem aceitar aplicações de baixo valor inicial.

Dessa forma, mais importante do que esperar juntar uma grande quantia é começar de maneira compatível com o orçamento e manter uma frequência de aportes.

Quem tem R$100 para investir pode procurar alternativas de baixo aporte inicial e com condições alinhadas ao seu objetivo.

Entretanto, é importante separar liquidez de rentabilidade: conseguir resgatar rapidamente não significa necessariamente obter um retorno elevado em pouco tempo.

Promessas de retorno rápido normalmente envolvem riscos maiores ou podem esconder propostas pouco confiáveis. Por isso, o caminho mais consistente é aproveitar o tempo e os juros compostos, reinvestindo os rendimentos para que eles também possam gerar novos retornos.

Quais são os principais tipos de investimentos?

Existem diversos tipos de investimentos, criados para necessidades, prazos e perfis diferentes. De forma geral, eles podem ser organizados em duas grandes categorias: renda fixa e renda variável.

A principal diferença conceitual entre renda fixa e renda variável reside na previsibilidade dos retornos.

  • Renda fixa: oferecendo maior previsibilidade sobre a forma de remuneração, embora também envolva riscos.
  • Renda variável: pode ser compatível com investidores que aceitam oscilações, conforme a análise de perfil e as características do produto.

Conhecer essas categorias ajuda você a analisar as alternativas disponíveis, mas não elimina a necessidade de verificar regras, custos, tributação, prazo de resgate e riscos de cada produto.

Renda fixa

Na renda fixa, você empresta dinheiro a bancos, empresas ou ao governo e recebe juros conforme as condições definidas na aplicação. A remuneração pode ser prefixada ou acompanhar indicadores como CDI, Selic e inflação.

Os principais produtos são:

  1. CDBs: títulos emitidos por bancos, geralmente atrelados ao CDI. Podem apresentar diferentes combinações de rentabilidade e liquidez, conforme o produto
  2. Tesouro Direto: títulos públicos emitidos pelo governo federal, com diferentes formas de remuneração e prazos.
  3. CRIs e CRAs: títulos ligados aos setores imobiliário e do agronegócio. Em geral, podem ter rendimentos isentos de IR para pessoas físicas, conforme a legislação vigente.
  4. LCIs e LCAs: títulos emitidos por bancos para financiar os setores imobiliário e do agronegócio. Para pessoas físicas, os rendimentos podem ser isentos de IR, conforme a legislação vigente e as condições do título.
  5. Debêntures: títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos. Podem pagar mais, mas também envolvem maior risco de crédito.
  6. Poupança: a tradicional caderneta de poupança também oferece retornos conforme o patamar da taxa Selic no momento.

Renda fixa não significa risco zero. Antes de investir, avalie quem está recebendo seu dinheiro, quanto vai pagar, quando você poderá resgatar e quais são as garantias envolvidas.

Para quem está começando, a renda fixa pode ser uma das alternativas consideradas por quem está começando pela maior previsibilidade. Mas não existe um investimento melhor para todos. A escolha certa depende de quatro fatores: objetivo, prazo, liquidez e tolerância ao risco.

Renda variável

Na renda variável, o retorno não é conhecido de antemão. Você investe em ativos cujo preço oscila conforme os resultados das empresas, as condições econômicas e o comportamento do mercado.

Na prática, isso significa uma coisa: há potencial de valorização, mas também risco de perda.

Também pode haver recebimento de dividendos de empresas e rendimentos distribuídos por FIIs, quando houver e conforme as regras aplicáveis.

Entre os principais investimentos em Bolsa estão:

  1. Ações: representam uma pequena participação em uma empresa. O investidor pode ganhar com a valorização dos papéis e, em alguns casos, com o recebimento de dividendos.
  2. Fundos imobiliários (FIIs): reúnem investidores para aplicar em imóveis ou ativos ligados ao mercado imobiliário. As cotas são negociadas em Bolsa e podem gerar renda periódica.
  3. ETFs: fundos negociados em Bolsa que buscam acompanhar um índice, como o Ibovespa. Podem facilitar a exposição a uma cesta de ativos por meio de um único produto.
  4. BDRs: certificados negociados no Brasil que representam ações ou outros ativos emitidos no exterior. Permitem acesso a empresas internacionais sem a necessidade de investir diretamente em uma Bolsa estrangeira.

A diferença central em relação à renda fixa é a previsibilidade. Na renda variável, preços e retornos podem mudar rapidamente — e não há garantia de que uma aplicação que deu lucro no passado repetirá o desempenho.

Por isso, a Bolsa combina melhor com quem aceita oscilações e consegue manter uma visão de longo prazo. O objetivo não é evitar a volatilidade, mas saber por que você está investindo e quanto risco está disposto a assumir.

Fundos de investimento

Fundos de investimento funcionam como uma carteira coletiva: vários investidores aplicam seus recursos, e um gestor profissional decide onde alocá-los de acordo com a estratégia do fundo. Em troca, o investidor paga taxas pela gestão e administração.

Os principais tipos são:

  1. Fundos de ações: concentram a maior parte da carteira em ações e outros ativos de renda variável. Buscam maior potencial de retorno, mas estão sujeitos a mais oscilações.
  2. Fundos de renda fixa: investem principalmente em títulos de renda fixa, como títulos públicos e privados. Tendem a apresentar menor volatilidade e são usados por quem busca mais previsibilidade.
  3. Fundos multimercados: podem combinar diferentes classes de ativos, como juros, câmbio, ações e renda fixa. Dão mais liberdade ao gestor para buscar oportunidades em diferentes cenários econômicos.

Entre as características dos fundos podem estar a gestão profissional e a diversificação, conforme a estratégia.

Por isso, antes de investir, vale entender a estratégia, os custos, o histórico do gestor e o nível de risco do fundo.

Como começar a investir do zero?

Para aprender como começar a investir do zero, você precisa transformar informação em planejamento.

Se a dúvida é onde começar a investir, procure uma instituição ou corretora confiável, com ambiente protegido, informações transparentes e opções adequadas ao seu perfil.

Além disso, evite escolher um investimento apenas pela rentabilidade divulgada. Um produto só faz sentido quando suas condições combinam com o prazo, a finalidade do dinheiro e sua capacidade de aceitar riscos.

Planejamento, quitação de dívidas e reserva de emergência

Antes de começar a investir do zero, é importante organizar seu planejamento financeiro. Anote quanto entra, quanto sai e quais despesas podem ser ajustadas.

Assim, você consegue descobrir qual valor realmente cabe no orçamento sem comprometer as contas essenciais.

Também é importante priorizar a quitação de dívidas com juros elevados. Em muitos casos, esses juros podem superar a rentabilidade esperada de um investimento, dificultando o avanço da organização financeira.

Em seguida, comece a formar sua reserva de emergência. O dinheiro destinado a imprevistos deve ficar, preferencialmente, em uma alternativa de baixo risco e fácil resgate, respeitando sempre as condições do produto escolhido.

Defina objetivos e um valor para investir

Dar uma finalidade ao dinheiro ajuda a escolher investimentos mais coerentes. Você pode separar os objetivos por prazo:

  • Curto prazo: viagens, cursos ou compras planejadas;
  • Médio prazo: entrada de um imóvel ou realização de um projeto;
  • Longo prazo: aposentadoria e formação de patrimônio.

Depois, defina um valor mensal realista. Um aporte pequeno e recorrente pode ser mais sustentável do que investir uma quantia alta uma vez e interromper o planejamento nos meses seguintes.

À medida que a renda e a organização financeira melhorarem, você poderá revisar e aumentar esse valor. O mais importante é criar constância sem comprometer despesas básicas ou usar recursos que podem ser necessários em breve.

Descubra seu perfil de investidor

O perfil de investidor indica como você lida com riscos e oscilações. Os perfis mais comuns são:

  • Conservador: prioriza previsibilidade e menor exposição a oscilações;
  • Moderado: aceita algum risco em busca de maior potencial de retorno;
  • Arrojado ou agressivo: tolera variações mais intensas e possíveis perdas.

As instituições financeiras aplicam a Análise de Perfil de Investidor, conhecida como API ou Suitability. O processo considera fatores como objetivos, conhecimento, situação financeira, horizonte de investimento e tolerância a risco.

A análise de perfil apoia a verificação de adequação dos produtos, serviços e operações às características do investidor, conforme as regras aplicáveis

Conceitos básicos para quem está começando

Rentabilidade, liquidez e risco estão entre os principais aspectos a avaliar em um investimento. Eles devem ser analisados em conjunto, pois uma aplicação pode ter bom potencial de retorno, mas apresentar baixa liquidez ou um nível de risco incompatível com você.

Assim, raramente um produto oferece, ao mesmo tempo, rentabilidade elevada, resgate imediato e risco muito baixo. Portanto, investir envolve encontrar um equilíbrio adequado para cada objetivo.

Rentabilidade

Rentabilidade é o retorno gerado pelo dinheiro investido em determinado período. Ela pode ser apresentada como um percentual mensal, anual ou acumulado, dependendo do produto.

Imagine, apenas como exemplo matemático, que R$1.000 tenham uma rentabilidade bruta hipotética de 10% em 12 meses. Nesse cenário, o retorno seria de R$100, totalizando R$1.100 antes de eventuais impostos, taxas e custos.

Essa taxa é apenas ilustrativa. O rendimento real varia conforme o investimento, o prazo e as condições do mercado. Na renda variável, especialmente, não há como garantir ganhos, e o valor aplicado pode diminuir.

Ganho real

O ganho real é a rentabilidade que você obtém acima da inflação do período. Em outras palavras, é o retorno efetivo do seu investimento descontado o efeito do aumento dos preços, que mostra o quanto o seu poder de compra realmente cresceu após a aplicação.

Liquidez

Liquidez representa a facilidade e a velocidade para transformar um investimento em dinheiro disponível na conta.

Uma aplicação com liquidez diária, por exemplo, permite solicitar o resgate em condições e prazos definidos pelo produto.

Já investimentos com baixa liquidez podem exigir que o dinheiro permaneça aplicado por um período maior. Resgatar antes do prazo, quando permitido, também pode reduzir o retorno ou gerar perdas.

Por isso, objetivos de curto prazo e reservas para imprevistos costumam exigir maior liquidez. Para metas distantes, pode ser possível avaliar prazos de resgate mais longos, desde que sejam compatíveis com seu planejamento.

Leia também: Rendimento x Liquidez: entenda o papel de cada um

Risco

Risco é a possibilidade de o resultado ser diferente do esperado, incluindo perdas financeiras. Todo investimento apresenta algum nível de risco, ainda que ele varie de acordo com o emissor, o prazo e as características do produto.

Investimentos com maior potencial de retorno frequentemente envolvem maior exposição a riscos, sem garantia de que o retorno esperado ocorrerá. Além disso, em aplicações como as de renda fixa, existem riscos específicos, tais como:

  • Risco de crédito: possibilidade de o emissor do título (seja um banco, empresa ou governo) não honrar os pagamentos de juros ou do principal no prazo combinado.
  • Risco de liquidez: possibilidade de não conseguir vender um ativo ou resgatar o dinheiro investido rapidamente quando necessário, ou de ter que aceitar um preço inferior ao valor de mercado para realizar a venda.
  • Risco de mercado: possibilidade de os preços dos ativos oscilarem devido a variações nas taxas de juros, câmbio ou condições econômicas, podendo impactar negativamente o valor total do investimento.

A diversificação ajuda a controlar a exposição ao distribuir o dinheiro entre produtos, emissores, prazos ou classes de ativos. Contudo, ela não elimina completamente a possibilidade de perdas.

Como começar a investir do zero com o Santander

Depois de entender o equilíbrio entre risco, rentabilidade e liquidez, o próximo passo é contar com uma plataforma sólida para organizar seus investimentos.

No Santander, tem acesso a uma plataforma de investimentos e, conforme o segmento e os critérios vigentes, atendimento especializado. Conheça as opções disponíveis e avalie as condições antes de investir:

Importante: O material apresentado não é um relatório de análise de valores mobiliários conforme Resolução CVM nº 20. Os investimentos e ativos mencionados neste material não constituem garantia de ganhos, recomendação de compra e não refletem diretamente a opinião dos nossos Analistas. Para orientação adequada, consulte um Assessor de Investimentos autorizado. O Santander não se responsabiliza por decisões de investimento tomadas com base neste conteúdo, nem por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, resultantes do uso indevido deste material. Os instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Este material não leva em consideração os objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades específicas de qualquer investidor. Qualquer informação contemplada neste material deve ser confirmada quanto às suas condições, antes da conclusão de qualquer negócio. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento.

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